Archive for março \31\UTC 2008

Porque “Two and a half men” é a melhor série de humor atual

março 31, 2008

Uma prova

Duas provas

Três provas

Quatro provas

Para salvar um domingo

março 30, 2008

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O Wonkavision faz parte de uma geração do indie nacional que já foi. Formado em 2000 em Porto Alegre, é contemporâneo da geração gaúcha que prometia arrebatar o país lá por 2001 – mais notadamente Bidê ou Balde e Video Hits. Os sulistas não conquistaram o Brasil – apesar do sucesso de “Melissa”, do BoB, que ganhou VMB e tudo – e assim o Wonka habitou as “cabeças” da cena underground no início da década, dividindo o posto com nomes como Mopho, Pipodélica e Autoramas. Dessas, notadamente apenas o Autoramas se mantém com projeção até hoje.  A Pipodélica acabou (mas está com disco novo, mais tarde eu falo dele aqui) e o Mopho não lança disco há um bom tempo.

E o Wonkavision? Manu e Will estão morando em Londres, o que quer dizer que a banda não faz shows. No entanto, eles colocaram a versão em inglês de seu CD de estréia (lançada apenas no Japão) para download no Trama Virtual, relançaram o primeiro disco com seis faixas bônus (versões acústicas inéditas de “Nanana” e “Quando 16”, mais “Powerbossa”, “Ah, É Assim?”, “Super-homem” e “Amigo por um dia”, resgatadas das demos) e, desde janeiro, colocam uma música do CD novo por mês, de graça, para download no site oficial. Até o final do ano todas as 12 faixas estarão lançadas como singles independentes.

Não há nada de novo no som apresentado, o mesmo powerpop à The Rentals que notabilizou os gaúchos durante sua trajetória. “Double Dealing”, faixa de fevereiro, é inclusive bem sem graça, fraca perto da produção anterior do grupo. É em “O Ímpar Perfeito”, música de janeiro, que reside o poder ainda atual do Wonkavision. Dona de uma daquelas letras de Will que falam sobre rejeição (“diz que eu não passo de um topa-todas/que não chega a nenhum lugar/despreza o meu pouco estudo”), amores difíceis, que resulta num refrão grudento e redentor (“deve ser porque/quando ninguém vê/ mesmo sem querer/eu sou o ímpar perfeito pra você”). Não chega a ser algo que vá mudar a vida de alguém, mas pode, perfeitamente, salvar qualquer domingo nublado.

Para cantar junto

março 27, 2008

UPDATE TOTAL

Graças ao Pedro eu consegui subir as músicas que faltavam e completar a mixtape online. O link pra baixar fica ali embaixo, mas agora da pra ouvir com esse player todo estiloso.

Baixe aqui. Mais tarde eu volto e explico todo o processo de confecção. Mas tá bem legal.

Textinhos novos pela net

março 24, 2008

A edição 44 do Bacana começou a entrar no ar – durante a semana o Abonico vai colocando todos os textos no site. Por enquanto tem uma matéria minha com o Pato Fu, mas tem mais coisa por vir – Violins, Ecos Falsos, Terminal Guadalupe… Cola lá que a edição também traz uma reportagem especial sobre as gravações do novo disco da Poléxia.

UPDATE: Resenha da gravação do DVD do Vanguart no Rumos Itaú Cultural publicada no Scream & Yell aqui.

Da natureza masculina

março 23, 2008

Porque o final dessa cena de Alta Fidelidade é genial, e explica um pouco uma parte do universo masculino – uma parte meio repugnante, mas ainda assim uma parte.

Como Elvis Costello, apenas um babaca que se importa com melodias…

março 23, 2008

Essa definição do Costello tava num tópico da comunidade da Bizz no Orkut criado pelo Alex Antunes há muito tempo. E eu achei que tem tudo a ver comigo, não só porque eu sou fã do senhor em questão, mas pelo fato de que eu tendo a gostar sempre de melodias e baladinhas, por mais bregas que elas sejam. Inclusive já me auto-defini certa vez como um indie-brega (apesar de continuar achando que ser chamado de indie é uma puta ofensa…). E óbvio que, desta feita, meu Beatle preferido é o Paul – o rei das melodias bonitinhas.

Enfim, todo esse prelúdio sobre minha pessoa só para deixar o link do disco novo do Raconteurs, Consolers Of The Lonely, e dizer que, apesar de o disco estar cheio de momentos inspirados de guitarra e de energia rockeira, eu não consigo parar de ouvir as duas baladas mais lindas do disco, “You Don’t Understand Me” e “Many Shades Of Black”.

Pega aqui antes que saia do ar. Como o outro link saiu do ar, pega aqui.

Como?

março 22, 2008

Li no Último Segundo a seguinte matéria:

“Inflação nos ingressos de show é fenômeno sem volta” (clique aqui para ler a matéria completa)

Um levantamento do Estadão confirmou que os preços estão mais altos há cerca de dez anos – nada que qualquer asno não percebesse. Aí a matéria tenta explicar o porquê dessa alta e vai entrevistar a Monique Gardenberg, uma das produtoras do Tim Festival. Até que chega uma hora em que ela fala:

“Hoje, a demanda brasileira é maior do que a oferta internacional de shows.”

Ok, agora, se isso é verdade, me explica por que o Jarvis Cocker fez show recentemente na Argentina e não no Brasil? Por que o Black Rebel Motorcycle Club toca lá e não aqui em abril? Só pra citar dois exemplos.

A melhor música do final de semana

março 22, 2008

Mr. Maker, do disco novo do The Kooks, Konk

Da janela lateral, do quarto de dormir (2)

março 21, 2008

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Curitibanos, cidade no coração geográfico de Santa Catarina e onde vivi até meus 18 anos, quando fui fazer faculdade em Florianópolis, a partir da janela do meu quarto. Aqui a minha vista em São Paulo. Nota a diferença?

Boas notícias para Florianópolis

março 21, 2008

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Uma das coisas que eu mais reclamava de morar em Floripa é que faltavam opções culturais. Até o começo do ano passado eram apenas três salas comerciais de cinema e dois cineclubes. Com a construção do Beira-Mangue e do outro shopping aumentou o número de salas, mas as opções de filmes continuavam praticamente as mesmas.

No que tratava de música independente então, nem se fala. Basta dizer que já vi mais shows em São Paulo em dois meses do que em 2007 inteiro em Floripa (se bobear já fui ao dobro). Nem dá pra dizer que o povo não se mexia pra promover a cena local, porque o Clube da Luta é uma baita iniciativa – apesar de ter um monte de banda ruim participando. Os motivos para os poucos shows eram variados, mas dá pra resumir em dois: falta de lugares bacanas (a Creperia do Centro, que era a melhor casa, virou restaurante em 2006. No ano passado, o Clube da Sinuca surgiu como alternativa interessante) e a picaretagem dos produtores. Não à toa esse foi um dos motivos para o fim da Pipodélica.

Pois bem, seus problemas acabaram. Inaugurou nesta quinta-feira, 20 de março, a Célula, espaço cultural capitaneado pelo Gastão Moreira (aquele da MTV) e pelo chapa Tomate (ex-editor da Bizz). Não conheço o lugar, mas pelas pessoas que encabeçam (ui) a idéia boto toda fé. Se antes eu já indicava o Tomate para as bandas que me diziam que queriam tocar em Floripa (e são muitas, acredite), vou fazer mais propaganda ainda agora. Vida longa à Célula – Floripa agradece.

UPDATE: O Alemão comentou e eu atualizo: ontem foi a abertura oficial, porque o espaço já está funcionando há uns dois meses. Exatamente o tempo que estou fora de Floripa. Que coisa, não?