Archive for março \30\UTC 2009

“Se tudo pode ser melhor, ainda dá tempo”

março 30, 2009

Então, tô meio sumido daqui porque ando meio cansado de um monte de coisa, precisando de uma mudada radical – ou de umas boas férias, hehehe. Então aproveito o tempo em casa pra fazer nada mesmo, ficar vendo DVD e bobagem na internet (e agora que eu ganhei quatro temporadas do Friends, então…).

Mas ó, não dá pra deixar de mencionar por aqui. Sexta-feira tem o lançamento oficial do novo CD do Móveis Coloniais de Acaju, C_mpl_te, no Centro Comunitário Athos Bulcão em Brasília, em show junto com o Macaco Bong, Black Drawing Chalks e Galinha Preta. O ingresso é um quilo de alimento não perecível. Tipo, evento imperdível para quem é de ou estará em Brasília. O disco novo já entra na briga pelo posto de melhor do ano na música nacional. C_mpl_te soa completamente diferente de Idem, o primeiro álbum, e mostra uma banda em franca e nítida evolução. Tá curioso? Cola no site do Móveis e ouve o disco, que está todo lá em vídeos do YouTube. A qualidade não é a do disco, que estará para download no Álbum Virtual da Trama em meados de abril, mas já dá pra ter uma boa noção do que vem por aí. A música lá de cima abre o disco e a aqui de baixa encerra.

Eu, o Bruno e o Cirilo estaremos lá. Quem sabe esses três dias longe da rotina de São Paulo não melhoram meu humor com a vida, ne?

“Come on rain down on me”

março 23, 2009

Assiste o vídeo.

Agora, imagina isso ao vivo e a cores, com você cantando junto com a multidão. E que esse coro é da sua música favorita da banda. Tenta não se emocionar.

“Bye, bye, bye Johnny”

março 19, 2009

“E o que dizem é que foi tudo por causa de um coração partido”

E não é verdade?

De brinde, uma das minhas favoritas da Legião.

“Eu rabisco o sol que a chuva apagou”

“Eu me perdi lembrando o teu olhar”

março 8, 2009

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O Móveis Coloniais de Acaju liberou “O Tempo”, primeiro single do novo disco, C_mpl_te, para download no site oficial. Pega aqui, e pega rápido, porque é uma PUTA música. Quando eu ouvi pela primeira no show do Sesc Pompéia já tinha achado muito boa. Tive a sensação exata de que aquela era a música que a banda sempre deveria ter feito. Agora tenho certeza.

O Móveis lança o disco novo dia 3 de abril em Brasília. A partir do dia 18 eles colocam um vídeo por dia no site com cada uma das 12 músicas do álbum, que sai pelo Álbum Virtual da Trama em abril mesmo. A expectativa é grande. Até por que, nas palavras de Carlos Eduardo Miranda, que produziu o disco, esse é o melhor álbum que ele já fez. É esperar para ver.

Valeu a dica, Raphael. \o/

A palhaçada do show do Radiohead

março 6, 2009

Hoje chegou um release avisando que restam apenas MIL ingressos à venda para o show do Radiohead em São Paulo. Aí eu lembro que menos de uma semana depois dos ingressos começarem a ser vendidos saiu a notícia de que faltavam apenas 5 mil ingressos – houve quem dissesse que faltavam 2 mil. Passaram-se quase três meses e nesse meio tempo foram confirmados Los Hermanos e Kraftwerk.

Pelas contas mais simples, foram vendidos no mínimo 25 mil ingressos em menos de uma semana e depois só 4 mil em três meses. Vamos combinar que, por mais importante e bom que seja, o Kraftwerk não é uma banda lá muito popular. Agora, Los Hermanos é reconhecida por ter fãs ferrenhos, que estão sempre presentes nos shows. Era de se esperar que, com a confirmação da banda, houvesse uma grande procura por ingressos. O que leva a algumas hipóteses:

1 – Os fãs do Los Hermanos são todos fãs do Radiohead e a maioria deles já havia comprado o ingresso na primeira semana.

2 – O Los Hermanos nem tem tanto fã assim. Somos nós que vivemos em um mundinho indie em que todos os amigos conhecem a banda.

3 – A assessoria de imprensa tá fazendo terror porque as vendas estão horríveis.

Na boa? Eu acredito nas três hipóteses. E que esses ingressos nunca vão esgotar.

“Por que uma coisa é chorar…

março 4, 2009

… outra coisa é ser visto chorando.”

Uma das grandes pérolas que eu descobri no Baralhinho do Momento. Vale a pena ler cada carta, com seus momentos explicativos e tudo mais.

Olha a descrição da carta “Chora”, por exemplo:
A Carta CHORA é uma carta que faz parte do mundo seleto das Cartas Maravilhosas. Tristeza, desapego, felicidade, resignação, solidariedade ou vingança são interpretações possíveis para os momentos proporcionados pela carta CHORA. Mas, acima de todas as mensagens, a carta CHORA é permissão. Permissão para CHORAR.

Porque, chorar não necessariamente inclui água. Você pode chorar seco. Chorar duro. Apertado contra o peito, contra a mente. Você pode chorar fundo, sem demonstrar o choro.

Porque uma coisa é chorar, outra coisa é ser visto chorando.

E quando tudo que podia ser feito, não foi feito, chorar é permitido. Para o bom, ou para o mau.

E assim, isso não se aplica apenas a relações afetivas, que é a mais óbvia associação com o choro. Mas, tipo, hoje a noite eu fui no jogo Palmeiras e Colo Colo, pela Libertadores. O dia não foi lá dos mais produtivos e o jogo podia salvar ele. Ai agora eu aproveito e colo a conversa que eu tive com a Helena no Gtalk aqui, já que eu expliquei direitinho pra ela o que aconteceu:
Helena: mas vc não ia no jogo?

me: entao, fui
e fui cheio da felicidade
arredores do estadio cheios de palmeirenses
clima de festa
estadio lotado
torcida gritando
12:59 AM Helena: e?
me: e ai o time jogou mal pra caralho
e tomou 3 a 1
Helena: vish
me: saiu perdendo de 2 a 0
fez 2 a 1
e ai, obvio, eu me empolguei com a massa
1:00 AM eu acreditava, naquele momento, que dava pra virar
ai fudeu de novo
e deu 3 a 1

E quando tudo que podia ser feito, não foi feito, chorar é permitido. Para o bom, ou para o mau. Chora meu filho. Chora tudo, diria o Baralhinho do Momento. E quem sou eu pra discordar?

Uma frase / verso

março 3, 2009

“Tudo é uma questão de manter
A mente quieta
A espinha ereta
E o coração tranquilo”
(Walter Franco)

As melhores baladas do rock nacional 00

março 1, 2009

Tudo começou no trabalho, quando o Mac levou o Bloco do Eu Sozinho para escutar e eu acabei cravando que “Sentimental” era a melhor balada do rock nacional nos anos 2000. A discussão se alongou pela tarde inteira e eu fiquei com o tema na cabeça. A lista acabou demorando um pouco mais do que o esperado para sair, mas há de se dar um desconto já que no meio de todo esse processo havia um carnaval – e, não, eu não me acabei nos bailes da vida. Ficou muita coisa maravilhosa de fora, mas é uma lista de dez músicas e não dá para abraçar o mundo. Então, agora fica a discussão: você concorda com a lista? Qual a melhor balada do rock nacional para você.

1. “Sentimental” – Los Hermanos: Dá para falar da influência de Sentimental sobre as baladas do rock nacional – consigo lembrar de pelo menos umas 5 músicas que são filhas diretas da música, e provavelmente só isso já bastasse para colocá-la na primeira posição. Mas como ignorar o arranjo singelo e discreto de teclado e guitarra que vai crescendo aos poucos, levemente, capaz de envolver vagarosamente como uma manta no frio? E a letra, sublime, um diálogo que narra o fim inevitável de um namoro, porque os dois falam por códigos. E, mesmo com todas as tentativas de salvar não adianta, porque “você me avisar, me ensinar, falar do que foi, pra você, não vai me livrar, de viver”.

2. “Mesmo Que Mude” – Bidê Ou Balde: Esta é, mais do que tudo, uma canção de esperança. Narra a história de dois ex-namorados que ainda sentem algo um pelo outro, seja lá o que for. Um tem saudade, o outro quer ligar, o outro não tem coragem, e assim a vida segue. Em algum momento eles tomaram rumos opostos e nunca pararam para resolver. Pode ser para resolver a situação, pode não ser, o único fato é que a cada dia que passa os dois vão ficando cada vez mais longe um do outro. Cada um muda, da sua maneira. E, mudando, parece cada vez mais difícil de retomar algo. Mesmo assim, as lembranças nunca os deixam, porque, afinal, “É sempre amor, mesmo que acabe”.

3. “De Turim a Acapulco” – Terminal Guadalupe: Um raio-x muito bem feito do comportamento humano a dois. Antes de chegar no refrão, Dary Jr. canta que “o despudor só revelou minhas piores intenções, elas sempre se escondem nas conversas francas”. Bingo. É exatamente isso, o amor é um eterno jogo de gato e rato, em que você vai movimentando as peças com precaução total. Mas é no refrão que está a grande força da canção. Pungente, direto, ele termina dizendo que “as lembranças são escolhas”. Bingo de novo. Só a gente sabe o que leva de cada experiência – se o bom ou o ruim.
Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

4. “A 300 km/h” – Autoramas: A melhor música de Roberto e Erasmo que eles não escreveram. Baladeiro como nunca antes, o Autoramas explica passo a passo as desventuras do amor, dos momentos intermináveis esperando um telefonema, sobre o quanto você fica viajando e divagando se o outro está pensando em você – e como está pensando. É uma canção de urgência, de necessidade de um pelo outro.

5. “Eu Não Consigo Ser Alegre O Tempo Inteiro” – Wander Wildner: Letra simples e direta, daquelas que Wander faz como poucos. Expressa muito a bem a necessidade da pessoa amada o tempo inteiro do lado, o pensamento constante em quem se quer. Porque “é de você que eu me lembro, sempre você e ninguém mais”. Tem um carga emocional forte na levada arrastada que percorre a música inteira.

6. “Pareço Moderno” – Cérebro Eletrônico: Carrega em si um ar de modernidade retrô tão comum na música atual. Se alguém já disse que uma das melhores declarações de amor do cinema está em “Embriagado de Amor”, quando Adam Sandler fala para Emily Watson que ela é tão bonita que ele poderia esmurrá-la, o equivalente a isso está nesta música do Cérebro. “Toda vez que eu a encontro, perco o chão fico sem jeito, quero trucidá-la a esmo e não partirei enquanto não conseguir meu feito” resume perfeitamente a tentativa de fuga do amor, de querer negar algo que parece ser óbvio.

7.” Nada Pra Mim” – Pato Fu: Listas são, antes de mais nada, algo pessoal. Por isso esta música está aqui. O Pato Fu talvez tenha até melhores baladas, como “Agridoce” e “Anormal”, mas “Nada Pra Mim” é muito representativa. É singela, calma, representa um amor velado, ainda nascendo, mas vindo com uma força extraordinária.

8. “Deserto de Sal” – Wado: Fossa total, sem ser totalmente explícita. Quando Wado começa dizendo “Se a tristeza fosse tanta, que permanecesse muda, então seria pior” não há como não se comover. Realmente, a melhor coisa a fazer quando se está sofrendo é chorar, desabafar, nem que seja encolhido num cantinho, sozinho, soluçando de uma maneira que só você ouça. Porque faz parte do processo de cura. Enquanto você não expurgar aquilo de você não há luz no fim do túnel.
Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

9. “O Amor (Zero Sobrevivente)” – Tom Bloch: O dedilhado inicial é daqueles de cortar a alma. Uma música de desilusão com um certo teor de  arrependimento. Por que, enfim, o amor é uma dessas coisas com as quais você esbarra por acaso. Por mais que você o esteja procurando incessantemente, é impressionante como ele só aparece quando nunca se espera. É um acidente, vai te pegando aos poucos, te envolve e, de repente você está no meio do turbilhão. E quando acaba é praticamente certo que ninguém se salve dele, mesmo. É o momento de recolher os cacos e contemplar o que sobrou. Até encontrá-lo de novo, como que batendo de frente.

10. “Memória Multicolor” – Pipodélica: Outra música de fim de relacionamento. O momento é de se convencer sobre o que aconteceu, sobre o passado que não volta mais, entender e “pensar que é hora de pagar por isso, aceitar, que não foi como eu planejei”. Nem sempre o amor e os relacionamentos dão certo como a gente queria. Nesse momento, bastam apenas as memórias, portanto, “fale com sua amiga, diga pra ela lhe lembrar, só coisas lindas sobre o nosso amor”. Uma das músicas que melhor representa a melhor banda catarinense de todos os tempos – e uma das melhores da década no Brasil inteiro.

UPDATE
Eu tinha prometido entregar a lista no domingo, então acabei fazendo o post meio correndo. Agora, para completar, aqui está um link para baixar uma coletânea com as melhores baladas do rock nacional nos anos 2000. Para não ficar um arquivo só de dez músicas, dei uma turbinada na coletânea e adicionei mais dez músicas que eu tinha relacionado para escolher minhas preferidas. O único critério basicamente é não repetir bandas. Por exemplo, “Último Romance” do Los Hermanos é melhor do que muita coisa que entrou nessa segunda leva, mas como os cariocas já têm o primeiro posto…

Enfim, a lista de músicas do arquivo são as 10+ listadas acima acrescidas de (sem ordem de preferência):
“Réveillon” – Ecos Falsos
“Sentido anti-horário” – Vídeo Hits
“Você pode ir na janela” – Gram
“Gênio Incompreendido” – Violins
“O Tempo” – Cidadão Instigado
“Picture Perfect” – Maybees
“Aluga-se vende” – Móveis Coloniais de Acaju
“Eu te amo, porra!” – Polexia
“Long Plays” – Pública
“1932” – Pullovers

Também não coloquei ordem nas músicas da coleta. Cada um ajeita a sua ao seu bel prazer =)

Além destas, eu tinha relacionado mais algumas músicas na primeira triagem. Abaixo, aquelas que ficaram de fora das duas seleções.
“É só saudade” – Ludov
“Kriptonita” – Ludov
“Aos Garotos de Aluguel” – Poléxia
“Perdido e Meio” – Vídeo Hits
“Ela se foi” – Gianoukas Papoulas
“Último romance” – Los Hermanos
“O Vento” – Los Hermanos
“Dizem” – OAEOZ
“Te Encontra Logo” – Cidadão Instigado
“Não mande flores” – Mopho
“Para abrir os olhos” – Vanguart
“Ímpar perfeito” – Wonkavision
“1/2 amor” – Wonkavision