Os melhores shows nacionais de 2008

Se teve uma coisa que eu aproveitei em São Paulo em 2008 foi a possibilidade de ver shows, tanto nacionais como internacionais. Nos primeiros meses foram vários. Toda vez que uma banda que eu gostava ia tocar eu precisava ir, como se fosse a última vez que eu pudesse vê-los. Era um pouco da mentalidade de Floripa ainda, já que lá quase nunca tem show decente para assistir. Depois de um tempo fui percebendo que, enfim, se eu não visse banda X hoje eu poderia esperar e ver daqui um mês, porque provavelmente eles tocariam de novo.

Assim, tem muito show dessa lista que é do começo do ano. Na verdade, até ontem os três primeiros lugares eram ocupados por apresentações que eu tinha visto até abril. Mas o que o Pato Fu apresentou no Sesc Pompéia foi digno de nota. E ai, bem, não dá pra fazer nada se o show da Fernanda Takai já estava entre os melhores.

Como foi um ano muito bom, não consegui fazer um Top 5. Seguem então os 10 melhores shows nacionais que eu vi este ano (os internacionais vêm em outro post).

MELHOR SHOW NACIONAL

2393648967_a664ea6a75_oCrédito: Helena Nacinovic

1 – Móveis Coloniais de Acaju (Inferno): Provavelmente o show em que eu mais pulei, gritei, dancei em 2008. A performance deles em cima do palco é algo indescritível. Sintonia e interação total com o público. O melhor show do Brasil na atualidade.

3145498237_1b7f1294e1Crédito: Liliane Callegari

2 – Pato Fu (Teatro Sesc Pompéia): Junte um punhado de clássicos (“Sobre o tempo”, “Eu”, “Antes que seja tarde”, “Depois”), um punhado de canções perfeitas (“Spoc”, “30.000 pés”, “Mamãe ama meu revólver”, “Imperfeito”, “Anormal”, “Uh, uh, uh, la, la, la, ie, ie”), uma banda instrumentalmente irrepreensível (o que é o Xande tocando bateria) e a cantora mais simpática do Brasil (vê se aprende com a Fernanda, Mallu). Tem como esse show ser ruim?

3 – Fernanda Takai (Sesc Pinheiros): Eu nem gosto muito de Bossa Nova, mas o que Fernandinha fez com as canções de Nara Leão é algo digno de nota. Fora todo o carisma da mineira. As covers bem encaixadas dão um molho especial ao espetáculo.

4 – Do Amor (Studio SP): Devo ter assistido uns 12 shows deles este ano, mas os que aconteceram no antigo Studio SP são insuperáveis. Basta o primeiro acorde para os cariocas transformarem o ambiente em um constante carnaval.

5 – Cérebro Eletrônico (Calango): É uma pena que o show do Tim tenha tido diversos problemas, porque a atmosfera de festa em que Tatá consegue transformar o palco é algo reconfortante. Ouvir canções como De e Pareço Moderno me fez sentir em casa mesmo em Cuiabá.

6 – Del Rey (Studio SP): Fato: cantar Detalhes bêbado e abraçado com os amigos foi uma das coisas mais legais deste ano. A banda reúne a nata do repertório de Robertão e, bem, só isso já faz de qualquer show um clássico.

2503584679_3b801fb7a9Crédito Helena Nacinovic

7 – Wander Wildner (CB): Eu sempre digo que todo mundo deveria cantar “Eu Não Consigo Ser Alegre o Tempo Inteiro” berrando uma vez na vida pelo menos. Mais uma vez a presença dos amigos tornou um show bom em memorável.

8 – Los Porongas (CCSP): As boas canções da banda crescem muito ao vivo com a cozinha precisa e principalmente com a entrega que o vocalista Diogo interpreta as músicas, parecendo que tira cada sílaba do fundo do peito.

9 – Wado (Teatro Sesc Pompéia): Simples, quase sem guitarra, despojado como seu último disco, Wado economiza nos movimentos e arranjos para mostrar porque é um dos maiores talentos da nova geração.

10 – Os Pistoleiros (Célula): A melhor banda de folk brasileira de todos os tempos em uma apresentação única depois de anos separados.

Uma pequena menção honrosa ao show mais divertido do ano, que foi de um tal de Francis Brungel (acho que é assim que se escreve), no HSBC Brasil. Uma apresentação que começa com um monte de dançarinas, tem participação do Sérgio Reis e termina com a bateria da Gaviões da Fiel não pode ser menos do que memorável. Ou uma experiência antropológica. E ainda ficaram de fora o Los Pirata, Curumin, Ecos Falsos, Autoramas, Vanguart, Macaco Bong, Pata de Elefante, Mallu Magalhães, Ludov, Cabruera, Orquestra Imperial, Superguidis, Nina Becker…

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