Porque é dia 13 de julho
Julho 13, 2008Lá vamos nós com The Boss.
“The River”
“Long Walk Home”
“Thunder Road”
“Born to Run”
Lá vamos nós com The Boss.
“The River”
“Long Walk Home”
“Thunder Road”
“Born to Run”
A organização do Motomix 2008 há de agradecer muito a São Pedro. Diante de uma previsão de frio e chuva que se arrastou pela semana anterior, o sol que apareceu no sábado dia 28 de junho, mesmo sem acabar completamente com o clima frio, incentivou os indies de São Paulo a tomarem o rumo do Parque do Ibirapuera. Os ônibus que desciam a Brigadeiro Luis Antônio se enchiam de adolescentes com suas calças jeans justas, cintos com tachinhas e camisetas listradas nos pontos da Paulista. Uma horda feliz com o festival “di grátis” que estava por vir.
Pode-se chamar o Motomix 2008 de um programa família. Havia pouco consumo de drogas – pelo menos visível – e os vendedores ambulantes precisavam esconder as cervejas e demais líquidos em grandes e pesadas mochilas para circular pelo público. Muitas pessoas estavam com seus cachorros nas coleiras, empurrando suas bicicletas, pais com os filhos pelas mãos, toda uma legião de freqüentadores do parque que se depararam com o circo indie montado no Ibirapuera. Todos davam uma paradinha para olhar – e alguns ficavam mais tempo. Enquanto isso, rodas de amigos eram formadas nos gramados e filas se acumulavam na lanchonete mais próxima – coisa que não se repetia nos banheiros químicos, de fácil e rápido acesso, além de relativamente limpos para a situação.
Ah, teve música também. Bandas brasileiras? Fiquei com o show da Superguidis na noite anterior que, injustamente, tinha apenas uns 60 abnegados mais ou menos como platéia. Óbvio que a balada da sexta impediu o advento de acordar antes das 2 da tarde, o que impediu a ida ao Ibirapuera antes das 5, o que impediu-me de assistir qualquer das bandas tupiniquins. Mas enfim, se elas foram do nível das gringas, não há do que se arrepender.
Sim, porque o Fujiya & Miyagi só foi engrenar e empolgar com seu eletro-rock influenciado por Kraftwerk lá pela metade quando entrou o baterista – e teve gente que nem notou que faltava um baterista antes. O The Go! Team foi a estrela da noite, com a ótima performance da vocalista Ninja. E o Metric, que por um amigo era chamado de “o Pink Floyd do século XXI” (!!!!!!!!!!!! adicione quantas exclamações a mais quiser) chamou grande atenção por um ótimo fator: a beleza e as pernas da vocalista Emily Haines. Perfeito na definição da banda foi o Mac: aquele tipo de banda que você sai no meio da apresentação para comer um sanduíche e volta 20 minutos depois como se nada tivesse acontecido.
Como evento social o Motomix 2008 foi um sucesso, um ótimo lugar para se encontrar com os amigos. Estrutura e organização nota 10, mas quando o grande destaque é esse algo está errado. As estimativas de público mais otimistas apontavam 6 mil pessoas, agora, custasse R$15 o Motomix não reuniria 500 pessoas onde quer que fosse. Afinal, de um evento que tem como grande nome o Metric não se pode esperar muito mais. Ao menos se as performances das bandas fossem memoráveis… Trouxessem o CSS, para ficar no mesmo estilo musical, e o resultado seria bem mais agradável. E isso não é um elogio à banda brasileira.
Uepa, cá estamos de novo. Como vão todos vocês? Eu juro que não entendo essas coisas de internet. Faz quase duas semanas que eu não posto nada aqui no blog (my bad, mas eu já explico tudo) e mesmo assim o número de visitas não cai. Ontem, por acaso, tive um pico (ui) de 42 acessos, sendo que 22 pessoas chegaram ao blog procurando por Marimoon e deram de cara com este post. Aposto que não era bem o que procuravam… Essa internet.
Então, não tenho atualizado não porque falta tempo, mas sim um pouco de saco pra navegar em casa. Agora que eu trabalho direto com internet e fico umas 9 horas conectado por causa do trabalho e mexendo com links e fotos o dia inteiro, quando chego em casa tudo que não quero é abrir o laptop. E nesse meio tempo teve ao São Paulo Fashion Week e a gloriosa cobertura ao vivo, agora o chefinho saiu de férias, então o trabalho vai acumulando e crescendo. Para ajudar a internet aqui em casa resolveu sair do ar nos últimos tempos, o que em parte até foi bom, já que eu coloquei em dia as sessões de filmes baixados no torrent - “Magnolia” e “Marcas da Violência” são fodas, mesmo.
Aliás, falando nessas férias, o Mac está fazendo um baita diário de viagem na Europa e causando uma baita inveja em todo mundo. Deixa que um dia eu chego lá.
Para terminar, rapidinho, duas dicas musicais daquilo que tem ocupado meu Winamp. Bem, primeiro foi o Coldplay, agora é o Cansei de Ser Sexy (ou CSS, chame como quiser) que eu recomendo por aqui. Eles fizeram um disco (Donkey) mais rock, mais banda, menos curtição. E isso fez diferença. Concordo basicamente com quase tudo que o Lúcio falou sobre o álbum. A outra banda é a escocesa Lacrosse, grande dica da Ju. O melhor powerpop que eu ouço desde, sei lá, Magic Numbers. Aliás, “No More Lovesongs” abre o disco de estréia do sexteto (This New Year Will Be For You And Me) com o mesmo frescor e alegria que “Mornings Eleven” abria The Magic Numbers.
Pra fechar, músicas bonitinhas para alegrar a semana. Eu volto, antes que você imagine =)
Polyphonic Spree - “Light and Day”
Lacrosse - “You Can’t Say No Forever”
Lacrosse - “No More Lovesongs”
Lacrosse - “This New Year Will Be For You And Me” (essa música, sei lá porque, me causa um deja vu fudido. E isso é bom)
“… In the place where I have what it takes”
Amanhã voltamos com nossa programação normal. =)
P.S.: Esse disco novo do Curumin é muito bom. “Magrela Fever” virou hit aqui em casa.
“Love is an ugly terrible business, practiced by fools.” E quem sou eu para duvidar de Gabe Burton? Dois vídeos para entender porque você precisa assistir Little Manhattan.
Little Manhattan é legal porque é cheio dessas constatações sobre o amor (lembre que Gabe tem 10 anos e está apenas o descobrindo), coisas que muitas vezes a gente sabe mas esquece ou então não consegue verbalizar.
… when I fall in love with you it will be forever”
Porque Stevie Wonder tem muita coisa legal.
Quando eu ouvi pela primeira vez, no trabalho, achei um lixo. Mas era só com um fone, enquanto outras pessoas conversavam ao redor, primeira semana de trabalho novo, atenção redobrada nas tarefas e coisa e tal. Mas aí todo mundo começou a falar bem. E quando até o “líder da marcha contra Chris Martin” (a alcunha é minha) elogiou muito o disco, eu me obriguei a ouvir de novo. Ainda não com a atenção necessária, mas um pouquinho melhor. Já não acho um lixo, apenas mediano. Mas “Viva La Vida” e “Death And All His Friends” (justamente as duas canções título do álbum) são pegajosas e muito boas - e “Violet Hill” tem sem valor. A pergunta é: será que depois de gostar de Cansei de Ser Sexy eu vou elogiar também um disco do Coldplay? Estaria eu ficando doente?
Baixe aqui Viva La Vida or Death And All His Friends.
O passatempo favorito dos héteros de São Paulo no último dia 9 de maio era zoar com os amigos que iriam no show de Rufus Wainwright. Já na entrada do cantor no palco todas as brincadeiras poderiam ser verdadeiras. Rufus é gay no mais puro sentido que o termo pode ter e com toda a intensidade que alguém pode o ser. Terninho xadrez cobrindo uma camisa desabotoada mostrando o peito, cabelo superarrumadinho, as mãos balançantes, sotaque carregado de manhas. E voz e carisma capazes de calar qualquer crítica.
Despojado dos arranjos e das cordas que adornam seus álbuns, o canadense fez um show intimista quase solo, com algumas intervenções de sua mãe e da irmã Martha Wainwright. Diante de uma platéia que ia aumentando conforme o show ia rolando – aquele foi o dia em que São Paulo teve seu maior congestionamento (262 km) o que fez o show atrasar por alguns minutos –, ele fez o que quis. Abusou de seu humor tipicamente gay, ironizou tudo – inclusive a si mesmo, quando foi tocar violão – e esbanjou uma simpatia difícil de se ver.
Como que em uma celebração, a platéia acompanhava as músicas em coro tímido, típico de reverência. Nem nas músicas mais conhecidas, como “Cigarrettes and Chocolate Milk” e as versões de “Hallelujah” (de Leonard Cohen, presente no filme Shrek) e “Somewhere Over The Rainbow” (eternizada por Judy Garland em O Mágico de Oz), a voz de Rufus chegava perto de ser abafada. Um show de mais de cerca de duas horas que parece ter durado 15 minutos, no bom sentido, tamanha a capacidade do artista em envolver a platéia com suas canções de melancolia barroca estupenda.
Ao final da apresentação, era notável a expressão de satisfação em todos os que deixavam o Via Funchal. Um belo final para mais um dia caótico em São Paulo. Se para alguns parecia que Rufus Wainwright resolveu tirar férias no Brasil e aproveitou para fazer alguns shows e tirar uma graninha, só resta dizer sorte daqueles que puderam ver uma das melhores apresentações do ano.
Gentém bonita desse meu braziu,
Juro que no final de semana tem post novo. Juro mesmo. Por enquanto, um gostinho do que foi o maravilhoso show do Del Rey ontem no Studio SP. (o vídeo não é dessa apresentação, mas é muito bom)
Coletânea que eu fiz para a Poplist. Tudo de bom que aconteceu em 2006 (tá, não é tudo, mas é boa parte) em dois CDs, aqui e aqui.
1. Eskobar - The Art of Letting Go
2. Morrissey - Dear God, Please Help Me
3. Bob Dylan - Working Man’s Blues #2
4. Jarvis Cocker - From Auschwitz to Ipswich
5. The Raconteurs - Together
6. Snow Patrol - Chasing Cars
7. Roddy Woomble - My Secret Is My Silence
8. Guillemots - Made Up Lovesong #43
9. Arctic Monkeys - Riot Van
10. Amy Winehouse - Back to Black
11. James Dean Bradfield - That’s No Way To Tell a Lie
12. I’m From Barcelona - Oversleeping
13. The Sounds - Queen Of Apology
14. The Pipettes - Pull Shapes
15. Scissor Sisters - I Don’t Feel Like Dancing
16. Justin Timberlake - Sexyback
17. The Rapture - Get Myself Into It
18. The Kooks - Naive
19. The Magic Numbers - Take a Chance
20. We Are Scientists - Can’t Lose
21. Sonic Youth - Incinerate
22. The Twilight Singers - Underneath The Waves
23. The Killers - Why Do I Keep Counting?
CD Bônus
1. Poléxia - Eu Te Amo, Porra!
2. Pública - Long plays
3. Destroyer - Rubies
4. Islands - Swans (Life After Death)
5. TV On The Radio - Playhouses
6. … And You Will Know Us By The Trail Of Dead - So Divided