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Falando em Video Hits…

dezembro 8, 2008

Procurando no YouTube achei esse vídeo da banda no Jornal Hoje. Simples, rápido e rasteiro, mas bem significativo do que era o som da banda. Uma das bandas de rock nacional que não existem mais que eu mais gostaria de ter visto ao vivo.

Aqui o grande hit da banda, “(vo)C”

A ótima baladinha “Sobras”

E aqui o post que eu fiz sobre a minha música favorita deles, “Perdido e Meio”.

“Nem assim consegui, chamar a tua atenção”

dezembro 8, 2008

Eu sempre fui fã de músicas que falam de amor ou suas adjacências (sic) de uma forma diferente do que o padrão choroso/meloso. Acho que muito vai do fato de eu ser uma negação para produzir versos ou frases sobre isso que não redundem em todos os clichês famosos, então quando eu vejo algo que é realmente original ou bem sacado eu fico “puta merda, como eu nunca pensei nisso?”. Pequenas frustrações de um romântico inveterado.

Talvez seja por isso que quando o Mac me mostrou o Tubaína do Demônio eu tenha gostado mais de “Nem” do que dos maiores “clássicos” da banda. Explique-se: Tubaína do Demônio é uma banda de São Paulo surgida em 92. Eles tocam rock engraçadinho antes mesmo dos Mamonas e têm uma fixação por cidades do interior do estado, principalmente Birigui. É um fenômeno (se é que podem ser chamados disso) extremamente regional. Mais informações aqui.

“Nem”, a música, tem seu lado engraçadinho, mas que acaba sendo sentimental e fofo. Vai jogando com contrastes para explicar tudo que é menor que o amor que o rapaz sente pela moça. E é nos refrões, onde um título do Bandeirante é citado,  que isso fica mais nítido. Dizer que a festa que uma cidade inteira faria se o clube que nunca ganha nada subisse para  1ª Divisão seria menor que a festa que o rapaz faria se a menina passasse a amá-lo é extremamente significativo (ok, aqui alguém vai vir me dizer que comparações com futebol são esdrúxulas, bizarras e não devem ser válidas, mas pô, só quem gosta de futebol entende o quão importante é o clube do coração ganhar alguma coisa – mas não, eu não sou desses pra quem futebol é tudo na vida, a pessoa amada vem SEMPRE antes, em qualquer circunstância). Abaixo a música e a sua letra.

Nem no céu nem no inferno
Encontrei um amor tão malvado e tão terno
Nem me olha nem me ignora
Você é a mulher que a minha mãe quer ter como nora

Nem bem longe nem encostado
Já nem sei se agüento, vou mudar pra outro lado
Nem Birigui nem Coroados
Lá no Nem vou viver nem que eu me sinta abandonado

Nem se o Bandeirante finalmente fosse campeão
E então subisse pra primeira divisão
Haveria uma festa tão grande quanto a que eu faria
Se conquistasse o seu coração

Nem feliz nem desesperado
Passo os dias à toa te seguindo pra todo lado
Nem no altar nem na minha cama
Só consigo te encontrar lá na Praça Dr. Gama

Nem de moto nem de opalão
Nem assim consegui chamar tua atenção
Nem quando empinei nem quando me esborrachei
Você nem olhou pra mim e uns pinos na perna eu ganhei

Nem se Birigui fosse eleita cidade do ano
E Araçatuba virasse um bairro suburbano
Haveria uma festa tão grande quanto a que eu faria
Se conquistasse seu coração

P.S.: Tem outra música que eu adoro e as pessoas costumam não gostar muito que é “Sentido Anti-Horário”, dos mestres da Video Hits. Quando Diego Medina canta no refrão Irmãos, perdoem este cantor / por amar com tanto ardor / uma moça do caralho / verão que a moça em questão / transformou meu coração / em festa de aniversário dá até um arrepio, de tanta sinceridade e simplicidade que a sentença traz consigo.

“Vazio feio eu senti”

abril 23, 2008

Lá pelos idos de 2004 mais ou menos estava eu em Curitiba ouvindo sem parar Perdido e Meio, da Video Hits. Música foda, de longe a melhor do segundo álbum da banda, gravado mas nunca lançado (a faixa em questão entrou na trilha sonora do filme Houve Uma Vez Dois Verões). E eu ficava imaginando um clipe para ela, mais ou menos assim:

Tudo se passa na rodoviária de Curitiba. Tem várias cenas da banda tocando nos corredores do local mas, ao contrário do clipe do Charme Chulo, tem que ser de dia e, de preferência, com pessoas ao redor. E apenas um ator, meio com cara de banana, todo engomadinho, que vai esperar a namorada com um buquê de flores na mão – e, apesar de adorar buquês de rosas, no clipe ele seria de flores do campo (não me pergunte por que). Conforme a música toca ele passa pelas situações da letra – esperar com uma puta cara de bobo e apaixonado (redundância), perder a carteira sentado num banco de uma lanchonete, se desesperar e começar a pedir informação para todas as pessoas, conversar com um policial… E, com o tempo passando, o figurino fica mais desleixado – a camisa amassada sai pra fora da calça, o cabelo cheio de gel despenteia. Até que o clipe acaba com ele indo embora desolado e deixando cair o buque de flores já meio surrado e desarrumado – e nessa hora tem uma tomada foda, filmada do chão, enquadrando ele ao fundo e a foto meio desbotada da namorada no chão, em primeiro plano.

Pode ser canastrão e sentimentalóide, mas eu gosto. Quem sabe um dia eu conheço o Diego Medina e convenço ele a fazer a produção. Agora leia tudo de novo ouvindo a música. Talvez faça mais sentido.

P.S.: Amanhã, com calma e não de madrugada, subo o segundo disco da Video Hits pra quem não conhece ouvir. É uma pequena obra-prima.


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