Arquivo da categoria ‘Me’

Tirando o pó

Julho 7, 2008

Uepa, cá estamos de novo. Como vão todos vocês? Eu juro que não entendo essas coisas de internet. Faz quase duas semanas que eu não posto nada aqui no blog (my bad, mas eu já explico tudo) e mesmo assim o número de visitas não cai. Ontem, por acaso, tive um pico (ui) de 42 acessos, sendo que 22 pessoas chegaram ao blog procurando por Marimoon e deram de cara com este post. Aposto que não era bem o que procuravam… Essa internet.

Então, não tenho atualizado não porque falta tempo, mas sim um pouco de saco pra navegar em casa. Agora que eu trabalho direto com internet e fico umas 9 horas conectado por causa do trabalho e mexendo com links e fotos o dia inteiro, quando chego em casa tudo que não quero é abrir o laptop. E nesse meio tempo teve ao São Paulo Fashion Week e a gloriosa cobertura ao vivo, agora o chefinho saiu de férias, então o trabalho vai acumulando e crescendo. Para ajudar a internet aqui em casa resolveu sair do ar nos últimos tempos, o que em parte até foi bom, já que eu coloquei em dia as sessões de filmes baixados no torrent - “Magnolia” e “Marcas da Violência” são fodas, mesmo.

Aliás, falando nessas férias, o Mac está fazendo um baita diário de viagem na Europa e causando uma baita inveja em todo mundo. Deixa que um dia eu chego lá.

Para terminar, rapidinho, duas dicas musicais daquilo que tem ocupado meu Winamp. Bem, primeiro foi o Coldplay, agora é o Cansei de Ser Sexy (ou CSS, chame como quiser) que eu recomendo por aqui. Eles fizeram um disco (Donkey) mais rock, mais banda, menos curtição. E isso fez diferença. Concordo basicamente com quase tudo que o Lúcio falou sobre o álbum. A outra banda é a escocesa Lacrosse, grande dica da Ju. O melhor powerpop que eu ouço desde, sei lá, Magic Numbers. Aliás, “No More Lovesongs” abre o disco de estréia do sexteto (This New Year Will Be For You And Me) com o mesmo frescor e alegria que “Mornings Eleven” abria The Magic Numbers.

Pra fechar, músicas bonitinhas para alegrar a semana. Eu volto, antes que você imagine =)

Polyphonic Spree - “Light and Day”

Lacrosse - “You Can’t Say No Forever”

Lacrosse - “No More Lovesongs”

Lacrosse - “This New Year Will Be For You And Me” (essa música, sei lá porque, me causa um deja vu fudido. E isso é bom)

The truth about love

Junho 20, 2008

“Love is an ugly terrible business, practiced by fools.” E quem sou eu para duvidar de Gabe Burton? Dois vídeos para entender porque você precisa assistir Little Manhattan.

Little Manhattan é legal porque é cheio dessas constatações sobre o amor (lembre que Gabe tem 10 anos e está apenas o descobrindo), coisas que muitas vezes a gente sabe mas esquece ou então não consegue verbalizar.

“It’s not a victory march”

Junho 19, 2008

Talvez não seja a coisa da qual mais ter orgulho na vida, mas eu choro em filmes. Em uns mais, outros menos, uns sempre outros apenas na primeira vez, mas eu choro. Juro que eu tento evitar, mas de repente chega. E quando um filme termina com uma bela cena ao som de “In My Life”, tem como resistir?

Tudo isso por causa do tal filme, Little Manhattan (ABC do Amor em português, um dos casos de tradução horrível). É a história de um menino de 10 anos e meio (Gabe) que se apaixona por uma garota de 11 (Rosemary), que ele conhece desde o jardim de infância mas que a grande parede de ferro que separa o mundo dos meninos e das meninas até uma certa idade tratou de os separar. Até que a aula de caratê acaba os unindo novamente e, pouco a pouco, ele vai se apaixonando. Confuso, ele vai andar por essa montanha-russa que é o amor, com seus altos e baixos, e aos poucos descobrir todas as nuances desse sentimento que se assemelha tanto ao ódio.

Little Manhattan não é um filme bobo, infantil, apesar da idade dos personagens. É a prova de que o amor é amor não importa a idade. Há não muito tempo atrás, coisa de dois meses, eu conversava com uma amiga e acabei comentando que, quando nos apaixonamos, somos sempre os mesmos adolescentes bobos vivendo o primeiro amor, cometendo os mesmos erros, sentindo os mesmos calafrios, as mesmas inseguranças, o medo constante de ter feito algo errado, de ter dado um passo a mais do que o esperado, de ter estragado tudo e não ter mais volta, e nos aliviando com um simples sorriso da pessoa amada. Porque o amor é feito de detalhes, aquelas coisas únicas que só os dois conhecem e só fazem sentido para eles. É disso que trata Little Manhattan, o pequeno retartado de amor que vive em cada um de nós, aquele que deita na cama chorando quando briga com seu amor e só se cura com um bom colo.

Porque, como sabiamente disse Mr. Leonard Cohen, “It’s a cold and it’s a broken Hallelujah”.

P.s.: O post foi escrito ao som de Superphones, simpática banda de powerpop gaúcha que já não existe, mas deixou um ótimo CD epônimo gravado. Abaixo o clipe de “Down The Drain”, que abre o disco.

Estado de espírito

Junho 3, 2008

Hoje, subindo sozinho as escadas depois do almoço, senti uma das felicidades mais puras que já tive em São Paulo. E isso basta.

Ch ch ch changes

Maio 29, 2008

2008 tem sido um ano de mudanças. Muitas, muitas mesmo. Quando eu tô me acostumando com algo, organizando minha vida, algo acontece e gira tudo em 180º. Essa semana está cheia delas - as mudanças. Por isso tenho estado um pouco relapso quanto ao blog. Mas logo passa. É só eu me organizar…

Só para complementar

Maio 19, 2008

Hoje fiquei sabendo que um projeto novo em que estou envolvido estréia quarta. Tem tudo para ser beeeeeeeeeeem legal. Mas eu só falo mais disso na quarta, hehehe. Se eu já achava que a semana prometia…

Aliás, o roteiro para a visita do Alemão a São Paulo está sendo fechado. Too much to do, too little time.

Pequeno momento sentimental (2)

Maio 18, 2008

Demorou, mas na última semana eu acho que entendi o motivo de algumas das minhas atitudes no último ano e meio, mais ou menos. Tenho me arrependido de não ter feito muita coisa, eu que sempre disse que o melhor era errar pela tentativa e não pela omissão. Mas agora passou e eu me sinto de mãos atadas, sem ter nada o que fazer. Dói, bastante. Mas tem coisas que vão aliviando e permitindo aguentar: o show do Wander na quinta, o final de tarde de sabado cheio de risadas no bar com os velhos amigos, os novos amigos de São Paulo e aqueles com quem os laços se estreitaram, a perspectiva de uma mudança que deve acontecer nessa semana e a vinda do amigo de Floripa pra São Paulo. Será uma semana e tanto.

Pequeno momento sentimental

Abril 5, 2008

“E assim é também na vida. Muita gente acredita que o ser humano realmente bravo é aquele que nunca esmorece. Ora, este só pode ser é louco de pedra!

O verdadeiro bravo vai dormir derrotado, desanimado, pensando em desistir de tudo, porque a vida apronta cada falseta que ninguém merece… E daí acorda renovado e canta pra si mesmo: afinal de contas, não tem cabimento entregar o jogo no primeiro tempo! Pensa em novas táticas, em novos argumentos, em ações diferentes. E vai à luta.

Existem vitórias que nos prejudicam terrivelmente, existem derrotas que nos ensinam muita coisa. A toda essa aprendizagem sou demais de agradecida, graças a ela me tornei a pessoa que sou hoje.”

A Roberta roubou autorizadamente do blog da Regininha. E eu roubo na cara dura, porque esse texto é lindo. Exatamente há uma semana atrás eu era esse cara que ia dormir derrotado e desanimado, pensando em desistir de tudo. Procurar emprego em São Paulo tava começando a ser algo chato e
desalentador e eu realmente começava a duvidar das minhas capacidades. Sábado foi um dia especialmente ruim nesse sentido, com um monte de dúvidas passando pela cabeça. Ainda bem que eu tenho amigos muito queridos que ajudam a segurar a barra - e sem todos eles, os de perto e os de longe, eu não sei se conseguiria.

Mas eis que eu termino a semana de outra forma, totalmente feliz, porque um monte de coisa aconteceu e eu tenho boas perspectivas pro futuro. Pode ser que os astros tenham se alinhado de uma forma que possibilitou tudo, que tenha sido coisa do destino ou qualquer bobagem. Mas eu não acredito. Desde que eu li esse texto da Regininha durante a semana me reconheci totalmente nele. Finalmente eu defini minha tática para o segundo tempo. E não vou deixar que o jogo acabe sem a virada.