PJ Harvey pode salvar noites. E essa música também entra aqui porque, enfim, é um dueto com o Thom Yorke e semana que vem começam a vender os ingressos pro Radiohead.
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“This mess we’re in”
novembro 29, 2008O melhor do SP Noise
novembro 24, 2008
Amber Webber, vocalista do Black Mountain, com o casaquinho e as maracas (Foto de HelenaN)
E sem o casaquinho e com o pandeiro (Foto de Liliane Callegari)
Olha ali, sou eu
novembro 16, 2008Tem dois textinhos meus (um sobre a Relespública e outro sobre o novo disco do Móveis Coloniais de Acaju) na edição de novembro da Rolling Stone. Corre lá comprar. De quebra você ainda tem uma matéria enorme com a Madonna (e uma prévia do show que vem pro Brasil, a partir do relato do editor Ademir Correa, fã da moça, sobre um show em Chicago) e uma ótima entrevista com o Michael Stipe, publicada em 1992, no auge do sucesso do R.E.M.
E tem a minha cobertura do Planeta Terra, pro Mondo Bacana, escrita a quatro mãos com o Abonico. Toda a minha ranzinzice tá lá, apesar de eu ter pegado leve com algumas coisas – Animal Collective e o Bloc Party, principalmente.
A maior comoção indie do Brasil
novembro 11, 2008Parece que agora é oficial – a cautela com a primeira palavra do post se deve ao número de vezes que esse show já foi anunciado. Tá vendo a imagem acima? É um print do site oficial do Radiohead. O show do Chile já tem data confirmada (27 de março) e Brasil, Argentina e México ainda esperam confirmação. Rola o boato que as apresentações no Brasil seriam dias 30 e 31 de março. México teria fechado dias 15, 16 e 17. A lenda deve finalmente se realizar – e é anunciada um dia depois do R.E.M. fazer o show da minha vida. Ânimos renovados para o show de hoje. E aí você lembra do show do Bloc Party no Terra e… Bem, deixa pra outra hora, to muito feliz pra falar disso agora.
“When you’re sure you’ve had enough…”
novembro 10, 2008“…of this life
Well, hang on”
Hoje é dia de R.E.M. em São Paulo. Acabou rolando uns esquemas e eu consegui ingresso pros dois shows (valeu, Ju). E, bem, se eles tocarem “Everybody Hurts” (como tem acontecido na turnê sul-americana) eu acho bem difícil eu me segurar. Só de ver os vídeos do show do Rio já é de se arrepiar.
“O meu coração nunca vai ver a luz do dia”
novembro 3, 2008Sexta-feira tem show de lançamento do clipe de “Nada Não” e do DVD do Ecos Falsos, no Outs. Pra esquentar, o clipe que concorreu ao VMB em 2006, da ótima “Réveillon” em duas versões, a original e uma mais triste, bem melancólica. Vê as duas e diz qual a mais legal. E pode concordar: a letra da música é foda, muito foda.
“Todo dia, todo dia
Meu coração sai do lugar
Ele chia, ele chia
Porque não quer se machucar”
“Tem sido um longo e frio inverno”
agosto 27, 2008Olha, eu daria tudo para que esse título fosse verdade, mas em São Paulo o inverno tem sido quente até demais. O que não importa em nada, porque sexta à noite eu embarco pra Florianópolis rever amigos e, principalmente, assistir ao show d’Os Pistoleiros, os autores do verso que dá título a este post. Desde que descobri os caras pirei e fiquei muito a fim de ver um show. Quando soube da reunião não pude deixar de fazer essa mini-loucura. Não vou falar muito porque já tenho refletido demais nos últimos dias e tudo que eu tenho pensado está se estruturando em um texto pós-show, então se eu falar agora perde a graça. Mas a expectativa é grande – e não só minha. Saca só o vídeo que o Marquinhos, da Contracapa do Diário Catarinense (aliás, a grande responsável pela reunião, já que a festa de sábado comemora os dois anos da coluna), fez no ensaio da banda. E digo mais, olha o que o Xuxu, ex-Pipodélica, escreveu sobre o ensaio.
Aproveita também e assiste aqui embaixo o clipe de “Blá, blá, blá”, da Pipodélica. Eu me arrepio toda vez que vejo, porque tem alguns lugares que aparecem no clipe que fizeram parte da minha vida. A cuia (aquele objeto branco, do lado de uma chaleira preta, que o moleque escala perto de 1’20” do vídeo e que, em seu tamanho original, é usada para tomar chimarrão), em especial, fica na divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul, perto de Vacaria, um lugar por onde, na minha infância, eu passei a cada dois meses para visitar meus parentes. E tirei muita foto ali. A ponte branca que aparece logo depois é a ponte que separa os estados e o lugar de onde minha mãe sempre dizia que ia me jogar se eu não ficasse quieto nas viagens (óbvio que era brincadeira). Enfim, o clipe tem gosto de infância para mim e, não sei se por isso, é uma das minhas músicas favoritas da banda – tá empatada com “Memória Multicolor”.
Então, esperem o relato deste que promete ser um show histórico.
P.S.: Estou participando de um blog coletivo super legal lá no iG, o Bebidinhas. Colá lá que tem post meu =)
Tirando o pó
julho 7, 2008Uepa, cá estamos de novo. Como vão todos vocês? Eu juro que não entendo essas coisas de internet. Faz quase duas semanas que eu não posto nada aqui no blog (my bad, mas eu já explico tudo) e mesmo assim o número de visitas não cai. Ontem, por acaso, tive um pico (ui) de 42 acessos, sendo que 22 pessoas chegaram ao blog procurando por Marimoon e deram de cara com este post. Aposto que não era bem o que procuravam… Essa internet.
Então, não tenho atualizado não porque falta tempo, mas sim um pouco de saco pra navegar em casa. Agora que eu trabalho direto com internet e fico umas 9 horas conectado por causa do trabalho e mexendo com links e fotos o dia inteiro, quando chego em casa tudo que não quero é abrir o laptop. E nesse meio tempo teve ao São Paulo Fashion Week e a gloriosa cobertura ao vivo, agora o chefinho saiu de férias, então o trabalho vai acumulando e crescendo. Para ajudar a internet aqui em casa resolveu sair do ar nos últimos tempos, o que em parte até foi bom, já que eu coloquei em dia as sessões de filmes baixados no torrent – “Magnolia” e “Marcas da Violência” são fodas, mesmo.
Aliás, falando nessas férias, o Mac está fazendo um baita diário de viagem na Europa e causando uma baita inveja em todo mundo. Deixa que um dia eu chego lá.
Para terminar, rapidinho, duas dicas musicais daquilo que tem ocupado meu Winamp. Bem, primeiro foi o Coldplay, agora é o Cansei de Ser Sexy (ou CSS, chame como quiser) que eu recomendo por aqui. Eles fizeram um disco (Donkey) mais rock, mais banda, menos curtição. E isso fez diferença. Concordo basicamente com quase tudo que o Lúcio falou sobre o álbum. A outra banda é a escocesa Lacrosse, grande dica da Ju. O melhor powerpop que eu ouço desde, sei lá, Magic Numbers. Aliás, “No More Lovesongs” abre o disco de estréia do sexteto (This New Year Will Be For You And Me) com o mesmo frescor e alegria que “Mornings Eleven” abria The Magic Numbers.
Pra fechar, músicas bonitinhas para alegrar a semana. Eu volto, antes que você imagine =)
Polyphonic Spree – “Light and Day”
Lacrosse – “You Can’t Say No Forever”
Lacrosse – “No More Lovesongs”
Lacrosse – “This New Year Will Be For You And Me” (essa música, sei lá porque, me causa um deja vu fudido. E isso é bom)
The truth about love
junho 20, 2008“Love is an ugly terrible business, practiced by fools.” E quem sou eu para duvidar de Gabe Burton? Dois vídeos para entender porque você precisa assistir Little Manhattan.
Little Manhattan é legal porque é cheio dessas constatações sobre o amor (lembre que Gabe tem 10 anos e está apenas o descobrindo), coisas que muitas vezes a gente sabe mas esquece ou então não consegue verbalizar.
“It’s not a victory march”
junho 19, 2008Talvez não seja a coisa da qual mais ter orgulho na vida, mas eu choro em filmes. Em uns mais, outros menos, uns sempre outros apenas na primeira vez, mas eu choro. Juro que eu tento evitar, mas de repente chega. E quando um filme termina com uma bela cena ao som de “In My Life”, tem como resistir?
Tudo isso por causa do tal filme, Little Manhattan (ABC do Amor em português, um dos casos de tradução horrível). É a história de um menino de 10 anos e meio (Gabe) que se apaixona por uma garota de 11 (Rosemary), que ele conhece desde o jardim de infância mas que a grande parede de ferro que separa o mundo dos meninos e das meninas até uma certa idade tratou de os separar. Até que a aula de caratê acaba os unindo novamente e, pouco a pouco, ele vai se apaixonando. Confuso, ele vai andar por essa montanha-russa que é o amor, com seus altos e baixos, e aos poucos descobrir todas as nuances desse sentimento que se assemelha tanto ao ódio.
Little Manhattan não é um filme bobo, infantil, apesar da idade dos personagens. É a prova de que o amor é amor não importa a idade. Há não muito tempo atrás, coisa de dois meses, eu conversava com uma amiga e acabei comentando que, quando nos apaixonamos, somos sempre os mesmos adolescentes bobos vivendo o primeiro amor, cometendo os mesmos erros, sentindo os mesmos calafrios, as mesmas inseguranças, o medo constante de ter feito algo errado, de ter dado um passo a mais do que o esperado, de ter estragado tudo e não ter mais volta, e nos aliviando com um simples sorriso da pessoa amada. Porque o amor é feito de detalhes, aquelas coisas únicas que só os dois conhecem e só fazem sentido para eles. É disso que trata Little Manhattan, o pequeno retartado de amor que vive em cada um de nós, aquele que deita na cama chorando quando briga com seu amor e só se cura com um bom colo.
Porque, como sabiamente disse Mr. Leonard Cohen, “It’s a cold and it’s a broken Hallelujah”.
P.s.: O post foi escrito ao som de Superphones, simpática banda de powerpop gaúcha que já não existe, mas deixou um ótimo CD epônimo gravado. Abaixo o clipe de “Down The Drain”, que abre o disco.


