O que se dança quando se é um indie

Folga de Natal em Curitibanos, estou numa festa em um sítio, pouca luz, uma tenda, uma estrela colorida pendurada em um fio entre uma árvore e a cabine do DJ, uma outra tenda com uns, sei lá, 3 metros de altura. A música é eletrônica o tempo inteiro, mas não me peça para especificar, não entendo de house, psy, trance e outras coisas. Além de mim outras pessoas também não gostam da trilha sonora, mas enfim, ali estão os velhos amigos da infância (e alguns eu não via há muito tempo) e a bebida – qualquer uma delas – é barata de uma maneira praticamente inimaginável para quem se acostumou a morar em São Paulo. Eis que, em algum momento, falando sobre festas, uma amiga me pede que tipo de música toca nas baladas que eu vou em São Paulo.

2686761696_f7744407d1_oCrédito: Helena Nacinovic

Eu me empolguei tanto que no dia seguinte acabei fazendo uma coletânea dupla sob o singelo título de “O que se dança quando se é um indie”. Antes de mais nada, há de se deixar claro que está é uma compilação para apresentar o “estilo” (se é que existe um) para uma pessoa que tem pouco ou quase nenhum contato com o “mundinho indie”, que se bobear nunca ouviu falar no MGMT e no Justice e não se importa nem um pouco com o vazamento do novo Animal Collective ou com o que o Franz Ferdinand vai apresentar no terceiro disco – e há a chance de ela ser bem mais feliz do que quem se importa, hehehehe. Então foi mais ou menos isso que norteou minha escolha.

Tentei ordenar as músicas como se fosse uma discotecagem mesmo, então faz todo sentido ouví-las em ordem. Tem muita coisa aí que eu poderia usar em uma provável discotecagem e muita coisa que eu deixaria de fora. Algumas músicas são inspiradas na época em que eu ia toda semana na Pelvis Shaker, lá em Floripa, algumas coisas que eu gosto pra caralho e outras que nem suporto. Tem um monte de velharia básicas e uns cavalos de batalha que animam qualquer pista, mas, por exemplo, eu tocaria The Killers e Supergrass mas não as duas que eu coloquei na lista – são óbvias demais. Mesmo assim eu coloquei algumas “cabecices” no meio (tipo “Idioteque”) e algumas coisas que não fazem muito parte do universo indie (tipo “Surfin Bird” com o Raimundos) como bem me lembrou a Helena, mas eu acho que ela funcionaria tão bem… Enfim, são duas listas bem básicas. Clique nos links abaixo, ouça, comente, me xingue, faça o que quiser.

Pequena atualização de terça de manhã: atualizei os links =)

O QUE SE DANÇA QUANDO SE É UM INDIE Disco 1 Disco 2

Tracklist

Disco 1
Radio 4 – “Enemies Like This”
Maximo Park – “Our Velocity”
Kaiser Chiefs – “Everyday I Love You Less And Less”
The Rapture – “Get Myself Into It”
Weezer – “Pork And Beans”
The Killers – “Mr. Brightside”
The Pipettes – “Pull Shapes”
The Sounds – “Queen Of Apology”
Scissor Sisters – “I Don’t Feel Like Dancing”
Justice – “D.A.N.C.E.”
MGMT – “Kids”
Klaxons – “Golden Skans”
The Go Team – “Panter Dash”
Los Pirata – “Nada”
The Clash – “London Calling”
Pulp – “Disco 2000 (Nick Cave Pub Version)”
Morrissey – “First Of The Gang To Die”
The Twilight Singers – “Underneath The Waves”
New Order – “Bizarre Love Triangle”
Franz Ferdinand – “All My Friends (LCD Soundsystem cover)”
Amy Winehouse – “Tears Dry On Their Own”

Disco 2
Black Rebel Motorcycle Club – “Six Barrel Shotgun”
CSS – “Left Behind”
The Strokes – “Juicebox”
Eagles Of Death Metal – “Only Want You”
Bloc Party – “Banquet”
Supergrass – “Alright”
Hot Hot Heat – “Bandages”
Peter Bjorn & John – “Young Folks”
Black Kids – “I’m Not Gonna Teach Your Boyfriend How To Dance With You”
The Ting Tings – “That’s Not My Name”
Radiohead – “Idioteque”
A-ha – “Take On Me”
Joy Division – “Love Will Tear Us Apart”
Violent Femmes – “Blister In The Sun”
Raimundos – “Surfin Bird”
David Bowie – “Rebel Rebel”
The Libertines – “Can’t Stand Me Now”
Queens Of The Stone Age – “No One Knows”
Franz Ferdinand – “This Fire”
The Smiths – “This Charming Man”
R.E.M. – “It’s The End Of The World As We Know It”

P.S.: Essa coletânea foi responsável por “Kids” entrar na minha lista de melhores músicas do ano.

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6 Respostas to “O que se dança quando se é um indie”

  1. Trabalho Sujo » Arquivo » “Eis que, em algum momento, falando sobre festas, uma amiga me pede que tipo de música toca nas baladas que eu vou em São Paulo” - OESQUEMA Says:

    […] o catarina Tiago Agostini ouviu o questionamento acima de uma conterrânea e compilou faixas onipresentes nas pistas de […]

  2. Samuel Says:

    Cara, não estou conseguindo fazer o download do Disco 1 no rapidshare. Ele informa que o limite de downloads do arquivo foi alcançado. Posta de novo por favor! Parabéns o Setlist parece bem bom, mas quero ver como funciona na prática. Abraço.

  3. Rodrigo Says:

    Boa! Baixando por aqui (na verdade, pelo Trabalho Sujo). Apesar de ter a maioria das músicas em algum lugar do meu computador, reuni-las facilitou meu trabalho. E essa cada de doidão na foto?

  4. Brenda Says:

    na sua playlist só tem as músicas “modinha” indie. Tipo, nada mais passado que:
    Franz Ferdinand – “This Fire”
    The Smiths – “This Charming Man”

    tipo, ao invés de tocar essas mais famosinhas e que todo mundo que conhece eles a tempo já tá enjoado, troca tipo por:
    Franz Ferdinand – Lucid Dreams
    The Smiths – barbarism begins at home

  5. Elisa Says:

    Muito bom!!!

  6. Ingrid Says:

    Boa lista! Só achei que faltou Kins of Lion e Last Night, do Strokes.

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