Archive for junho \25\UTC 2008

“In the place where I make no mistakes…”

junho 25, 2008

“… In the place where I have what it takes”

Amanhã voltamos com nossa programação normal. =)

P.S.: Esse disco novo do Curumin é muito bom. “Magrela Fever” virou hit aqui em casa.

The truth about love

junho 20, 2008

“Love is an ugly terrible business, practiced by fools.” E quem sou eu para duvidar de Gabe Burton? Dois vídeos para entender porque você precisa assistir Little Manhattan.

Little Manhattan é legal porque é cheio dessas constatações sobre o amor (lembre que Gabe tem 10 anos e está apenas o descobrindo), coisas que muitas vezes a gente sabe mas esquece ou então não consegue verbalizar.

“I believe…

junho 19, 2008

… when I fall in love with you it will be forever”

Porque Stevie Wonder tem muita coisa legal.

“It’s not a victory march”

junho 19, 2008

Talvez não seja a coisa da qual mais ter orgulho na vida, mas eu choro em filmes. Em uns mais, outros menos, uns sempre outros apenas na primeira vez, mas eu choro. Juro que eu tento evitar, mas de repente chega. E quando um filme termina com uma bela cena ao som de “In My Life”, tem como resistir?

Tudo isso por causa do tal filme, Little Manhattan (ABC do Amor em português, um dos casos de tradução horrível). É a história de um menino de 10 anos e meio (Gabe) que se apaixona por uma garota de 11 (Rosemary), que ele conhece desde o jardim de infância mas que a grande parede de ferro que separa o mundo dos meninos e das meninas até uma certa idade tratou de os separar. Até que a aula de caratê acaba os unindo novamente e, pouco a pouco, ele vai se apaixonando. Confuso, ele vai andar por essa montanha-russa que é o amor, com seus altos e baixos, e aos poucos descobrir todas as nuances desse sentimento que se assemelha tanto ao ódio.

Little Manhattan não é um filme bobo, infantil, apesar da idade dos personagens. É a prova de que o amor é amor não importa a idade. Há não muito tempo atrás, coisa de dois meses, eu conversava com uma amiga e acabei comentando que, quando nos apaixonamos, somos sempre os mesmos adolescentes bobos vivendo o primeiro amor, cometendo os mesmos erros, sentindo os mesmos calafrios, as mesmas inseguranças, o medo constante de ter feito algo errado, de ter dado um passo a mais do que o esperado, de ter estragado tudo e não ter mais volta, e nos aliviando com um simples sorriso da pessoa amada. Porque o amor é feito de detalhes, aquelas coisas únicas que só os dois conhecem e só fazem sentido para eles. É disso que trata Little Manhattan, o pequeno retartado de amor que vive em cada um de nós, aquele que deita na cama chorando quando briga com seu amor e só se cura com um bom colo.

Porque, como sabiamente disse Mr. Leonard Cohen, “It’s a cold and it’s a broken Hallelujah”.

P.s.: O post foi escrito ao som de Superphones, simpática banda de powerpop gaúcha que já não existe, mas deixou um ótimo CD epônimo gravado. Abaixo o clipe de “Down The Drain”, que abre o disco.

Será doença?

junho 16, 2008

Quando eu ouvi pela primeira vez, no trabalho, achei um lixo. Mas era só com um fone, enquanto outras pessoas conversavam ao redor, primeira semana de trabalho novo, atenção redobrada nas tarefas e coisa e tal. Mas aí todo mundo começou a falar bem. E quando até o “líder da marcha contra Chris Martin” (a alcunha é minha) elogiou muito o disco, eu me obriguei a ouvir de novo. Ainda não com a atenção necessária, mas um pouquinho melhor. Já não acho um lixo, apenas mediano. Mas “Viva La Vida” e “Death And All His Friends” (justamente as duas canções título do álbum) são pegajosas e muito boas – e “Violet Hill” tem sem valor. A pergunta é: será que depois de gostar de Cansei de Ser Sexy eu vou elogiar também um disco do Coldplay? Estaria eu ficando doente?

Baixe aqui Viva La Vida or Death And All His Friends.

Melancolia barroca

junho 15, 2008

O passatempo favorito dos héteros de São Paulo no último dia 9 de maio era zoar com os amigos que iriam no show de Rufus Wainwright. Já na entrada do cantor no palco todas as brincadeiras poderiam ser verdadeiras. Rufus é gay no mais puro sentido que o termo pode ter e com toda a intensidade que alguém pode o ser. Terninho xadrez cobrindo uma camisa desabotoada mostrando o peito, cabelo superarrumadinho, as mãos balançantes, sotaque carregado de manhas. E voz e carisma capazes de calar qualquer crítica.

Despojado dos arranjos e das cordas que adornam seus álbuns, o canadense fez um show intimista quase solo, com algumas intervenções de sua mãe e da irmã Martha Wainwright. Diante de uma platéia que ia aumentando conforme o show ia rolando – aquele foi o dia em que São Paulo teve seu maior congestionamento (262 km) o que fez o show atrasar por alguns minutos –, ele fez o que quis. Abusou de seu humor tipicamente gay, ironizou tudo – inclusive a si mesmo, quando foi tocar violão – e esbanjou uma simpatia difícil de se ver.

Como que em uma celebração, a platéia acompanhava as músicas em coro tímido, típico de reverência. Nem nas músicas mais conhecidas, como “Cigarrettes and Chocolate Milk” e as versões de “Hallelujah” (de Leonard Cohen, presente no filme Shrek) e “Somewhere Over The Rainbow” (eternizada por Judy Garland em O Mágico de Oz), a voz de Rufus chegava perto de ser abafada. Um show de mais de cerca de duas horas que parece ter durado 15 minutos, no bom sentido, tamanha a capacidade do artista em envolver a platéia com suas canções de melancolia barroca estupenda.

Ao final da apresentação, era notável a expressão de satisfação em todos os que deixavam o Via Funchal. Um belo final para mais um dia caótico em São Paulo. Se para alguns parecia que Rufus Wainwright resolveu tirar férias no Brasil e aproveitou para fazer alguns shows e tirar uma graninha, só resta dizer sorte daqueles que puderam ver uma das melhores apresentações do ano.

Tirando o pó

junho 13, 2008

Gentém bonita desse meu braziu,

Juro que no final de semana tem post novo. Juro mesmo. Por enquanto, um gostinho do que foi o maravilhoso show do Del Rey ontem no Studio SP. (o vídeo não é dessa apresentação, mas é muito bom)

Estado de espírito

junho 3, 2008

Hoje, subindo sozinho as escadas depois do almoço, senti uma das felicidades mais puras que já tive em São Paulo. E isso basta.

Holding Back The Years: 2006

junho 2, 2008

Coletânea que eu fiz para a Poplist. Tudo de bom que aconteceu em 2006 (tá, não é tudo, mas é boa parte) em dois CDs, aqui e aqui.

1. Eskobar – The Art of Letting Go
2. Morrissey – Dear God, Please Help Me
3. Bob Dylan – Working Man’s Blues #2
4. Jarvis Cocker – From Auschwitz to Ipswich
5. The Raconteurs – Together
6. Snow Patrol – Chasing Cars
7. Roddy Woomble – My Secret Is My Silence
8. Guillemots – Made Up Lovesong #43
9. Arctic Monkeys – Riot Van
10. Amy Winehouse – Back to Black
11. James Dean Bradfield – That’s No Way To Tell a Lie
12. I’m From Barcelona – Oversleeping
13. The Sounds – Queen Of Apology
14. The Pipettes – Pull Shapes
15. Scissor Sisters – I Don’t Feel Like Dancing
16. Justin Timberlake – Sexyback
17. The Rapture – Get Myself Into It
18. The Kooks – Naive
19. The Magic Numbers – Take a Chance
20. We Are Scientists – Can’t Lose
21. Sonic Youth – Incinerate
22. The Twilight Singers – Underneath The Waves
23. The Killers – Why Do I Keep Counting?

CD Bônus
1. Poléxia – Eu Te Amo, Porra!
2. Pública – Long plays
3. Destroyer – Rubies
4. Islands – Swans (Life After Death)
5. TV On The Radio – Playhouses
6. … And You Will Know Us By The Trail Of Dead – So Divided

“It’s easy to see, it’s easy to see…”

junho 1, 2008

“… To see only white where colour should be”

Um vídeo para uma noite chuvosa de sábado.