Motomix 2008: 10 em organização, 3 em performance

A organização do Motomix 2008 há de agradecer muito a São Pedro. Diante de uma previsão de frio e chuva que se arrastou pela semana anterior, o sol que apareceu no sábado dia 28 de junho, mesmo sem acabar completamente com o clima frio, incentivou os indies de São Paulo a tomarem o rumo do Parque do Ibirapuera. Os ônibus que desciam a Brigadeiro Luis Antônio se enchiam de adolescentes com suas calças jeans justas, cintos com tachinhas e camisetas listradas nos pontos da Paulista. Uma horda feliz com o festival “di grátis” que estava por vir.

Pode-se chamar o Motomix 2008 de um programa família. Havia pouco consumo de drogas – pelo menos visível – e os vendedores ambulantes precisavam esconder as cervejas e demais líquidos em grandes e pesadas mochilas para circular pelo público. Muitas pessoas estavam com seus cachorros nas coleiras, empurrando suas bicicletas, pais com os filhos pelas mãos, toda uma legião de freqüentadores do parque que se depararam com o circo indie montado no Ibirapuera. Todos davam uma paradinha para olhar – e alguns ficavam mais tempo. Enquanto isso, rodas de amigos eram formadas nos gramados e filas se acumulavam na lanchonete mais próxima – coisa que não se repetia nos banheiros químicos, de fácil e rápido acesso, além de relativamente limpos para a situação.

Ah, teve música também. Bandas brasileiras? Fiquei com o show da Superguidis na noite anterior que, injustamente, tinha apenas uns 60 abnegados mais ou menos como platéia. Óbvio que a balada da sexta impediu o advento de acordar antes das 2 da tarde, o que impediu a ida ao Ibirapuera antes das 5, o que impediu-me de assistir qualquer das bandas tupiniquins. Mas enfim, se elas foram do nível das gringas, não há do que se arrepender.

Sim, porque o Fujiya & Miyagi só foi engrenar e empolgar com seu eletro-rock influenciado por Kraftwerk lá pela metade quando entrou o baterista – e teve gente que nem notou que faltava um baterista antes. O The Go! Team foi a estrela da noite, com a ótima performance da vocalista Ninja. E o Metric, que por um amigo era chamado de “o Pink Floyd do século XXI” (!!!!!!!!!!!! adicione quantas exclamações a mais quiser) chamou grande atenção por um ótimo fator: a beleza e as pernas da vocalista Emily Haines. Perfeito na definição da banda foi o Mac: aquele tipo de banda que você sai no meio da apresentação para comer um sanduíche e volta 20 minutos depois como se nada tivesse acontecido.

Como evento social o Motomix 2008 foi um sucesso, um ótimo lugar para se encontrar com os amigos. Estrutura e organização nota 10, mas quando o grande destaque é esse algo está errado. As estimativas de público mais otimistas apontavam 6 mil pessoas, agora, custasse R$15 o Motomix não reuniria 500 pessoas onde quer que fosse. Afinal, de um evento que tem como grande nome o Metric não se pode esperar muito mais. Ao menos se as performances das bandas fossem memoráveis… Trouxessem o CSS, para ficar no mesmo estilo musical, e o resultado seria bem mais agradável. E isso não é um elogio à banda brasileira.

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