Arquivo para 14 dezembro, 2008

“Prepara uma avenida, que a gente vai passar”

dezembro 14, 2008

Primeiro foi o Zé Flavio que comentou na comunidade da Bizz no Orkut que uma ótima idéia para a abertura dos shows do Radiohead no Brasil seria fazer uma reunião do Los Hermanos.  Como ele bem defendeu, é a única banda brasileira que teria tantos fãs e tanta comoção para o momento e, por mais que você possa odiar o Los Hermanos, seria muito mais digno do que ver um Wilson Sideral, como no show do R.E.M. (apesar que eu cheguei depois do show do mineiro nos dois dias, hehehehe).

Aí você pensa que é improvável pra caramba a reunião, ainda mais agora que o Camelo acabou de lançar o CD solo e o Amarante começou a turnê com o Little Joy. Só que teve um xará meu, que mora em Seattle, nos EUA, que conversou com o Amarante dia desses quando o a banda do hermano com Fabrizio Moretti fez show na cidade berço do grunge. E o barbudinho resolveu contar que a banda deve se encontrar para um show em 2009 e depois entrar em estúdio para gravar um disco novo. Particularmente acho que o show do Radiohead, em março, seria meio cedo para essa reunião, mas não custa nada torcer.

Agora, só um pedido Camelo: quando tiver o show, por favor não chame a Mallu para fazer participação especial.

“Hear the way she talks”

dezembro 14, 2008

Há um tempo eu estou pensando em escrever sobre a dupla de baladas das mulheres malvadas. Não tem nenhum motivo especial é apenas porque as ouvi recentemente e vi a conexão entre elas. E não há como negar que existem mulheres que têm o prazer de despedaçar o coração dos homens, e fazem isso de uma forma tão natural quanto cruel. Tudo bem, as meninas vão me dizer que existem os homens que fazem isso, mas eu não estou pra falar mal da minha raça, hehehehe.

A primeira é “Femme Fatale”, do Velvet Underground, que, bem, pelo nome já diz tudo. É o estereótipo da mulher má, tem o jeito de falar e de andar característicos, o olhar marcante, cheia de meandros. E os amigos tentam avisar sobre ela, mas não adianta, o coração é cego, e de alguma forma você acaba sendo traído pela emoção. Também, quem consegue resistir (ainda mais à Nico sussurando a melodia…)

“Let It Loose” é uma das mais belas baladas dos Stones, se não a mais linda. Só o dedilhado de guitarra inicial já é suficiente para deixar qualquer coração abalado, uma das combinações mais tocantes da história do rock. Balada típica dos Stones, com o tecladão marcado, a batida lenta precisa e o dedilhado inicial que insiste em se repetir durante todo o tempo. Enquanto isso Mick Jagger vai destilando sua voz embriagada falando daquela moça “que está ao seu lado, toda vestida para lhe fazer mal”. Na verdade, ela até é querida, uma boa pessoa, mas dê a ela apenas um mês ou dois para ver o que acontece. Mas, enfim, como resistir se ela faz tudo tão certinho, lhe dá tudo que você espera e precisa no momento certo? Não adianta, resta apenas fechar o punho forte e aguentar firme, com a ajuda do solo de metais intenso.


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