Archive for fevereiro \29\UTC 2008

Um pedacinho de terra

fevereiro 29, 2008

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Só porque semana passada fui a Santos conhecer o Porto, ai o passeio de escuna, o almoço num restaurante com deck pro mar (trabalhar com economia tem dessas coisas, hehehe) e a brisa do mar me fizeram lembrar de Floripa. E também porque esses dias me peguei querendo ficar em um lugar calmo, bonito, parado por um bom tempo pensando na vida ou pensando em nada. Aqueles momentos em que você se sente em paz (será que a correria de São Paulo já tá fazendo isso comigo?).

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Enfim, um registro desse lugar onde passei os últimos quatro anos e meio da minha vida, de onde só tenho lembranças boas e onde deixei ótimos amigos. Qualquer dia desses eu volto pra passear e beber uma cerveja bem gelada no Volantes.

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P.S.: Eu falo, falo, mas devo ter ido à praia menos de dez vezes em todo esse tempo morando em Floripa. E não liga pra qualidade das fotos – eu sou um péssimo fotógrafo.

Essa Mallu…

fevereiro 27, 2008

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Já viram a Mallu Magalhães cantando Anyone Else But You, a música tema de Juno? Dá uma olhada aqui.

Vi o show dela sexta, no Studio SP. A menina tem potencial, mas ainda está muito novinha e tem bastante o que aprender, principalmente a não desafinar cantando Folsom Prison Blues, do Johnny Cash. Agora, ela realmente possui musicalidade e carisma. Fica difícil não se encantar ao ver ela dando entrevista, com toda sua ingenuidade e espontaneidade, coisa difícil na indústria musical brasileira hoje em dia.

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Mallu no Studio SP

Ah, o Carnaval

fevereiro 27, 2008

A Roberta falou sobre samba e a necessidade do carnaval há uns dias. Eu, que passei o carnaval trabalhando, considerei minha folia os dois shows do Do Amor que assisti aqui em São Paulo. O primeiro, na Funhouse, foi bom, mas as vozes estavam meio baixas, não dava pra entender direito as letras das músicas e nem bem as melodias vocais.

Já o segundo, no Studio SP, tinha um som limpo, bem equalizado, o que só melhorou o som dos cariocas. É difícil classificá-los em algum estilo musical – a melhor definição é mesmo “rock com ritmos regionais”. A banda reúne quatro ótimos músicos com influências distintas, o que resulta em músicas que passeiam, em três, quatro minutos, entre reggae, hard rock, axé, samba, carimbó, pop, indie, noise… Com uma platéia menor, mas mais animada (muitas meninas e meninos dançavam na frente do palco como se estivessem em uma roda de maracatu), o show do Studio SP foi o melhor que vi até agora no ano. Dia 6 de março tem mais, no mesmo bat-local.

Para entender melhor a banda, abaixo a música que me dá vontade de levantar e balançar os braços. Muito axé a todos.

Afinal, é uma vez no ano que aparece o suíngue, todos os outros dias a gente sempre finge…

And the Oscar goes to…

fevereiro 25, 2008

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Merecidíssima a estatueta de Melhor Filme para Onde Os Fracos Não Têm Vez. O clima de tensão permanente que os irmãos Coen conseguem imprimir no filme, mesmo sem trilha sonora, é angustiante. A cada abertura de porta é difícil até piscar na frente da tela. E o final me lembrou uma conversa durante a aula de Redação VII, não tão distante, em que minha professora dizia que era um saco o final de Peixe Grande, porque ele resolve a história, dá uma moral, um final normal. Realmente, nem todos os filmes precisam de finais conclusivos.

E se é para falar em final, nada melhor do que o outro grande concorrente da noite, Sangue Negro. Há quem diga que é demais, muito violento, mas não caia nessa – é uma cena extremamente necessária, e com um final sublime. Conclusivo de uma forma totalmente fora do comum. Aliás, fosse Sangue Negro o grande vencedor da noite não haveria nenhuma injustiça.

O único porém é que Javier Bardem bem que poderia ter sido indicado a Melhor Ator, já que ele é a grande estrela de Onde Os Fracos Não Têm Ve.z Apesar que uma disputa entre ele e Daniel Day Lewis também seria cruel para as apostas. Melhor assim, que os dois saem devida e merecidamente premiados.

Meu filme mais querido, Juno, recebeu apenas um Oscar, o de Roteiro Original, mas também não precisava mais. O sucesso do filme (foram cerca de US$ 120 milhões arrecadados até agora, para uma produção de US$ 7,5 milhões) já lava a alma. E tem (mesmo bobinha), de longe, a melhor cena final de todos os concorrentes.

Enquanto o Pink Floyd não se reúne…

fevereiro 25, 2008

Já ouviu o Dark Side Of The Moon em versão carimbó? Coisa dos paraenses do La Pupunã. Não é lá aquelas coisas, mas ganha pontos no quesito “interessante-diferente”. Mas é pior que a versão do Easy Star All-Stars. Agora, a capa é um caso à parte. E vale discussão: o que você achou da “obra de arte”?

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P.S.: Vou ali assistir “Onde os Fracos Não Tem Vez” e já volto para comentar o resultado do Oscar.

Da janela lateral, do quarto de dormir

fevereiro 22, 2008

O quarto:

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E a sacada (a Teodoro Sampaio é aquela rua ali no canto inferior esquerdo):

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São Paulo, vista pelo meu apartamento.

E o Supergrass retorna

fevereiro 22, 2008

Depois de lançar o sublime Road to Rouen, em 2005, o Supergrass volta em março – mais precisamente dia 24, como indica o site oficial, com seu sexto CD de inéditas, Diamond Hoo Ha. Se o disco anterior era bucólico, psicodélicoe e meio progressivo, o novo, ao que parece, retoma a energia dos primeiros lançamentos da banda, principalmente In It For The Money, calcado no rock britânico dos anos 60. E, como de praxe, o resultado é muito bom. Dá pra conferir nos dois vídeos abaixo, retirados do Trabalho Sujo.

Diamond Hoo Ha

Bad Blood

http://vids.myspace.com/index.cfm?fuseaction=vids.individual&videoid=28733857

Deve ser isso que o Jet sempre quis tanto fazer.

UPDATE: Achei o link para baixar o CD. Ainda não ouvi, mas o farei antes de dormir.

Um link que vale (muito) a pena

fevereiro 21, 2008

Essa vai pra quem gosta de música. Uma bela discussão sobre a música nesses novos tempos de Internet e coisa e tal. Não li tudo ainda, mas o que li é muito bom.

Música e Mercado

De volta à ativa

fevereiro 20, 2008

Trabalhar como blogueiro pelo RadarCultura durante o Campus Party me fez querer reativar meu blog. Tudo bem, eu sei que eu prometia a cada dois meses uma atualização mais constante do velho Balada do Louco e que algumas pessoas, justamente por isso, vão achar que essa é so mais uma promessa que dificilmente será cumprida. Mas dessa vez é diferente. Tomei gosto de verdade pela coisa. E já tenho milhões de idéias de posts a fazer. To empolgado mesmo.

E, para começar com o pé direito, publico aqui a íntegra do meu post sobre a Marimoon no Radar. Por questões editoriais do Radar o Julio acabou cortando meu segundo parágrafo, em que eu (assumo) chamava ela de feia, por tabela. Aqui vai o texto inteirinho entonces.

A maior blogueira do Brasil?

Circulando pelo andar térreo do prédio da Bienal, no Ibirapuera, a blogueira Marimoon vivia momentos de celebridade. Enquanto fãs adolescentes tiravam fotos com a agora apresentadora da MTV, outros passavam perto e perguntavam a outras pessoas se era ela mesmo. Depois da confirmação, empolgados, soltavam “ela é a maior blogueira do Brasil, não?”. Hum… ééééééé… ahn… err… Acho que não.

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De cabelo pink, piercing no meio do lábio inferior, regata branca, saia xadrez preta e branca, coturno preto até o joelho, pessoalmente Marimoon é como as capas da Playboy: o Photoshop engana – ela é bem mais bonita no fotolog e similares. “Não me acho feia nem bonita, me acho normal”, confessa.

Um breve histórico. Marimoon é de uma época em que a discussão coqueluche sobre blogs em revistas de adolescentes girava em torno dos “diários pessoais abertos para todo mundo ler”. Em 2003, criou um fotolog e não parou mais. “Tirando foto de si mesma você se descobre, além de poder incorporar personagens, fazer maluquices.” O fotolog da menina chegou a ser um dos dez mais acessados no mundo. Ela virou celebridade na rede e, depois de várias aventuras virtuais, hoje é VJ da MTV. A emissora musical acha que Mari representa muito bem sua geração. Ela tem 25 anos.

Marimoon tem conta em todos os sites possíveis – Flickr, MySpace, YouTube… Só no Orkut são nove perfis. Tem até uma loja de roupas virtuais, com os modelos que ela mesmo cria e faz. Durante palestra na área de criatividade do Campus Party, perguntada se não pensava em criar um podcast para contar sua vida em novo formato, respondeu na lata: “ah, em 3D, não? Ai você fala, aparece a imagem”. Aham.

A palestra de Mari estava lotada, mas a primeira fila de cadeiras permaneceu vazia até o final, quando dois incautos se aventuraram no local. Ao meu lado algumas meninas desdenhavam da fala da garota. Juro que não sei se era inveja.