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Festival Calango 2009 – atualizado

outubro 31, 2009

Desde ontem de manhã estou em Cuiabá para cobrir o Festival Calango 2009, que você pode conferir a programação aqui. Na segunda entra um textão completo do assunto, mas, enquanto isso, algumas considerações pertinentes sobre a primeira noite de shows:

– Cuiabá continua um calor dos infernos.

– A estrutura continua muito boa.

– Ganhei meus primeiros Cubo Cards. Funciona.

– A bala de Bacon que o Zimmer, do Cassim & Barbária me deu, é gostosa.

– As bandas locais melhoraram do ano passado pra cá. Continuam basicamente fazendo música pesada, mas agora não é mais só barulho, há um sentido em toda distorção.

Caldo de Piaba, do Acre, foi a grata surpresa da noite. O Zé Flavio e o Alex Antunes já tinham falado dos guris e eles não decepcionaram: música instrumental inteligente, com elementos regionais, um ótimo baixista e uma cover inspirada de “I Want You (She’s So Heavy)”, dos Beatles.

Walverdes e Wander Wildner provaram por que o rock gaúcho é um gênero tão importante no país. Os primeiros fizeram noise como ninguém no festival. E Wander desfilou, um a um, boa parte de seus “clássicos” do independente, além de incluir “Amigo Punk” da Graforréia no meio. Jogo ganho.

As considerações da segunda noite de shows:

– O som estava mal equalizado para todas as bandas.

Jonas Sá surpreendeu e fez um show bem diferente de seu primeiro disco, largando o pop fácil e arriscando harmonias e ritmos. Fora que ele é um ótimo showman.

– O Do Amor (Bubu e Benjão nas guitarras, Marcelo Callado na bateria e Ricardo Dias Gomes no baixo), que era a banda de apoio de Jonas, fez um show surpresa de 20 minutos. Mesmo com som ruim, sempre bom ouvir “Dar Uma Banda”, “Perdizes” e “Morena Russa”. Uma das melhores bandas do Brasil, fácil, fácil.

Black Drawing Chalks provou por que lançou um dos melhores discos do ano, o esporrento Life is a Big Holiday for Us. Show em alta rotação, som no talo, energia do público, “My Favourite Way” e “I’m a Beast, I’m a Gun” na sequência. Quase o melhor show do festival…

– E só não foi por que o Holger subiu ao palco e fez uma zona tão grande, com uma entrega total e irrestrita, indo pro meio da plateia cantar e tocar guitarra, que até mesmo o show irrepreensível do BDC ficou menor. As músicas indies ao extremo dos paulistanos crescem muito ao vivo, com a performance intensa deles. Um show para se rever em um local menor.

– E há um só consenso entre todo mundo no festival: a sala de imprensa, com seu ar-condicionado, é o melhor lugar do Festival.

Programação do 15º Goiânia Noise

outubro 28, 2009

O Goiânia Noise chega a sua 15ª edição com o status de mais importante festival independente do Brasil. Este ano o festival acontece entre os dias 23 e 29 de novembro e expande suas atividades: o que antes eram apenas três dias de música em um só local agora passam a ser cinco dias de shows por toda capital goiana, sessões de cinema e exposição de arte. Os shows em destaque neste ano são os americanos do Supersuckers e o Dirty Projectors, além das reuniões de Móveis Coloniais de Acaju com o tromponista Bocato, MQN com Walverdes e Black Drawing Chalks com Chuck Hippolito (ex-Forgotten Boys).

A mostra 15 Anos, 15 Visões traz obras de 15 artistas gráficos importantes do cenário independente brasileiro apresentando obras especiais que retratam o festival. O cinema ganha espaço com uma mostra de documentários sobre música e shows de bandas independentes.

Confira abaixo a programação musical completa do festival.

25 / NOV (QUARTA-FEIRA)
Local: Teatro Madre Esperança Garrido (Colégio Santo Agostinho)

22h00 – Hermeto Pascoal e Grupo (SP)
21h15 – Vida Seca (GO) – foyer do teatro
20h30 – Juraildez da Cruz (GO)
Entrada Franca, com retirada 2h antes no local

Local: Fiction Club
01h00 – Vamoz (PE)
00h15 – The Soundscapes (SP/USA)
23h30 – Motherfish (GO)
DJ Sets:
01h40 – MzK (SP)
00h20 – Paul Jones – Rough Trade (UK)
23h00 – Miranda (SP)
Ingresso antecipado até 20/11 – R$ 10,00 nos pontos de venda

Local: Capim Pub
00h00 – Os Cabeloduro (DF)
23h15 – Leptospirose (SP)
22h30 – Ressonância Mórfica (GO)
21h45 – HC 137 (GO)
21h00 – Señores (GO)
Ingresso antecipado até 20/11 – R$ 10,00 nos pontos de venda

26 / NOV (QUINTA-FEIRA)
Local: Teatro do Centro Cultural Goiânia Ouro

22h00 – Siba (PE) + Roberto Corrêa (DF)
21h00 – Cega Machado (GO)
Entrada Franca, com retirada 2h antes no local

Local: Bolshoi Pub
01h00 – Ricardo Koctus (MG)
00h15 – Detetives (SP)
23h30 – Johnny Suxxx and Fucking Boys (GO)
Ingresso antecipado até 20/11 – R$ 10,00 nos pontos de venda

Local: Metrópolis
01h00 – The Name (SP)
00h15 – Sapatos Bicolores (DF)
23h00 – Bang Bang Babies (GO)
Ingresso antecipado até 20/11 – R$ 10,00 nos pontos de venda

Dia 27 / NOV (SEXTA-FEIRA)
Local: Centro Cultural Martim Cererê

Palco Pyguá

01h10 – Supersuckers (USA)
00h00 – MQN (GO) + Walverdes (RS)
23h00 – Guizo (Chile)
22h00 – Punch (GO)
21h00 – Volver (PE)
20h00 – Seletiva Petrobras nas Ondas do Rock
19h00 – Sattva (GO)
Palco Yguá

00h30 – Móveis Coloniais de Acaju (DF) + Bocato (SP)
23h30 – Think About Life (CAN)
22h30 – Devotos (PE)
21h30 – Vivendo do Ócio (BA)
20h30 – Rinoceronte (RS)
19h30 – O Melda (MG)
18h30 – Hellbenders (GO)
Ingresso antecipado até 20/11 – R$ 20,00 nos pontos de venda

Dia 28/NOV (SÁBADO)
Local: Centro Cultural Martim Cererê

Palco Pyguá

01h10 – Dirty Projectors (USA)
00h00 – Black Drawing Chalks (GO) + Chuck Hipholito (SP)
23h00 – Mama Rosin (Suíça)
22h00 – Porcas Borboletas (MG) + Paulo Patife (SP)
21h00 – Los Lótus (ARG)
20h00 – Mugo (GO)
19h00 – The Backbiters (GO)
Palco Yguá

00h30 – As Mercenárias (SP)
23h30 – Mechanics (GO)
22h30 – Confronto
21h30 – GrimSkunk (Canadá)
20h30 – Cassin & Barbaria (SC)
19h30 – Mini Box Lunar (AP)
18h30 – Evening (GO)
Ingresso antecipado até 20/11 – R$ 20,00 nos pontos de venda

Dia 29/NOV (DOMINGO)
Local: Centro Cultural Martim Cererê

Palco Pyguá

00h10 – Diego de Moraes e o Sindicato (GO) + Astronauta Pingüim (RS)
23h00 – Violins (GO)
22h00 – Domá da Conceição (GO)
21h00 – Barfly (GO)
20h00 – Naquele Tempo (GO)
19h00 – Torre de Jamel (GO)
18h00 – Seletiva Brasil Central Music
Palco Yguá

23h30 – Terrorista da Palavra (GO) + Jorge Mautner (SP)
22h30 – Umbando (GO)
21h30 – Grace Carvalho (GO)
20h30 – Gloom (GO)
19h30 – Cine Capri (GO)
18h30 – Hot and Hard Co. (GO)
17h30 – Seletiva Brasil Central Music
Entrada Franca

Goiânia Noise Festival – Palco Hip Hop
Local: Centro Comunitário do Goiânia Viva

21h00 – Face a Face (GO)
20h30 – Ivo Mamona (GO)
20h00 – Soldados Urbanos (GO)
19h30 – Reverso da Moeda (GO)
19h00 – Linha Dura (MT)
18h30 – U Plano (GO)
18h00 – Eko (GO)
Ingresso R$ 5,00 – vendas no local

Entrevista – Hotel Avenida

outubro 26, 2009

hotel avenida

O Hotel Avenida, uma das promissoras bandas da efervescente cena de Curitiba, acaba de lançar um EP ao vivo, gravado no projeto Acústico Mundo Livre FM, que você pode baixar aqui. O disco tem seis faixas, sendo quatro de composição própria (destaque para “Só o amor pode partir seus joelhos”) e duas covers, “Nuvem de Lágrimas” (sim, aquela mesma) e “Meu abismo, meu abrigo”, de Lobão.

Formada basicamente da união de Ivan Santos (ex-OAEOZ) e o vocalista Giancarlo Rufatto, a banda tem como objetivo fazer “canções à moda antiga sobre a vida”, segundo Gian. A entrevista abaixo foi feita no começo de agosto, para uma matéria que acabou tomando outros rumos. Eis a íntegra.

P.S.: Vale muito a pena baixar também o EP ao vivo no Rock de Inverno, que contém a grande música da banda, a pungente “Eu não sou um bom lugar”. Aproveita e relê a minha cobertura do Rock de Inverno deste ano.

hotelpb

A banda tem poucos meses mas vocês já conseguiram bom destaque em blogs nacionais e tocaram para um bom público no festival da Oi. Tinham essa expectativa de que as coisas acontecessem tão rápido?

Ivan: Sinceramente não. Até porque é um meio muito competitivo. Tem muita banda por aí e as vezes é difícil se destacar. Muitas bandas levam anos pra conseguir o espaço que a gente conquistou em pouco mais de seis meses, com apenas cinco shows e um single lançado. O convite para o Expressões Oi, principalmente, foi uma grata surpresa, pois não imaginava que a gente fosse escolhido com tanta banda boa e com mais nome que a gente que se inscreveu. E poder tocar ao ar livre, no domingo a tarde, com equipamento e som de primeira, pra um público diferente, que não frequenta bares e shows noturnos, foi uma grande satisfação.

Por outro lado, apesar da banda em si ser nova, todos nós já temos uma boa experiência com trabalhos anteriores. Já sabemos um pouco mais do “caminho das pedras”. E hoje temos autonomia total pra gravar e os contatos pra divulgar o trabalho, o que facilita as coisas. Essa experiência anterior, acredito, foi decisiva para que a gente conseguisse esse destaque em tão pouco tempo.

Gian: Não é que as coisas aconteceram “rápido”, elas estavam acontecendo em um outro estado, digamos menos sólido, antes mesmo da banda existir. O Ivan sempre ficava batendo na tecla que eu deveria ter uma banda pra me apresentar, mostrar as canções dos meus discos como elas eram gravadas e quando o OAEOZ parou no ano passado, começamos a gravar juntos o que gerou o EP “Ivan Santos & Giancarlo Rufatto”. Foi ali que a banda começou – inclusive cogitamos chamar o EP de Hotel Avenida, mas como gravamos tudo em casa, ficou com nossos nomes. Foi a partir do lançamento no final de 2008 que começamos a mexer os pauzinhos pra tocar ao vivo e nesse processo, muitas pessoas ajudaram na sedimentação da banda. Dos integrantes (eu, Ivan, Carlão Zubek, Igor Ribeiro, Eduardo Patrício, Allan Yokohama e Rubens K) aos blogs que nos deram espaço desde antes do primeiro show como o In New Music We Trust e o Subtropicalia. E quando a gente gravou o primeiro single da banda, não existia outro caminho pra gente que não o de pedir ajuda a todos os blogs de amigos para o lançamento.

Então, calhou de a banda ganhar as paginas de todos os jornais do estado, ser selecionada para o Expressões Oi (duas vezes – já que meu trabalho solo também havia sido) e tocar no Rock de Inverno para passarmos a existir fora do bolha indie de Curitiba o que definitivamente é bem legal, o virtual é legal, mas eu recomendo a realidade.

Expliquem um pouco as referências sonoras. Tava pensando outro dia e cheguei a classificar o som de vocês como um “folk-rock com sentimento”. Faz sentido?

Ivan: É por aí. A gente brinca dizendo que a Hotel Avenida é uma banda de canções à moda antiga, no sentido de que a gente não está preocupado em inovar nem em reinventar a roda, mas sim em fazer boas canções, com as quais as pessoas possam se identificar e gostar. O folk sem dúvida é uma referência básica, assim como o soul e o rhythm and blues. Cada integrante acaba contribuindo com um background diferente. Eu citaria ainda coisas como o trabalho solo do Mark Lanegan, Grant Lee Philips, Cowboy Junkies, Gutter Twins, Mercury Rev e Spiritualized, Black Crowes, enfim, muita coisa.

Gian: Eu nunca pensei em folk-rock porque vejo as canções apenas como música pop. Eu gosto de pensar que a Hotel Avenida tem de ser “uma banda de canções a moda a antiga” com partes cantáveis em coro, melodias para dançar, letras para ler e pensar. Tem tudo isso nos discos de artistas que eu gosto, no Bruce Springsteen por ex. Até me incomoda que a associação com música melancólica seja a primeira impressão passa. A questão é que cantamos sobre a vida e a vida na maior parte do tempo é feita de “quases” e de coisas que não conseguimos.

“Eu não sou um bom lugar” é uma música bem intensa, que cresce durante a audição. Como ela foi composta?

Gian: A música é uma tentativa de fazer soul (na hora de mixar inclusive mandei Otis Redding para o pessoal ouvir) e fala sobre ações equivocadas que o ser humano faz ao longo da vida. Tive de explicar pra minha mãe que na parte em que eu cito “Jesus, Maria e sua gangue” não era um sentimento propriamente meu e sim uma ironia para com o exagero evangélico. Eu gosto de colocar religião nas letras e quase sempre no contraponto do lado egocêntrico do cara que vai morrer porque a mulher não o quis.

Vocês dois tinham outros projetos anteriores ao Hotel. Como ficam eles agora com a banda?

Ivan: No caso do OAEOZ, minha banda anterior, a gente parou mesmo. Depois de onze anos, vários discos lançados, cheguei a conclusão de que era hora de virar a página, pois acho que já tínhamos feito tudo o que poderíamos fazer, e não havia mais sentido em insistir em algo apenas por obrigação. Ao mesmo tempo, em 2008 eu e o Gian começamos a compor e gravar juntos, e a partir do EP que lançamos no final do ano, resolvemos montar uma banda para tocar essas canções ao vivo, o que acabou gerando a Hotel Avenida. E até por questão de disponibilidade de tempo, percebi que não haveria como levar a frente duas bandas simultaneamente. Então a minha ideia, pelo menos no momento, é me dedicar exclusivamente à nova banda.

Gian: Eu continuo gravando coisas em casa e sigo com meu trabalho solo, mas dei uma diminuída na velocidade em que eu lançava discos em 2008. Pouco antes do lançamento do primeiro single do Hotel eu lancei o Machismo EP e muita gente que veio à procura de mais material da banda acaba baixando meus trabalhos solos que são base dos shows da banda enquanto não lançamos as musicas novas que já tocamos nos shows. Fora o fato de que todo mundo tem seu projeto, sua banda própria e seguem lançando coisas. O Carlão acabou de lançar um disco novo do folhetim Urbano. O Eduardo é produtor e também tem discos solos, o Igor tem a Orquestra Mecânica. Acho que é por isso que a banda se chama Hotel.

Tem planos de gravar um CD? Pra quando? Ter um CD ainda é fundamental numa época onde o MySpace é tão forte?

Ivan: A princípio não temos uma preocupação imediata de gravar um “CD cheio”. A nossa ideia é ir gravando canções a medida que a gente ache que vale a pena e lançando através de singles e ou EPs. Até porque hoje em dia, as pessoas tem cada vez menos tempo e mais informação pra processar, e dificilmente ouvem um cd inteiro com dez, doze músicas, por melhor que seja. É mais fácil chamar a atenção das pessoas com um single ou um EP do que com um disco.

Mas em outubro nós vamos gravar uma participação no programa Acústico Mundo Livre, da rádio de mesmo nome daqui de Curitiba, que vai gerar um EP ao vivo no estúdio, com seis músicas, que deve ser lançado até o final do ano. E estamos estudando a possibilidade de lançar um bootleg com as gravações ao vivo do nosso show no Rock de Inverno 7.

Gian: De concreto existe a gravação do Acústico Mundo Livre Fm, em que registraremos 4 canções novas em formato ao vivo e lançaremos como EP. Isso deve acontecer em outubro e acho que seguiremos lançando singles e EPs virtuais. O CD pra mim virou item que você entrega a quem ainda não te conhece. Nos shows eu faço algumas cópias e entrego caso alguém venha perguntar informações sobre a banda. No geral é assim que funciona, o MySpace tem sido veículo forte de aproximação com o público, mas há sempre uma ou outra pessoa que é pega de surpresa e eu gosto muito quando isso acontece.

E shows fora de Curitiba, tem planos, algo marcado?

Ivan: Já temos alguns convites, inclusive pra tocar em São Paulo e no interior do Estado, e só estamos acertando agendas pra armar isso de fato.

Gian: Após o Expressões Oi e o Rock de inverno 7 rolaram convites para shows em São Paulo e no interior do estado. O plano agora é tocar onde for possível.

Ouça música do Them Crooked Vultures

outubro 26, 2009

cover

Esqueça o coxinha do Julian Casablancas, o nerd do Rivers Cuomo (apesar do single do disco novo ser ótimo) e o hippie do Devendra Banhardt: se há um disco ao qual você precisa prestar atenção neste final de ano é o do Them Crooked Vultures, a banda que une Josh Homme (Queens Of The Stone Age), John Paul Jones (Led Zeppelin) e Dave Grohl (Foo Fighters e Nirvana). Para começar, clica aqui e ouve “New Fang”, música que eles colocaram no Twitter. Para você ter uma idéia da expectativa que o álbum gera, basta dizer que o disco fundamental do Queens, Songs For The Deaf, tem Grohl na bateria – e isso é responsável por boa parte do peso do álbum. Junte a isso a presença do baixista de uma das maiores bandas de todos os tempos e imagine no que a combinação pode dar. O primeiro disco da banda será lançado no dia 17 de novembro.

Trailer de Abbey Road no The Beatles Rock Band

outubro 21, 2009

Um mês e meio após o lançamento do jogo The Beatles Rock Band começam a surgir as primeiras faixas extras. Desde ontem pode ser baixado o álbum Abbey Road completo, com direito ao famoso medley do lado B que vai de “You Never Give Me Your Money” a “The End” – e que são cruciais para tornar este o melhor lado b de discos da história da música. No vídeo acima dá pra ver o trailer das novas músicas, que recria em algumas cenas os quatro tocando no famoso estúdio que deu nome ao álbum. Os próximos álbuns a serem lançados completos para download são Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band, em novembro, e Rubber Soul, em dezembro.

Indie Rock Festival revive – e o Franz em 2010

outubro 20, 2009

Já começaram as vendas de ingressos para a edição carioca do Indie Rock Festival 2010. Depois dos boatos sobre a vinda do Cake, o festival acabou fechando o line-up com Super Furry Animals, Gogol Bordello,os argentinos do El Mato a Un Pilicia Motorizado e os brasileiros do Holger. O show no Rio acontece dia 13 de novembro, na Fundição Progresso, e os ingressos – com o preço justo de R$80 inteira – podem ser adquiridos no site da casa.

Em São Paulo ainda não está confirmada a data do festival. A primeira data que foi ventilada foi dia 16/11, uma segunda-feira, mas o Gogol Bordello colocou em seu site que a banda toca dia 10/11 na capital paulista. O show deve acontecer no Via Funchal e espera-se que tenha a mesma racionalidade do ingresso carioca.

Arrisco dizer que com uma escalação esperta – unindo uma promessa brasileira, uma boa e respeitada banda argentina, o divertidíssimo show do Gogol Bordello e os sensacionais Super Furry Animal – e com um preço honesto, o Indie Rock Festival pode, de última hora, tomar o posto de Terra e Maquinária de melhor festival do ano.

E hoje começa a venda de ingressos para os shows da turnê brasileira do Franz Ferdinand em março no Brasil, dia 18 em Porto Alegre, 19 no Rio, 21 em Brasília e 23 em São Paulo. Os ingressos vão de R$80 a R$250, dependendo do local – confere o serviço completo aqui. Não preciso nem dizer que já é forte candidato a melhor show de 2010.

Música nova do The Magic Numbers

outubro 18, 2009

Uma das bandas mais fofas (sem piadinha) do mundo, o The Magic Numbers acaba de oferecer uma música de graça para os fãs. Para baixar a inédita “Hurt So Good” basta entrar aqui e colocar seu e-mail para receber um link com a música, uma balada mais climática do que dançante, bem diferente dos dois primeiros discos da banda, mas ainda com a harmonia vocal característica.

O The Magic Numbers está finalizando o terceiro disco, que sai no primeiro semestre do próximo ano. Antes disso, eles fazem uma turnê por pequenos pubs do Reino Unido em novembro e dezembro para mostrar boa parte das novas canções em que estiveram trabalhando e, em breve, prometem novidades sobre o terceiro disco.

Dica da Babee.

Pitty e o Show da Xuxa

outubro 16, 2009

Esse aí é o vídeo do melhor momento do show de lançamento do último disco da Pitty, Chiaroscuro, que rolou ontem no Citibank Hall. Confere aqui a resenha que eu fiz pro iG Música.

Serviço de utilidade pública

outubro 13, 2009

do amor

Hoje à noite, às 22h, tem Do Amor no programa Ronca Ronca, apresentado pelo Maurício Valladares na Oi FM (você pode ouvir online aqui). A banda deu uma sumida esse ano, muito por causa da divulgação do disco novo de Caetano Veloso (o baterista Marcelo Callado e o baixista Ricardo Dias Gomes são da banda de Caê). No programa eles vão tocar versões acústicas de suas músicas e o produtor Chico Neves aparece pra mostrar um pouquinho do aguardado primeiro disco da banda, que estava prometido para 2009. Aqui tem uma matéria que eu fiz com eles no ano passado.

Atualização: já dá pra ouvir o programa aqui.

O lado indie da banda, com “Chalé”

E o lado axé, com “Meu Coração”

Foto de Liliane Callegari

Listas, listas…

outubro 10, 2009

yoshimi

Quem soltou sua listinha de melhores da década esta semana foi a revista britânica Uncut (confere aqui a lista). Concordo bem mais com ela do que com a do Pitchfork, mas ainda assim tá bem diferente da minha. O disco do Wilco que tá ali é o mais fraco deles na década, só devia ter um Dylan (e não é o melhor colocado) e, porra, Fleet Foxes em 10º lugar não dá. Bandinha superestimada por demais. Ah, mas esse disco do Flaming Lips da capa acima…

rs

Já a edição brasileira da Rolling Stone elegeu as 100 maiores músicas brasileiras de todos os tempos. Deu “Construção”, do Chico, em 1º lugar, para minha surpresa – apostava minhas fichas em “Carinhoso”, do Pixinguinha, que acabou ficando em 3º. “Carinhoso”, inclusive, que encabeçou a lista que eu mandei para a votação da revista. Fiz a seleção em menos de um dia, antes de viajar pra Argentina, então não deu pra analisar muito. Acabei sendo bem óbvio e, veja só, sete das minhas 20 músicas entraram no Top 10.  Dá uma olhada na lista final com o resultado da votação dos colaboradores e críticos, compara com a minha e me diz nos comentários: qual a melhor música brasileira de todos os tempos?

Rolling Stone
1 – “Construção”, Chico Buarque
2 – “Águas de Março”, Elis Regina e Tom Jobim
3 – “Carinhoso”, Pixinguinha
4 – “Asa Branca”, Luiz Gonzaga
5 – “Mas que nada”, Jorge Ben
6 – “Chega de Saudade”, João Gilberto
7 – “Panis Et Circenses”, Os Mutantes
8 – “Detalhes”, Roberto Carlos
9 – “Canto de Ossanha”, Baden Powell/Vinícius de Moraes
10 – “Alegria, Alegria”, Caetano Veloso

Meu Top 20
1 – “Carinhoso”, Pixinguinha
2 – “Chega de Saudade”, João Gilberto
3 – “O Mundo é Um Moinho”, Cartola
4 – “Construção”, Chico Buarque
5 – “Detalhes”, Roberto Carlos
6 – “Aquarela do Brasil”, Ary Barroso
7 – “Panis et Circenses”, Os Mutantes
8 – “Trem das Onze”, Demônios da Garoa
9 – “Romaria”, Elis Regina
10 – “Asa Branca”, Luiz Gonzaga
11 – “Disparada”, Jair Rodrigues
12 – “Alegria, Alegria”, Caetano Veloso
13 – “País Tropical”, Wilson Simonal/Jorge Ben
14 – “Garota de Ipanema”, Tom Jobim
15 – “Não quero dinheiro”, Tim Maia
16 – “Faroeste Caboclo”, Legião Urbana
17 – “Inútil”, Ultraje a Rigor
18 – “Você não soube me amar”, Blitz
19 – “Brasil Pandeiro”, Novos Baianos
20 – “Todo o amor que houver nessa vida”, Cazuza