Autoramas lança disco desplugado com show em São Paulo

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No começo de 2009, o Autoramas resolveu fazer uma retrospectiva acústica da carreira, um formato completamente novo na banda. Mesmo sem a distorção da guitarra, a proposta era não fazer um show sentado e contemplativo. Para o êxito da empreitada, mais do que apenas tocar em pé foi fundamental escolher um repertório dançante, porém suave, apostando na pegada surf music da bateria de Bacalhau e no baixo preciso e completo de Flavia Coury. Tudo isso desembocou no disco MTV Apresenta Autoramas Desplugado, que o trio carioca lança neste sábado, 19 de dezembro, em São Paulo, com show na Clash.

O disco é digno de uma banda que atravessa gerações do independente nacional sem nunca soar antiquada. A lista de músicas contempla momentos diversos da carreira da banda e do guitarrista e vocalista Gabriel, como as regravações de “Galera do Fundão”, do Little Quail, e “I Saw You Saying”, parceria do guitarrista com Rodolfo, ex-Raimundos. As participações especiais abundam no álbum, com destaque para a pungência que Frejat injeta em “Sonhador” e a versão irresistivelmente dançante de “Música de Amor”, com Érika Martins. As músicas novas se encaixam sem destoar da atmosfera geral – “Gente Boa”, que abre o álbum, não poderia ser mais Autoramas.

Gabriel Thomaz conversou com o blog por e-mail sobre o projeto e você confere o resultado da pequena entrevista abaixo. O show na Clash, que fica na rua Barra Funda 969, começa às 21h e custa $30 ($20 se você entrar aqui e colocar seu nome na lista). Você pode baixar o disco gratuitamente no Álbum Virtual da Trama.

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Como está a recepção do disco desplugado e os shows de divulgação?

Cara, muito melhor do que qualquer outro disco que lançamos, parece que dessa vez as pessoas foram ouvir o disco com mais rapidez, sei lá… Os discos anteriores do Autoramas  a galera sempre demorou mais pra escutar e, consequentemente, comentar. Quanto aos shows, também têm sido muito melhores que qualquer expectativa nossa…Até agora tem sido bem engraçado ver aquela galera desavisada achando que o Desplugado do Autoramas seria aquela coisa padrão sentadinha e etc, e ver que na real é o maior rock’n’roll e vir falar q Desplugado é só na teoria. O que realmente rola é que na prática fizemos um acústico com a cara e a personalidade do Autoramas.

Tem alguma surpresa ou o repertório se baseia no disco apenas?

Já incluímos algumas outras músicas além daquelas que entraram no DVD, mas pra quem já viu o show não é mais surpresa…

Você tá tocando “Galera do Fundão”, do Little Quail, no formato acústico. Ao mesmo tempo, a banda fez dois shows especiais esse ano. Qual a diferença de tocar a música com cada banda?

É  que o arranjo do Autoramas é mil vezes melhor. As duas versões são bem diferentes.

Outra regravação que chama atenção é de “Eu Vou Vivendo”, do Walverdes. Que outra música de bandas nacionais independentes você gostaria de regravar?

Um monte, cara…Tem muita coisa boa rolando por aí no rock Brasileiro, pena que tão pouca gente conheça…Nós tentamos ajudar a mudar isso, um dia o rock no Brasil vai viver também como segmento, não só quando é tendência. Desinformação não vai ser mais desculpa. Muitos clássicos ainda hão de vir sem ajuda do mal. No nosso último disco já tínhamos gravado outra do Mini, uma do Nonato Dente de Ouro, gênio semi-desconhecido lá de Brasília, e outras duas em parceria com o Renato Martins, do Canastra, ex-Acabou La Tequila, a banda mais imitada nos anos 00, mas que até hoje pouca gente conhece. Pelo menos a situação dele tá mudando, já tem música dele em propaganda de fim de ano bombando na TV, na voz da Nina Becker e coisa e tal.

Só tem uma música do Stress, Depressão e Síndrome do Pânico (1º disco da banda). Algum motivo especial, foi difícil transpor as músicas para o formato?

Nossa intenção nunca foi transpor nossas músicas para outro formato. Além das coisas que nunca tínhamos gravado, só entraram músicas que seriam resolvidas naturalmente pro formato Desplugado, mesmo alguns arranjos sendo modificados pra melhor. Esse Desplugado não é um apanhado geral da carreira. Se fosse, teriam entrado músicas fortes do Autoramas como “Você Sabe”, “Fale Mal de Mim”, “Mundo Moderno”, e não foi o caso. Nós não queríamos “estragar” essas músicas transformando-as de algum jeito e perdendo suas melhores características. O que quisemos fazer foi gravar as músicas que privilegiem letras e melodia, que muitas vezes não apareciam muito. Autoramas também é canção (risos). E ficamos muito satisfeitos com o resultado.

Vocês saem em turnê pela Europa em janeiro de novo. Algum lugar especial que queira tocar de novo? E tem algum em que vocês nunca fizeram show?

Cara, na Europa, gostaríamos muito de tocar na Itália, e não será dessa vez que vai rolar, infelizmente, não vai dar tempo. Tem um monte de gente de lá que escreve pra gente, mas não vai dar pra ir dessa vez. Dos lugares que já fomos, a Inglaterra é sempre especial, pelos motivos que quem já foi lá sabe. A Alemanha e a Espanha também moram no meu coração.

Com essa revalorização do vinil, vocês pretendem lançar o disco novo no formato?

Claro! Vinil, jamais te desvalorizei, sempre estive do teu lado e nunca te abandonei!

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17 Respostas to “Autoramas lança disco desplugado com show em São Paulo”

  1. amauri Says:

    essa banda autoramas foi tudo com que eu sonhei pra mim
    pensei que não existisse mais.
    foi amor a primeira vista.

  2. Joni Bigud Says:

    Menos Amauri , Menos…

  3. Jirk J. Lehto Says:

    Rockinho colonizado e boçal, é incrível como bandas alienadaças desse naipe – que precisam de uma baixista fisicamente atraente e com o cabelo espichado de alisamento, numa versão modernosa e pseudo-cool da organização cênica do que fazem popuzadas e funkeiros – consigam prosperar nesses tempos apocalípticos…

  4. Não dói... Says:

    Banda bemmmmmm normalzinha, mas não doi, não… Mas a Flavinha é gata, heim !!! Benza Deus !!! rs… Ao menos as pernas dela são bem melhores do q o topete do Lee Rocker… Eheheheheh… Mas Rockabilly por Rockabilly, sou mais o Stray Cats… MESMO !!!!

  5. Raphael Mendes Says:

    Rock horroroso…

  6. Alexia Says:

    Quanta amargura Jirk! O som é legal e há espaço para todo mundo, ouvi Desplugado e as músicas causam empolgação sem comprometer o relaxamento.

    E quem acha o Gabriel atraente esta precisando de óculos, ele é um bom músico.rs

  7. Jirk J. Lehto Says:

    Na música eu não procuro empolgação (isso se consegue comendo amendoim com pimenta e ingerindo certas substâncias mais ou menos lícitas ou simplesmente com uma boa injeção de adenalina na corrente sanguínea) nem relaxamento (isso se consegue com aulas de ioga ou num tanque de isolamento sensorial). Pra mim não serve… E tenho o direito de me expressar, pois sei o que quero. De qualquer forma, é muito curioso ver maluquetes com idade avançada usando os métodos cênicos das popozudas e dos funkeiros (mulher atraente de cabelo espichado etc) e fazendo pose. Haja paciência para os palhaços que a indústria do entretenimento insiste em fazer descer goela abaixo dos incautos…

  8. nóis Says:

    vixi, sem a Selma Autoramas não vira!

  9. João Baroni Says:

    Faltou a Ivete Sangalo

  10. amauri Says:

    jirk pagação

  11. Pebolin Says:

    Ah Jirk, vai catar coquinho seu nerd de óculos emendado de esparadrapo. Vai aprender o que é fazer música no Brasil e ter uma banda independente antes de falar merda.

  12. Plínio Devanier Says:

    Respeito,
    Essa é a palavra que mais faltou a todos, o Autoramas tem mais de 10 anos de estrada no underground isso já os faz uma manda solida, reconhecida e respeitada no meio.

    A Flávia é gata, sim mas independente de ser ela é uma grande baixista, e todos são ótimos musicos, tem uma ótima presença de palco e tem o respeito da cena indie.

    Fui em um show na minha cidade, eles tocaram com o Dead Fish, todos curtiram ambos os shows, então galera respeito.

    Abraços,
    Plínio Devanier

    • Dum De Lucca Says:

      Grande baixista!!! Jaco Pastorius está se debatendo na tumba e Jack Bruce tá bastante irritado com essa heresia. Vai ouvir rock Plínio e não pop, apenas

  13. Andre Says:

    Meu amigo Bacalhau é figura da melhor qualidade. Independente de se gostar ou não do som o que vemos aqui é um amontoado de preconceitos e demonstrações de ignorancia. Se nada tem de interessante pra falar porque comentar? E quem é que não gosta de ver uma mulher bonita? O rapazque faz questão de falar mal da Flavia tem todo o direito de ter suas preferencias. Autoramas merecem todo o meu respeito pela integridade ,sempre foram independentes ,sempre fizeram o que queriam. Alguns desses preconceituosos ai de cima fazem alguma coisa melhor?

  14. Maurício Says:

    Olha… Td bem… Respeito, ok… Como eu disse antes, acho o Autoramas uma banda bemmmmmm normalzinha, assim como era o Little Quail tbm… Não doi… Mas se alguém mensionar a palavra “indie” de novo, juro q a minha vontade de pegar um taco de baseball e sair fazendo “Home Runs” com a clavicula de clones do Loser Manos, não vai ficar só na vontade… MAS Q PUTA VIADAGEM ESSE PAPO DE INDIE !!! CREDO !!!!!!!!!!! Quando meia dúzia de imbecil cria uma palavra q vira modinha aja saco, viu !!! PORRA !!! 90% do que é chamado de “indie”, além de não ter nada de independente, têm integrantes q são filhos ou parentes de donos de gravadoras e ainda aparecem no Domingão do Faustão… Quem duvida pode conferir ai… ( http://www.youtube.com/watch?v=ouI1u36aN20 )

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