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“I don’t care if monday’s blue”

Fevereiro 3, 2009

Quero uma camiseta e um pôster com a imagem.

cureTirado do Sedentário & Hiperativo, via Fabs na Poplist

Para o efeito esperado, acompanha a música. (Não achei um vídeo sequer que permitisse o embed)

Melhores do ano Scream & Yell

Janeiro 20, 2009

melhores2008

Saiu ontem à noite a melhor e mais significativa lista de melhores do ano do Brasil. Eu já sabia de boa parte das parciais mas me surpreendi positivamente com a dobradinha de vencedoras em Melhor Música Nacional – até porque a minha favorita acabou ganhando. Cola aqui e olha o resultado.

“All we hear is”

Janeiro 18, 2009

FRAGUEI. Desde a primeira vez que eu ouvi a versão de “Lucid Dreams” do Tonight: Franz Ferdinand eu achei que aquele final com o synths não me eram estranhos. Ontem à noite eu tive o estalo e descobri de onde veio a inspiração Compara ae.

Primeira consideração: esse final de “Lucid Dreams” é FODA. Até eu que não gosto muito de synths e dance adorei.

Segunda consideração: Brandon Flowers tá tentando há anos ser o Queen e o Kapranos, na miúda, sem alarde, faz isso melhor do que todas as tentativas do Flowers. Pra mim a contenda acaba aqui. A melhor banda da geração é mesmo o Franz Ferdinand.

“Prepara uma avenida, que a gente vai passar”

Dezembro 14, 2008

Primeiro foi o Zé Flavio que comentou na comunidade da Bizz no Orkut que uma ótima idéia para a abertura dos shows do Radiohead no Brasil seria fazer uma reunião do Los Hermanos.  Como ele bem defendeu, é a única banda brasileira que teria tantos fãs e tanta comoção para o momento e, por mais que você possa odiar o Los Hermanos, seria muito mais digno do que ver um Wilson Sideral, como no show do R.E.M. (apesar que eu cheguei depois do show do mineiro nos dois dias, hehehehe).

Aí você pensa que é improvável pra caramba a reunião, ainda mais agora que o Camelo acabou de lançar o CD solo e o Amarante começou a turnê com o Little Joy. Só que teve um xará meu, que mora em Seattle, nos EUA, que conversou com o Amarante dia desses quando o a banda do hermano com Fabrizio Moretti fez show na cidade berço do grunge. E o barbudinho resolveu contar que a banda deve se encontrar para um show em 2009 e depois entrar em estúdio para gravar um disco novo. Particularmente acho que o show do Radiohead, em março, seria meio cedo para essa reunião, mas não custa nada torcer.

Agora, só um pedido Camelo: quando tiver o show, por favor não chame a Mallu para fazer participação especial.

“My aim is true”

Maio 10, 2008

Hoje me lembrei da “Teoria de Alison” e, como essa é uma das minhas músicas favoritas do Elvis Costello, resolvi relê-la. E nunca ela fez tanto sentido como hoje. Então, não dá pra deixar de repassar.

Teoria de Alison
por Miguel F. Luna

“Oh, it’s so funny to be seeing you after so long, girl.
And with the way you look
I understand that you are not impressed.”

Essas são as três primeiras frases de Alison, canção de Elvis Costelo, clássico absoluto. E é a canção que empresta som, palavras e sentimento para esse texto, ou melhor, teoria. Essas frases já são uma pista mas o que vem a ser a Teoria de Alison? Bem, a teoria de Alison é uma equação muito simples:

{É só juntar um cara legal, uma garota bacana, platonismo à vontade, alguns itens da Lei de Murphy, e, às vezes, um relacionamento quase perfeito acontece. Quase perfeito. Aí é só bater no liqüidificador e beber o resto da vida entre silêncios e sonhos}

Alisons são aquelas garotas que marcam a vida da gente e que a gente não consegue esquecer com o tempo, ao contrário, elas nos tomam cada vez mais, como se só existissem elas no mundo. Sei que não existem apenas elas, mas isso é inexplicável, acontece. E acontece a ponto de as tornarem as maiores adversárias de novos relacionamentos, embora nem estejam mais ali, talvez apenas como fantasmas, mas nós acabamos sempre as querendo. É diferente de flertes corriqueiros e inconseqüentes e é sacrifício até manter a amizade depois que a história chega ao fim, ou melhor, quase início.

Ela pode ser qualquer garota, como a vizinha, uma colega de classe, a amiga de um conhecido, a irmã de uma amiga, a namorada do melhor amigo, uma prima, qualquer uma. Parece piada, mas acredite, não é. Acontece. Quem tem uma Alison tem também uma porção de histórias tragicômicas para contar. Eu mesmo tenho um monte e daria para escrever um livro só contando minhas mancadas.

Cada um deve ter a sua Alison. Eu tenho a minha, bonita, inteligente, frases iniciadas por um e finalizada por outro, quase beijos, e por fim, silêncios. Tá, ela me envia emails vez em quando. Mas já não está sozinha, o que a torna ainda mais impossível. Mas é a minha Alison, vou fazer o que? Não escolhi. Ela me apareceu do nada, numa tarde de julho a quase 800 km da minha casa (acho que fui eu que apareci) e, bem, ela vai se casar em setembro e eu não quero ser muito sentimental (como canta Costelo) mas a vida segue, cada um na sua, e geralmente Alisons nos trazem tristeza. É a sina. Eu só sei que ela não é minha.

Isso é o fim ? Não, como eu disse, a vida segue. Apenas segue mais arrastada. Isso tudo não impede da gente encontrar alguém e se apaixonar e tal. Eu já me apaixonei mas não foi lá grande coisa, nem por culpa da paixão mas por culpa da Alison. Mesmo assim acredito que a minha garota está andando por aí e qualquer dia eu a encontro. Acredito. Mas Alison é Alison, a gente bebe a vida inteira dessa chuva. E desde então parece que tem chovido sempre. Sempre.

“Alison, my aim is true. My aim is true.”

Extraído do Scream & Yell.

O poder de uma primeira frase

Maio 5, 2008

Gabriel Garcia Márquez conta que resolveu ser escritor por causa da primeira frase de A Metamorfose, do Kafka (“Certa manhã, ao despertar de sonhos intranqüilos, Gregor Samsa encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso”). Simples assim, em poucas palavras, Kafka consegue resumir praticamente todo o romance – quem já leu o livro sabe que, óbvio, há mais coisa no enredo, mas essa frase já basta.

É por isso que “Many Shades of Black” é a melhor música do novo CD do The Raconteurs, Consoler of the Lonely. Basta o primeiro verso para se entender a canção (“Go ahead, go ahead smash it on the floor”). Ali você já sabe que tudo que vem pela frente é devastação, é um caso acabado que não tem possibilidade nenhuma de volta. Ao contrário da outra balada de destaque do disco, “You Don’t Understand Me”, que é uma canção de redenção – depois de muito falar sobre alternativas para este amor, Jack White acaba cantando que “I’ve been looking around but I haven’t found anybody like you”. Há um final feliz.

Embora eu prefira a redenção, os finais felizes (sim, eu sou brega), “Many Shades of Black” mostra um término de relação de forma tão contundente, firme e carregada de uma carga emocional de raiva que é impossível não simpatizar com a canção.

“Many Shades of Black”

“You Don’t Understand Me”