“Mas o tempo, é um amigo precioso…”

Já to me preparando pros comentários negativos do Alemão, mas tudo bem.

A primeira vez que eu ouvi E O Método Tufo de Experiências, segundo disco do Cidadão Instigado, eu achei tudo aquilo muito estranho. Estava decidido a levar o CD para casa por causa de um sem número de resenhas elogiosas que tinha lido sobre, mas aqueles poucos segundos de cada música ouvidos em uma loja de CDs de Florianópolis não desceram bem – na verdade, o disco parecia exótico demais. Não dava pra comprar no escuro – o dinheiro não era muito na época, como ainda não é hoje.

Foi então que eu baixei o disco, pra fazer um test-drive verdadeiro antes de gastar meu rico dinheirinho. E, na viagem para assistir o show do U2 em São Paulo, ouvi ele com atenção. Chapei na primeira audição. O que me consquistou foram as levadas bregas e sentimentais de “Te Encontra Logo” e “O Tempo”, as experimentações e misturas sonoras de “Os Urubus Só Pensam em Te Comer”, “O Pinto de Peitos” e “O Pobre dos Dentes de Ouro”, o flerte com a música nordestina e latina, as letras sinceras e reflexivas quando falam de amor, e, principalmente, a guitarra de Fernando Catatau, que aparece com destaque em todas as faixas.

Desde então, não lembro de ninguém para quem eu tenha apresentado a banda e tenha gostado. Reconheço que é algo de difícil assimilação, tanto que nem insisto muito. E sempre me lembro de dois textos que eu queria ter escrito sobre o disco – um do Matias e um do Schott. Vale a pena a lida para entender porque Cidadão Instigado é tão bom e importante para a música nacional – no sentido de representar um outro Brasil poucas vezes diagnosticado e retratado.

E tudo isso porque sábado eles tocam no Studio SP, que é aqui do lado de casa. Não sei ainda se alguém vai querer ir, mas eu pretendo. É um dos shows que eu espero há mais de dois anos para assistir.

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2 Respostas to ““Mas o tempo, é um amigo precioso…””

  1. Upiara Boschi Says:

    “Te encontra logo” me pegou de jeito na primeira audição. Por causa dela baixei o cd, em 2006. Mas até agora não entendi bem o resto do cd, pra falar a verdade.

    Em todo caso, iria ao show, hehe.

  2. Alemão Says:

    Você sabe que eu não curto muito. Sinto um pouco de pretensão em tentar ser o Mutantes atual, no quesito experimentalismo, sem sucesso. Não sei, não desce. O tempo pode me contrariar, mas, até agora, não acredito que tenha conseguido. Se estivesse em Sampa, talvez fosse no show com você. Vai que muda minha cabeça, né? Abraço.

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