Porque sonhar não custa nada

O Jornal do Brasil saiu com uma matéria no domingo (16) sobre a “morte das revistas de música”. A reportagem está ok, nada demais, mas esse não é o assunto desse post, cada um que tire sua própria conclusão. O que mais me chamou a atenção é que ontem mesmo eu estava falando de algo parecido com a Helena.

Na verdade a conversa era sobre o que faríamos se ganhássemos na loteria. Helena disse que ia viajar de primeira classe sem itinerário e sem mala, além de abrir uma empresa pra desenvolver aplicativos web e promover ações culturais na rede. Eu, no meu ímpeto consumista, afirmei que gastaria boa parte em CDs e DVDs. E, claro, faria uma super viagem pela Europa e seus festivais de verão. Coisa de louco.

Mas nenhuma loucura é comparada à idéia a seguir. Foi quando eu revelei que tinha o sonho de montar um jornal diário em Santa Catarina para concorrer com a RBS e mostrar o que é jornalismo para aquela gente (pra quem não sabe, a RBS, afiliada da Rede Globo, é dona dos maiores jornais de SC e não possui concorrentes. E não tem nenhum jornal bom – o A Notícia é razoável, mas o Diário Catarinense é um baita lixo). A idéia era montar uma equipe foda, só com os melhores profissionais (provavelmente um monte de colegas de faculdade visionários e tão loucos quanto) e não se preocupar com lucro, só em fazer um puta jornal (lembre-se que eu acabei de ganhar na loteria e, teoricamente, dinheiro não é problema).

Foi então que eu vi quão estúpida era essa idéia. Porque jornalismo diário não é a coisa que eu mais gosto nesse mundo e voltar pra Santa Catarina não está nos meus planos pelos próximos 15 anos, no mínimo. Aí tive o estalo: ao invés de um jornal diário, eu deveria era montar uma revista de música foda.

Desde então fiquei pensando na equipe. Basicamente a idéia seria fazer como a General que, segundo me disse uma vez o Forastieri, foi criada para colocar os amigos para escrever o que quisessem (no meu caso seriam alguns amigos e outras pessoas que admiro muito). Há que sempre se lembrar que a revista não precisa dar lucro e, assim, realmente faríamos as coisas sem a “ditadura do mercado” (eu juro que não ingeri nenhuma substância alcoólica ou alucinógena para escrever esse post).

Uma das primeiras coisas a se decidir nesses casos é o nome da publicação. Como estamos falando da revista ideal e dos sonhos (meu e de todos, hehehe) nada mais justo que ressucitássemos a Bizz, afinal, ela está na memória afetiva de toda a galera que iria trabalhar nela – já apresento o staff. E assim também a Discoteca Básica continuaria existindo sem ser plágio de outra publicação.

Bem, vamos então aos nomes responsáveis pela empreitada. Como o sonho é meu (e o dinheiro também) eu seria repórter fixo – tem que ter alguma vantagem nisso tudo, né Gérson? Como editores Pedro Só e Tomate; quatro colunistas com liberdade para falarem sobre o que bem entendessem: Miranda, Forasta, Ruy Goiaba e Alex Antunes; e a lista de colaboradores fixos: Mutley, Mac, Sergio Martins, Ricardo Schott, Terron, Ronaldo Evangelista, Zé Flavio, Abonico, Fernando Rosa, Arnaldo Branco, Juliana Zambelo, Jonas Lopes e Ricardo Alexandre. Ainda não tive tempo de pensar em mais detalhes do projeto editorial, mas as tirinhas do Dahmer e do Arnaldo seriam presença obrigatória.

Essa lista acima é meio que um retrato das pessoas que foram importantes na minha escolha pela profissão e especificamente pela área de jornalismo de cultura. Se eu lembrar de mais alguém adiciono. Vou pensando em novas idéias e daqui uns dias rola um post novo sobre o assunto. Sugestões são bem vindas. Quem sabe não dá até pra fazer umas possíveis capas imaginárias das edições? Ah, sonho meu…

P.S.: Pra deixar de apenas sonhar, eu e a Helena escolhemos cada um três números e vamos começar a jogar na Mega Sena. Só não divulgo aqui os escolhidos porque não dá pra dividir com outras pessoas o prêmio.

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3 Respostas to “Porque sonhar não custa nada”

  1. Alemão Says:

    Po, falou mal da lojinha! É pessoal, é?
    Hehehehe
    Abraço

  2. Alemão Says:

    Ow, blogalemao.wordpress.com.
    Arranja um tempo para acompanhar e criticar.

    Grande abraço.

  3. Bruxo Says:

    Tiagão, que tal um jornal semanal? Só pra mostrar pra gauchada que SC não é quintal deles, hehehehe.

    Abração

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