“It’s not a victory march”

Talvez não seja a coisa da qual mais ter orgulho na vida, mas eu choro em filmes. Em uns mais, outros menos, uns sempre outros apenas na primeira vez, mas eu choro. Juro que eu tento evitar, mas de repente chega. E quando um filme termina com uma bela cena ao som de “In My Life”, tem como resistir?

Tudo isso por causa do tal filme, Little Manhattan (ABC do Amor em português, um dos casos de tradução horrível). É a história de um menino de 10 anos e meio (Gabe) que se apaixona por uma garota de 11 (Rosemary), que ele conhece desde o jardim de infância mas que a grande parede de ferro que separa o mundo dos meninos e das meninas até uma certa idade tratou de os separar. Até que a aula de caratê acaba os unindo novamente e, pouco a pouco, ele vai se apaixonando. Confuso, ele vai andar por essa montanha-russa que é o amor, com seus altos e baixos, e aos poucos descobrir todas as nuances desse sentimento que se assemelha tanto ao ódio.

Little Manhattan não é um filme bobo, infantil, apesar da idade dos personagens. É a prova de que o amor é amor não importa a idade. Há não muito tempo atrás, coisa de dois meses, eu conversava com uma amiga e acabei comentando que, quando nos apaixonamos, somos sempre os mesmos adolescentes bobos vivendo o primeiro amor, cometendo os mesmos erros, sentindo os mesmos calafrios, as mesmas inseguranças, o medo constante de ter feito algo errado, de ter dado um passo a mais do que o esperado, de ter estragado tudo e não ter mais volta, e nos aliviando com um simples sorriso da pessoa amada. Porque o amor é feito de detalhes, aquelas coisas únicas que só os dois conhecem e só fazem sentido para eles. É disso que trata Little Manhattan, o pequeno retartado de amor que vive em cada um de nós, aquele que deita na cama chorando quando briga com seu amor e só se cura com um bom colo.

Porque, como sabiamente disse Mr. Leonard Cohen, “It’s a cold and it’s a broken Hallelujah”.

P.s.: O post foi escrito ao som de Superphones, simpática banda de powerpop gaúcha que já não existe, mas deixou um ótimo CD epônimo gravado. Abaixo o clipe de “Down The Drain”, que abre o disco.

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