Estado de espírito

Junho 3, 2008 by tiagoagostini

Hoje, subindo sozinho as escadas depois do almoço, senti uma das felicidades mais puras que já tive em São Paulo. E isso basta.

Holding Back The Years: 2006

Junho 2, 2008 by tiagoagostini

Coletânea que eu fiz para a Poplist. Tudo de bom que aconteceu em 2006 (tá, não é tudo, mas é boa parte) em dois CDs, aqui e aqui.

1. Eskobar - The Art of Letting Go
2. Morrissey - Dear God, Please Help Me
3. Bob Dylan - Working Man’s Blues #2
4. Jarvis Cocker - From Auschwitz to Ipswich
5. The Raconteurs - Together
6. Snow Patrol - Chasing Cars
7. Roddy Woomble - My Secret Is My Silence
8. Guillemots - Made Up Lovesong #43
9. Arctic Monkeys - Riot Van
10. Amy Winehouse - Back to Black
11. James Dean Bradfield - That’s No Way To Tell a Lie
12. I’m From Barcelona - Oversleeping
13. The Sounds - Queen Of Apology
14. The Pipettes - Pull Shapes
15. Scissor Sisters - I Don’t Feel Like Dancing
16. Justin Timberlake - Sexyback
17. The Rapture - Get Myself Into It
18. The Kooks - Naive
19. The Magic Numbers - Take a Chance
20. We Are Scientists - Can’t Lose
21. Sonic Youth - Incinerate
22. The Twilight Singers - Underneath The Waves
23. The Killers - Why Do I Keep Counting?

CD Bônus
1. Poléxia - Eu Te Amo, Porra!
2. Pública - Long plays
3. Destroyer - Rubies
4. Islands - Swans (Life After Death)
5. TV On The Radio - Playhouses
6. … And You Will Know Us By The Trail Of Dead - So Divided

“It’s easy to see, it’s easy to see…”

Junho 1, 2008 by tiagoagostini

“… To see only white where colour should be”

Um vídeo para uma noite chuvosa de sábado.

Ch ch ch changes

Maio 29, 2008 by tiagoagostini

2008 tem sido um ano de mudanças. Muitas, muitas mesmo. Quando eu tô me acostumando com algo, organizando minha vida, algo acontece e gira tudo em 180º. Essa semana está cheia delas - as mudanças. Por isso tenho estado um pouco relapso quanto ao blog. Mas logo passa. É só eu me organizar…

Bah, velhinho!!!

Maio 26, 2008 by tiagoagostini

Em dezembro do ano passado me formei em Jornalismo na UFSC. Para o meu TCC fiz um perfil do produtor musical e jurado do Ídolos Carlos Eduardo Miranda. Foram seis meses entre pesquisa, apuração e redação. O resultado é aquele que eu considero o meu melhor texto até hoje, sem dúvida. E como nenhuma revista quis publicar, resolvi colocar na internet mesmo.

Agradecimento especial ao Miranda, por ter aceitado me dar entrevistas; ao Mac e ao Neto, que me hospedaram em São Paulo; à Roberta, que me apoiou durante o processo, revisou e deu boas dicas; ao Alemão, que revisou o texto um sem-número de vezes; à Daisi, pela orientação; e ao fotógrafo Rui Mendes, que me salvou aos 45 do segundo tempo cedendo a foto que ilustra este post e abre a matéria e que também liberou que eu publicasse ela na internet sem fins lucrativos.

Então, terminada a puxação de saco, vamos ao que interessa: o TCC pode ser baixado neste link. Críticas, sugestões e até xingamentos são muito bem-vindos.

Só para complementar

Maio 19, 2008 by tiagoagostini

Hoje fiquei sabendo que um projeto novo em que estou envolvido estréia quarta. Tem tudo para ser beeeeeeeeeeem legal. Mas eu só falo mais disso na quarta, hehehe. Se eu já achava que a semana prometia…

Aliás, o roteiro para a visita do Alemão a São Paulo está sendo fechado. Too much to do, too little time.

Pequeno momento sentimental (2)

Maio 18, 2008 by tiagoagostini

Demorou, mas na última semana eu acho que entendi o motivo de algumas das minhas atitudes no último ano e meio, mais ou menos. Tenho me arrependido de não ter feito muita coisa, eu que sempre disse que o melhor era errar pela tentativa e não pela omissão. Mas agora passou e eu me sinto de mãos atadas, sem ter nada o que fazer. Dói, bastante. Mas tem coisas que vão aliviando e permitindo aguentar: o show do Wander na quinta, o final de tarde de sabado cheio de risadas no bar com os velhos amigos, os novos amigos de São Paulo e aqueles com quem os laços se estreitaram, a perspectiva de uma mudança que deve acontecer nessa semana e a vinda do amigo de Floripa pra São Paulo. Será uma semana e tanto.

“Que a esta altura da manhã, já não importa o nosso bafo”

Maio 13, 2008 by tiagoagostini

Quinta-feira, às 21h, tem lançamento do Cd La Cancion Inesperada do (agora não mais) punk-brega Wander Wildner, na Choperia do Sesc Pompéia. Dá pra ter uma idéia do que vai ser o disco a partir de duas versões que já estão no YouTube.

A primeira é “Amigo Punk”, da Graforréia Xilarmônica, talvez o maior clássico do rock independente gaúcho, que nas mãos de Wander ganhou ainda mais ares regionais e tradicionalistas, em uma versão comandada por um acordeon típico da música tradicional gaúcha - na verdade, de onde eu venho a gente chama acordeon de gaita.

A segunda versão é “(não contavam com) Os Pistoleiros”, da seminal banda florianopolitana de folk-rock Os Pistoleiros - eu prometo que qualquer dia desses vem um post falando deles. A balada ganhou um tom mais alt-country que a original, lembrando de longe os papas do gênero - os americanos do Wilco - e ecoando um pouco a MPG (Música Popular Gaúcha) de Fogaça.

Pelo que se vê e ouve, será que o punk-brega morreu pra sempre?

“Mas com amor é mais caro”

Maio 11, 2008 by tiagoagostini

Dois vídeos bacanas de uma das melhores bandas independentes brasileiras, a Poléxia, de Curitiba. De brinde, a matéria que o Abonico fez sobre a volta por cima da banda. Esse ano deve pintar cd novo, com produção de John Ulhôa, do Pato Fu.

“Aos Garotos de Aluguel”

“Eu te amo, porra!”

“My aim is true”

Maio 10, 2008 by tiagoagostini

Hoje me lembrei da “Teoria de Alison” e, como essa é uma das minhas músicas favoritas do Elvis Costello, resolvi relê-la. E nunca ela fez tanto sentido como hoje. Então, não dá pra deixar de repassar.

Teoria de Alison
por Miguel F. Luna

“Oh, it’s so funny to be seeing you after so long, girl.
And with the way you look
I understand that you are not impressed.”

Essas são as três primeiras frases de Alison, canção de Elvis Costelo, clássico absoluto. E é a canção que empresta som, palavras e sentimento para esse texto, ou melhor, teoria. Essas frases já são uma pista mas o que vem a ser a Teoria de Alison? Bem, a teoria de Alison é uma equação muito simples:

{É só juntar um cara legal, uma garota bacana, platonismo à vontade, alguns itens da Lei de Murphy, e, às vezes, um relacionamento quase perfeito acontece. Quase perfeito. Aí é só bater no liqüidificador e beber o resto da vida entre silêncios e sonhos}

Alisons são aquelas garotas que marcam a vida da gente e que a gente não consegue esquecer com o tempo, ao contrário, elas nos tomam cada vez mais, como se só existissem elas no mundo. Sei que não existem apenas elas, mas isso é inexplicável, acontece. E acontece a ponto de as tornarem as maiores adversárias de novos relacionamentos, embora nem estejam mais ali, talvez apenas como fantasmas, mas nós acabamos sempre as querendo. É diferente de flertes corriqueiros e inconseqüentes e é sacrifício até manter a amizade depois que a história chega ao fim, ou melhor, quase início.

Ela pode ser qualquer garota, como a vizinha, uma colega de classe, a amiga de um conhecido, a irmã de uma amiga, a namorada do melhor amigo, uma prima, qualquer uma. Parece piada, mas acredite, não é. Acontece. Quem tem uma Alison tem também uma porção de histórias tragicômicas para contar. Eu mesmo tenho um monte e daria para escrever um livro só contando minhas mancadas.

Cada um deve ter a sua Alison. Eu tenho a minha, bonita, inteligente, frases iniciadas por um e finalizada por outro, quase beijos, e por fim, silêncios. Tá, ela me envia emails vez em quando. Mas já não está sozinha, o que a torna ainda mais impossível. Mas é a minha Alison, vou fazer o que? Não escolhi. Ela me apareceu do nada, numa tarde de julho a quase 800 km da minha casa (acho que fui eu que apareci) e, bem, ela vai se casar em setembro e eu não quero ser muito sentimental (como canta Costelo) mas a vida segue, cada um na sua, e geralmente Alisons nos trazem tristeza. É a sina. Eu só sei que ela não é minha.

Isso é o fim ? Não, como eu disse, a vida segue. Apenas segue mais arrastada. Isso tudo não impede da gente encontrar alguém e se apaixonar e tal. Eu já me apaixonei mas não foi lá grande coisa, nem por culpa da paixão mas por culpa da Alison. Mesmo assim acredito que a minha garota está andando por aí e qualquer dia eu a encontro. Acredito. Mas Alison é Alison, a gente bebe a vida inteira dessa chuva. E desde então parece que tem chovido sempre. Sempre.

“Alison, my aim is true. My aim is true.”

Extraído do Scream & Yell.