Posts com Tag ‘Pato Fu’

“Vai, vai, vai, vai, vai…”

janeiro 7, 2009

Atenção: assista ao vídeo antes de ler o texto. Ele é muito importante para a compreensão. =)

Todas as luzes do teatro do Sesc Pompéia estão apagadas. Aos poucos, é possível perceber alguns vultos subindo ao palco e, quando John dedilha o primeiro mi menor de “O amor em carne e osso” (a música do vídeo), você sabe que o show do Pato Fu já vai começar, mesmo com apenas alguns poucos feixes de luz passeando pelo local. Ao trio inicial no palco – além de John, Fernanda Takai (voz, violão) e Ricardo Koctus (baixo) – adiciona-se o baterista Xande Tamietti que, discreto em uma percussão, comanda o ritmo da versão lenta de “Spoc”, uma das melhores músicas da carreira da banda. E, após um início intimista e mais, digamos assim, “alternativo”, Fernanda Takai abre os trabalhos, já com o estreante Dudu Tsuda (teclados) no palco, garantindo que este também será um show de músicas conhecidas. John, para não decepcionar, puxa o riff de “Perdendo Dentes”.

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O que se seguiu nas próximas quase duas horas é a grande razão para o Pato Fu ser a melhor banda de rock em atividade no Brasil. Misturando os barulhinhos e esquisitices de “Mamãe Ama Meu Revólver” e “Capetão 66.6 FM” com os acordes doces e melodias suaves de “Agridoce”, “Canção pra você dizer mais” e “Anormal” e o peso de “Eu”, a banda passeou pelos 15 anos de história e oito discos de estúdio. Teve música para dançar “Uh, uh, uh, la, la, la, ie, ie” -, para cantar junto – os hits “Depois”, “Antes Que Seja Tarde”, “Made In Japan – e bônus ao gosto do freguês – “Anormal”, “2 Malucos”, “Licitação”. Como num bom CD do Pato Fu, um repertório variado e de qualidade.

Fernanda arrasa como frontwoman. Talvez tenha sido o tempo com a turnê de seu disco solo, onde ela acaba sendo o centro total das atenções. Conversa com a platéia, faz concurso de dança com dois fãs e mostra toda sua simpatia e doçura ao chamar uma convidada especialíssima para abrir o bis. Nina, a filha de seu casamento com o guitarrista, traz consigo o cachorrinho de pelúcia Poti, que é responsável pelos barulhinhos de “Mamã papá”, ainda mais linda que em disco. É o tipo de show que deveria ter toda semana.

Quando a cantora anuncia a última música, “Sobre O Tempo”, a conclusão óbvia é que, com o perdão do clichê, o Pato Fu amadureceu como nenhuma outra banda no Brasil. Isso significa uma Fernanda que nunca esteve tão à vontade para cantar as canções da banda e uma banda afiadíssima, com destaque para a versatilidade e rapidez do baterista Xande. Macio, macio, o tempo tem sido companheiro e aliado do jeitinho mineiro da banda para construir uma das mais tranqüilas trajetórias do rock nacional. Vai, vai, vai, tempo amigo, porque, como o vinho, o Pato Fu fica melhor a cada dia.

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Crédito fotos: Liliane Callegari

“Só me interrompe no final”

dezembro 1, 2008

Esses dias eu tava conversando com uma amiga sobre o quase um ano que eu estou em São Paulo. Desde então eu tenho pensado em todo este tempo, esboçado um mini-balanço mental. A primeira coisa que eu consigo pensar e lembrar é da quantidade de shows que eu vi, tanto nacionais como internacionais. Foi muita coisa, desde shows antológicos até grandes merdas. E nessas eu me peguei pensando: “eu vi todos os shows de bandas nacionais que eu queria ver” (menos o Mopho, que tocou uma única noite aqui lá no Berlin, perto de onde Judas perdeu as botas, e eu não quis ir sozinho, então não conta).

Bem, hoje o Marco fez essa minha teoria cair por terra. Dias 27 e 28 de dezembro, no Sesc Pompéia, tem show do Pato Fu. Tudo bem, eu já vi dois shows solos da Fernanda e também um pocket show deles na Fnac do Shopping Morumbi, mas não é a mesma coisa, nem de longe – e olha que o pocket foi maravilhoso. Na verdade, a cena mais marcante minha com o Pato Fu aconteceu totalmente por acaso. Eu estava em São Paulo apurando meu TCC, hospedado na casa de um amigo na Augusta. Era uma terça-feira e lá pelas 14h eu ia na redação da Rolling Stone. Enquanto matava tempo andando pela Paulista, eu resolvi entrar na Fnac Paulista pra dar uma olhada em alguns livros e CDs – como sempre. Naquela semana o Pato Fu estava lançando seu último disco, Daqui Pro Futuro, em São Paulo, e faria uma série de pockets, sendo que na quarta-feira eu tinha entrevista marcada com eles no Shopping Morumbi. Quando eu andava pela Fnac Paulista fui seguindo um determinado barulho e me deparei com o final do pocket do Pato Fu, que eu achava que só fosse acontecer algumas horas depois. Era o começo de “Sobre O Tempo” e a letra era levada apenas pelo público que lotava o café da livraria. Foi talvez o momento mais reconfortante da minha viagem.

Na verdade eu deveria ter assistido o primeiro dos shows da banda no Sesc Vila Mariana, estava com nome na lista e tudo, mas eu tinha coisas mais importantes a fazer em Florianópolis e acabei antecipando em um dia a viagem de volta. Digamos que eu apenas adiei meu encontro com eles. Dessa vez não passa. E eu que achei que já dava pra fechar minha lista de melhores shows do ano…


Esse foi o pocket que eu vi no Shopping Morumbi


Um pouco da emoção que eu senti ouvindo “Sobre O Tempo” cantada em coro


Uma das minhas músicas favoritas da banda

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Eu não sou de bancar o tiete, mas não tinha como deixar passar essa =)

“Mas com amor é mais caro”

maio 11, 2008

Dois vídeos bacanas de uma das melhores bandas independentes brasileiras, a Poléxia, de Curitiba. De brinde, a matéria que o Abonico fez sobre a volta por cima da banda. Esse ano deve pintar cd novo, com produção de John Ulhôa, do Pato Fu.

“Aos Garotos de Aluguel”

“Eu te amo, porra!”

Concertos para a juventude

abril 9, 2008

Dá uma olhada no que eu achei.

Eu lembro de assistir esse programa na TV, mas não lembrava que o Xande já tava no Pato Fu. Quem sabe faz ao vivo.

“Porque sei calcular o valor de um amor que desponta…”

abril 9, 2008

“… eu meço pelo tamanho da dor que eu sei que no final vai chegar”

O Pato Fu é como vinho – quanto mais velho, melhor.

“Gol de Quem?” (Porque essa música me lembra minha adolescência e uma época em que coisas legais e bem feitas faziam sucesso popular nesse país)

“Imperfeito” (Porque o Ao Vivo MTV da banda mineira é um dos melhores registros de show nacional)

“Mama papa” (Porque eu estava nesse pocket ano passado na FNAC – e depois entrevistei os três para o meu TCC e para o Bacana. O nome do cachorrinho de pelúcia é Poti, que é o nome mais comum de cães no Japão – John e Fernanda o compraram durante uma viagem à terra do sol nascente)

P.S.: Preciso urgentemente me organizar.

Textinhos novos pela net

março 24, 2008

A edição 44 do Bacana começou a entrar no ar – durante a semana o Abonico vai colocando todos os textos no site. Por enquanto tem uma matéria minha com o Pato Fu, mas tem mais coisa por vir – Violins, Ecos Falsos, Terminal Guadalupe… Cola lá que a edição também traz uma reportagem especial sobre as gravações do novo disco da Poléxia.

UPDATE: Resenha da gravação do DVD do Vanguart no Rumos Itaú Cultural publicada no Scream & Yell aqui.


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