Desde ontem de manhã estou em Cuiabá para cobrir o Festival Calango 2009, que você pode conferir a programação aqui. Na segunda entra um textão completo do assunto, mas, enquanto isso, algumas considerações pertinentes sobre a primeira noite de shows:
- Cuiabá continua um calor dos infernos.
- A estrutura continua muito boa.
- Ganhei meus primeiros Cubo Cards. Funciona.
- A bala de Bacon que o Zimmer, do Cassim & Barbária me deu, é gostosa.
- As bandas locais melhoraram do ano passado pra cá. Continuam basicamente fazendo música pesada, mas agora não é mais só barulho, há um sentido em toda distorção.
- Caldo de Piaba, do Acre, foi a grata surpresa da noite. O Zé Flavio e o Alex Antunes já tinham falado dos guris e eles não decepcionaram: música instrumental inteligente, com elementos regionais, um ótimo baixista e uma cover inspirada de “I Want You (She’s So Heavy)”, dos Beatles.
- Walverdes e Wander Wildner provaram por que o rock gaúcho é um gênero tão importante no país. Os primeiros fizeram noise como ninguém no festival. E Wander desfilou, um a um, boa parte de seus “clássicos” do independente, além de incluir “Amigo Punk” da Graforréia no meio. Jogo ganho.
As considerações da segunda noite de shows:
- O som estava mal equalizado para todas as bandas.
- Jonas Sá surpreendeu e fez um show bem diferente de seu primeiro disco, largando o pop fácil e arriscando harmonias e ritmos. Fora que ele é um ótimo showman.
- O Do Amor (Bubu e Benjão nas guitarras, Marcelo Callado na bateria e Ricardo Dias Gomes no baixo), que era a banda de apoio de Jonas, fez um show surpresa de 20 minutos. Mesmo com som ruim, sempre bom ouvir “Dar Uma Banda”, “Perdizes” e “Morena Russa”. Uma das melhores bandas do Brasil, fácil, fácil.
- Black Drawing Chalks provou por que lançou um dos melhores discos do ano, o esporrento Life is a Big Holiday for Us. Show em alta rotação, som no talo, energia do público, “My Favourite Way” e “I’m a Beast, I’m a Gun” na sequência. Quase o melhor show do festival…
- E só não foi por que o Holger subiu ao palco e fez uma zona tão grande, com uma entrega total e irrestrita, indo pro meio da plateia cantar e tocar guitarra, que até mesmo o show irrepreensível do BDC ficou menor. As músicas indies ao extremo dos paulistanos crescem muito ao vivo, com a performance intensa deles. Um show para se rever em um local menor.
- E há um só consenso entre todo mundo no festival: a sala de imprensa, com seu ar-condicionado, é o melhor lugar do Festival.
outubro 31, 2009 às 5:18 pm |
há um sentido em toda distorção…………quer dizer que melhorou um pouco a farsa indie?