Black Drawing Chalks e MQN promovem encontro de gerações do rock goiano no Sesc Pompeia

No primeiro semestre deste ano, pouco antes da realização do Bananada, Fabrício Nobre falava sobre sua felicidade de o festival ter como headliners em cada uma de suas três noites bandas da nova geração de Goiânia. Uma delas era o Black Drawing Chalks, um dos grandes nomes de destaque no cenário independente nacional em 2009. Na sexta-feira, 04 de dezembro, ao ver os shows do Black Drawing Chalks e do MQN, a banda de Nobre, um após o outro, dá para entender a sensação que o presidente da Abrafin e sócio da Monstro Discos tinha no início do ano: a cena goiana de rock tem se renovado muito bem.

O fato é que o Black Drawing Chalks é a banda que melhor faz rock pesado no Brasil hoje. Unindo riffs secos e espertos com doses cavalares de stoner rock, eles fazem o casamento perfeito de peso e melodia em um show enérgico e contagiante. Mesmo que o ritmo quebrado seja um atrativo para um balançar de quadris, a grande resposta que eles sempre têm do público são as rodas de pogo à frente do palco – a maior satisfação para uma banda dessas, sem dúvida. No show do Sesc não foi nada diferente.

Mesmo sem tocar “I’m a Beast, I’m a Gun”, uma das grandes músicas do disco Life Is a Big Holiday For Us, lançado em 2009, a banda não deixou a adrenalina baixar em nenhum segundo enquanto esteve em cima do palco. Com o público na mão, arriscaram uma música nova, mas não dá para deixar de destacar a execução de “My Favorite Way”, que teve seus vocais cantados em uníssono pela platéia. As rápidas “My Radio” e “Don’t Take My Beer” também se destacaram em um show curto e repleto de vigor punk.

O vocalista e guitarrista Victor deixou o palco anunciando a próxima atração como a “banda que ensinou o Black Drawing a fazer rock”. Não há exagero na afirmação. O MQN é quase uma instituição do rock goiano, com seus mais de dez anos de estrada. Mesmo se desculpando por não terem ensaiado tanto para a apresentação, Fabrício Nobre e sua turma fizeram o show competente e lotado de testosterona habitual, com direito a banho de chope no vocalista e cover da banda gaúcha Walverdes com “Seja Mais Certo”.

Completando a escalação da noite, o quarteto recifense Amp fez a abertura dos shows, com riffs rápidos e uma pegada mais próxima ao hardcore, contraponto perfeito ao som mais denso do MQN.  Ao final da maratona de mais de duas horas de guitarras no último volume, uma certeza pairava no ar: o bastão do “rock pesado” brasileiro foi passado para boas mãos.

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Uma resposta to “Black Drawing Chalks e MQN promovem encontro de gerações do rock goiano no Sesc Pompeia”

  1. brigatti Says:

    são dois shows inesquecíveis, tanto mqn quanto black drawing chalks. no noise, vi mqn + walverdes e foi uma das coisas mais lindas e ensurdecedoras da minha vida. rock de macho (e essa não é uma afirmação homofóbica, hehe).

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