Das coisas legais da cena independente brasileira

Semana passada o Ecos Falsos se apresentou no Programa do Jô, tocando uma música inédita, “Spam do Amor”, a reboque de uma entrevista que o vocalista e guitarrista Gustavo Martins deu sobre sua pesquisa das rimas mais populares da música brasileira. Uma das bandas mais inventivas no que diz respeito a divulgação de seu trabalho, dá gosto ver o Ecos Falsos tendo espaço na grande mídia, independente de horário. Até por que “Spam do Amor” é uma das deliciosas baladas diferentes que a banda costuma compor.

O Ecos é uma das bandas mais inteligentes e inventiva dessa geração, procurando fazer música pop sem nunca seguir os padrões, sejam eles instrumentais ou “literários”. Com nova formação – Gustavo, Daniel Akashi (guitarra e voz), Davi Rodriguez (bateria) e os novos Rodrigo BB (guitarra e voz) e Vini X (baixo e voz) – eles soaram muito mais limpos e acessíveis ao vivo. E essa sempre foi uma coisa que me incomodou nos shows deles: apesar da energia excepcional, muita da sujeira que eles limaram em seu disco de estréia, o ótimo Descartável Longa Vida, estava presente nos shows. Estou curioso para ver uma apresentação cheia e conferir como as lindas “A Revolta da Musa”, “Reveillon” e “Bolero Matador” vão soar com a nova formação.

Esse espaço que o independente consegue, por menor que seja, sempre é válido. Foi num show no Jô que eu conheci, por exemplo, o trio gaúcho Pata de Elefante, melhor nome da “cena” instrumental que começa a se desenrolar pelo país. O som da banda não tem segredo: canções curtas de 3 a 4 minutos com um pé na virada dos anos 60 pros 70, fortemente influenciadas por Jimi Hendrix e Cream. E é música instrumental, mas super cantarolável. Saí do show deles na terça passada repetindo diversos riffs mentalmente.

Pata de Elefante que conta com a força da Agência Alavanca, produtora da amiga Katia Abreu que tem lançado iniciativas muito interessantes. Tocada por gente que conhece e tem posições muito bem formadas sobre o independente, a Alavanca lançou recentemente, em parceria com a Identidade Musical, o projeto Mapa Musical, que pretende ter um panorama dessa cena atual. A primeira pesquisa é com os jornalistas que cobrem a cena de alguma forma. Vale a pena parar um pouquinho e responder. O independente precisa de mais pessoas com boa visão e vontade de trabalhar – como a Alavanca e o Ecos Falsos – para crescer ainda mais.

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