Archive for agosto \30\UTC 2009

E o VMB vai para…

agosto 30, 2009

Sei que estou atrasado, mas eu estava de férias quando saíram os indicados para o VMB deste ano. Esse ano  parece que o prêmio da MTV está achando o caminho certo nessa era de internet, premiando o melhor blog e o melhor twitter, por exemplo – mesmo com indicação de dois twitters da “casa” e deixando de fora o genial Vitor Fasano e o velho e bom Finatti. E é muito bom olhar para a categoria de MPB e ver gente como Céu, Cérebro Eletrônico e Curumin entre os indicados – mesmo achando que os últimos dois tenham mais o pé no rock que na MPB. A MTV começa a reconhecer uma nova leva de artistas que estão renovando a música brasileira de uma forma que não se via desde, sei lá, o começo dos anos 90, com a geração do mangue beat e afins. Enfim, os meus votos neste ano são estes:

A entrega do VMB 2009 acontece no dia 1º de outubro, no Credicard Hall, em São Paulo, com show do Franz Ferdinand, uma das poucas bandas da geração 00 internacional que ainda vale a pena acompanhar.

2009, o melhor ano da música brasileira na década?

agosto 28, 2009

Estamos em setembro e já dá para imaginar um Top 5 do ano com os seguintes discos (sem ordem de preferência, por enquanto):

Cidadão Instigado – Uhuuu!

Céu – Vagarosa

Móveis Coloniais de Acaju – C_mpl_te

Pullovers – Tudo que eu sempre sonhei

Rômulo Fróes – No chão, sem o chão

Todos estes discos tem ótimas chances de figurarem nos Top 10 da década que logo logo vão começar a circular por ai. E, considerando que o ano não acabou, ainda tem coisa boa pra vir por aí. Agora para, pensa e responde a pergunta do título.

Aimee Mann em Buenos Aires

agosto 24, 2009

Dois vídeos por enquanto. A Ligelena (companhia de dois dias maravilhosos em BsAs) fez um relato pro Scream & Yell que você pode ler aqui. Depois eu conto mais.

Onde está o Jack Black?

agosto 19, 2009

Ou seria o Frank Jorge?

(Escola de música em Palermo, Buenos Aires)

Hasta luego

agosto 10, 2009

As férias merecidas chegaram. Até o dia 23, eu e um amigo vamos passar por Buenos Aires, Santiago e pelo deserto do Atacama. Até lá é provável que eu não poste nada, mas quem sabe eu apareço por aqui pra contar como foi o show da Aimee Mann, que eu vejo no dia 13 em BsAs. De qualquer forma, eu já volto.

Mas, antes de ir, uma última constatação: ouvi o disco do Cidadão Instigado e está muito, muito bom. Mais pop e mais brega do que nunca. Além da já liberada “Escolher Pra quê”, “Contando Estrelas”, “Homem Velho”, “Nada” e “Dói” saltam aos ouvidos como músicas geniais. Candidatíssimo a melhor disco do ano.

Entrevista – Fernanda Takai

agosto 10, 2009

Quando lançou em 2007 o disco Onde Brilhem os Olhos Seus, Fernanda Takai colocava no mercado seu primeiro disco solo, com uma assinatura própria na sonoridade, mas ainda com um repertório preso em um artista só – Nara Leão, no caso. Assim, não é exagero dizer que Luz Negra, o registro ao vivo da turnê do álbum tem um gosto especial. O disco traz as principais músicas do disco e vários covers (e uma música própria) que Fernanda adicionou ao espetáculo a partir de seu gosto pessoal. “Agora as pessoas enxergam muito mais qual é o meu DNA musical.”

Luz Negra é a celebração de um momento especial da carreira de Fernanda. Mesmo após mais de 15 anos à frente do Pato Fu, ela conta que nunca teve tanto reconhecimento antes. “É curioso, mas parece que quando você é vocalista em uma banda você não é uma cantora. Ao sair em carreira solo você fica disponível para outros convites, e se descola da visão de que só canta coisas autorais”, reflete. Assim, ela acabou participando de shows especiais como o dos 50 anos da Bossa Nova, e o CD alcançou públicos que antes não a conheciam tanto.

A mudança de comportamento na carreira solo vai além. Fernanda ressalta a maior liberdade que teve ao definir os rumos do projeto. “Numa banda você tem que sempre obedecer à democracia, ouvir a opinião de todo mundo – e respeita-la.” Esse lado mais solto da cantora se refletiu na presença de palco, pois nos shows solos Fernanda acaba interagindo muito com o público e assumindo uma posição de crooner. “Esses shows foram um bom desafio, tenho que ter um exercício de concentração muito maior para subir ao palco e desempenhar meu papel. Cantar pop-rock é bem mais fácil”, analisa.

Além do CD, Luz Negra também sai em DVD. O repertório das duas mídias, no entanto, é diferente. Enquanto o registro visual traz todas as músicas de “Onde Brilhem os Olhos Seus” mais as adicionadas durante o processo do show, o CD traz apenas sete músicas do disco de estúdio. “Para um disco ao vivo funcionar ele tem que trazer algo que o de estúdio não tem. Por isso fiz questão de colocar todos os bônus do show e manter a espinha dorsal de Onde Brilhem”.

Entre os covers incluídos nos shows se destacam “Ordinary World”, do Duran Duran – uma das bandas favoritas de Fernanda -, a linda “There Must Be An Angel”, do Eurythmics e a homenagem a Michael Jackson com “Ben” – vale lembrar que o disco foi gravado um mês antes da morte do cantor e a música estava no repertório do show desde o começo da turnê. O disco traz também uma única música de autoria de Fernanda em parceria com o marido e guitarrista John. “5 discos” é inédita na voz de sua compositora, mas já havia sido registrada antes por Pedro Mariano.

Mesmo com todo o sucesso alcançado com o projeto, Fernanda não tem planos de continuar com a carreira solo. As únicas certezas no momento são que ela terminará a turnê, o que deve acontecer perto do carnaval de 2010. Em setembro mesmo ela e os outros músicos do Pato Fu já começam a se reunir para iniciar o processo de gravação do disco novo da banda, que deve sair no primeiro semestre do próximo ano.

Uma música para dormir bem

agosto 5, 2009

“Meu Vidrinho de Fluidos Oníricos”, do Supercordas, no show de 20 anos do Midsummer Madness.

Pequena fábrica de bootlegs

agosto 4, 2009

“An Evening With Greg Dulli and Mark Lanegan” foi um dos shows do ano. E, graças ao sebastiaoestiva, eu consegui pegar quase todas as músicas, baixar o MP3 e fazer este arquivinho aqui do áudio do show. Não é aquelas maravilhas, porque é tudo gravado em uma câmera no meio da platéia, mas dá pra ouvir bem e principalmente sacar a reação do público. De quebra, dá uma olhada na resenha que eu fiz pro iG Música do show.

(Post especial pro Palugan, pra quem eu tinha prometido esse arquivo há um bom tempo. Na foto, Greg Dulli. Crédito para o Juliano Rocha, do Flickr noideas)

"Em nossa mente imaginamos estribilhos"

agosto 3, 2009

Todo mundo sabe que a melhor e mais importante banda do rock gaúcho é a Graforréia Xilarmônica. Fundada na metade dos anos 80, ela foi responsável por moldar o que hoje é conhecido como este gênero. Sem a Graforréia não existiriam a Bidê ou Balde ou a Video Hits, principais bandas em termos de criatividade vindas do extremo sul do país nesta década que finda. O cinismo e senso melódico da Graforréia e forma de tratar isso, como num caos sonoro, influenciaram toda uma geração. Sem contar que eles foram uma das primeiras bandas a reverenciar e cultuar a Jovem Guarda, quando isso ainda não era moda. Roberto e Erasmo sempre foram parte fundamental da equação sonora da banda.

O documentário “Erga-te, Graforréia Xilarmônica”, dirigido por Felipe Ferreira, se propõe a contar essa história. Com imagens raras de shows antigos, aparições na TV e entrevistas com Frank Jorge (baixo), Carlos Pianta (guitarra), Alexandre Birck (bateria) e Marcelo Birck (guitarra), é um documento fundamental para entender a dinâmica particular da banda. Estão lá a história da formação da banda, da escolha do nome, a saída de Marcelo e principalmente uma análise pelos membros da influência da banda e por que a Graforréia continua sendo única e inimitável. Obrigatório para quem gosta de rock nacional.

A Graforréia acabou “oficialmente” em 2001, num show no festival Upload, em São Paulo, descrito por todos que estiveram presentes como histórico. Desde então, a banda se reúne esporadicamente para shows. Em 2007 lançaram o disco “Ao Vivo” pelo selo Senhor F, com duas músicas inéditas, uma delas “40 anos”, de onde saiu o verso que dá título ao post. Além de tudo isso, a Graforréia é responsável pelo clássico-mor do rock gaúcho, “Amigo Punk”, que tem a história de sua composição contada no documentário.

A primeira parte do documentário está lá em cima. Aqui a 2, 3, 4, 5, 6 e 7. Ótima dica do Matias.

Amigo Punk – Graforréia Xilarmônica