"É uma vez no ano, que aparece o suingue"

É por essas coisas que eu amo a música e um bom show. Você passa uma semana como uma pilha de nervos, estressado, sem saber direito o que fazer da vida, mudando de ideia e de humor a cada 5 minutos. E, do nada, em apenas uma noite, meia dúzia de acordes, uma bela melodia, duas ou três rimas baratas e fáceis você volta pra casa sorrindo como criancinha no Natal. Mais do que isso, você termina a semana sorrindo assim sem mais, só com a lembrança dos momentos da noite anterior. Agora, imagina se você viu dois shows estupendos em seguida?

Primeiro foi o Lafayette & Os Tremendões lançando o primeiro CD no Sesc Pompeia. A diversão é garantida quando você reúne um dos ícones da Jovem Guarda com vários músicos talentosos da nova geração tocando um repertório apenas de clássicos do quilate de “As Curvas da Estrada de Santos”, “Outra Vez”, “Splish Splash”, “O Portão” e “Quero Que Vá Tudo Pro Inferno”. Mas o que mais me chamou atenção foi a quantidade de “não-jovens” na plateia, reverenciando Lafayette, pedindo autógrafo e foto após o show. E, melhor do que isso, dançando como se vivéssemos os bailinhos dos anos 60 de novo. Braços pra cima, vozes saindo forte e um pouco embargadas pela emoção nos refrões que marcaram gerações.

Depois, o negócio foi correr pro CB que uma das bandas mais promissoras do ano, os cariocas do Do Amor, fazia o que prometia ser o melhor show do mês. Prestes a lançar seu primeiro disco, a banda lotou a festa Versão Brasileira e colocou todo mundo pra dançar sem vergonha lambada, axé, carimbó. Assiste ao vídeo acima e presta atenção a partir de 6’18” quando o guitarrista Benjão começa a tocar o solo de “Sultans of Swing” em ritmo de lambada. Festa pura. A noite terminou com Nervoso e Gabriel Thomaz subindo ao palco para tocar clássicos do Acabou La Tequila, lendária banda carioca da qual Nervoso fez parte, junto com o produtor Kassin.

Axé e muita alegria, que amanhã é dia de ver o primeiro show de Jorge Ben Jor. A festa continua.

Os vídeos em preto e branco são do Mac.

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Uma resposta to “"É uma vez no ano, que aparece o suingue"”

  1. Do Amor ao vivo « QUADRISÔNICO Says:

    […] que vi o vídeo acima no blog de Tiago Agostini – que por sua vez pegou emprestado de Mac – acho que vou acompanhar mais a banda […]

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