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Goiânia Noise confirma dez bandas

setembro 27, 2010

A 16ª edição do Goiânia Noise, um dos principais festivais independentes do Brasil, já tem data e local: rola entre os dias 17 e 21 de novembro no Centro Cultural Martim Cererê – mesmo fim de semana do Planeta Terra e (dizem por aí) dos possíveis shows do Paul no Morumbi. A organização também divulgou as primeiras 10 bandas confirmadas na escalação.

Além dos americanos do The Mummies, que já estavam anunciados, engrossam a boa programação o El Mató A Un Policia Motorizado (Arg), Krisiun (RS), Nina Becker (RJ), Musica Diablo (SP), Vespas Mandarinas (SP), Walverdes (RS), Black Drawing Chalks (GO), Do Amor (RJ) e Otto (PE). Os dois últimos fizeram shows sensacionais no No Ar Coquetel Molotov neste fim de semana – em breve a minha resenha entra no Scream & Yell.

Para anotar na agenda.

Leia com um sorriso no rosto

setembro 20, 2010

No último final de semana, o Pato Fu estreou o show do disco Música de Brinquedo em São Paulo com três shows lotados no teatro do Sesc Vila Mariana. Como era de se esperar, a quantidade de crianças na plateia era enorme, mesmo que a sensação fosse de que elas estavam por ali apenas acompanhando os pais fãs da banda. Esse fenômeno traz seus prós e contras: crianças são esses seres imprevisíveis e serelepes que ora não param quietos um minuto, ora tem uma sacada ingênua e sensacional – no final do show, quando Xande esmurrava um dos Joões Bobos de plástico que faz parte do cenário na introdução de “Sobre o Tempo”, uma menina que estava ao meu lado soltou em voz alta um “não vai estourar, não” para o amiguinho do lado, fazendo o teatro inteiro cair na risada.

O show serve para amplificar a alma lúdica do disco. É certo que algumas músicas mais sutis, como “Rock N’ Roll Lullaby”, perdem força ao vivo, mas é impressionante como o Pato Fu conseguiu fazer um show coeso e cheio de punch com instrumentos tão difíceis de microfonar. Salta aos olhos a perfeição da cozinha da banda, que sustenta o show inteiro perfeitamente – o baixista Ricardo Koctus, mesmo em um instrumento miniatura, não erra uma nota.

Mas a grande atração são os bonecos do Giramundo, que substituem as crianças no show. Foi uma jogada de mestre da banda: o que era o ponto de estranhamento no disco (a desafinação infantil) acaba virando brincadeira no palco. Encenando esquetes e fazendo gracinhas, os bonecos prendem a atenção e divertem até mais os adultos que as crianças. A tradicional simpatia dos Fus, com John explicando o funcionamento das traquitanas e seus ruídos, conquista ainda mais, e fazer a plateia participar das músicas em diversos momentos do setlist deixa o show intimista e pessoal.

O segredo para curtir Música de Brinquedo, como diz John, é não prestar atenção aos detalhes como um adulto e se divertir como uma criança. Este é um show para assistir com um imenso sorriso no rosto.