Archive for the ‘Me’ Category

A Day In The Life

julho 31, 2009

Pois então, meu povo, estreei essa semana um blog novo no iG, o A Day In The Life. O pessoal de música me convidou (brigadão, Ju e Marco) e eu topei esse novo desafio. A primeira ideia foi importar o Balada do Louco, mantendo o mesmo nome e tudo mais. Só que aqui tem muita coisa pessoal que eu coloquei durante todo esse tempo, e o blog novo vai ser focado só em música mesmo. Aí achei melhor começar tudo do zero, pra não confundir. De qualquer forma, o Balada não morre aqui. Vou manter ele como meu blog pessoal por enquanto, então volta e meia vai ter post novo pra eu liberar o estresse que volta e meia se instala por aqui. Foram quase quatro anos de blog (desde a época do blogspot) e eu sou muito grato por tudo que rolou por aqui. De qualquer forma, quem quiser continuar acompanhando meus textos é só se manter ligado no colunistas.ig.com.br/tiagoagostini. E, bem, a gente nunca sabe quando uma novidade pode surgir =)

Beijos, abraços, obrigado e um até logo.

“Paraíso, versão século 21: uma ejaculação precoce a cada minuto”

maio 14, 2009

Uma das funções enquanto editor de home do iG é destacar os blogs e colunistas do portal. Tem um monte de mala, alguns que só falam merda e também vários bons e excelentes. A função é, basicamente, extrair daquele texto sua essência e conseguir fazer um título/chamada atrativo e que passe informação ao mesmo tempo. Óbvio, isso fica mais fácil quando a pessoa escreve bem e tem idéias claras. Se for um bom frasista, então, a missão fica muito mais interessante. Por essas e outras gostaria de poder destacar o blog do Forastieri. Mesmo quando eu não concordo com ele – e isso acontece com muita frequência – é impossível não reconhecer que ele sabe argumentar. Um dos grandes jornalistas deste país.

P.S.: O título do meu post é extraído deste genial texto original do Forasta.

“Se tudo pode ser melhor, ainda dá tempo”

março 30, 2009

Então, tô meio sumido daqui porque ando meio cansado de um monte de coisa, precisando de uma mudada radical – ou de umas boas férias, hehehe. Então aproveito o tempo em casa pra fazer nada mesmo, ficar vendo DVD e bobagem na internet (e agora que eu ganhei quatro temporadas do Friends, então…).

Mas ó, não dá pra deixar de mencionar por aqui. Sexta-feira tem o lançamento oficial do novo CD do Móveis Coloniais de Acaju, C_mpl_te, no Centro Comunitário Athos Bulcão em Brasília, em show junto com o Macaco Bong, Black Drawing Chalks e Galinha Preta. O ingresso é um quilo de alimento não perecível. Tipo, evento imperdível para quem é de ou estará em Brasília. O disco novo já entra na briga pelo posto de melhor do ano na música nacional. C_mpl_te soa completamente diferente de Idem, o primeiro álbum, e mostra uma banda em franca e nítida evolução. Tá curioso? Cola no site do Móveis e ouve o disco, que está todo lá em vídeos do YouTube. A qualidade não é a do disco, que estará para download no Álbum Virtual da Trama em meados de abril, mas já dá pra ter uma boa noção do que vem por aí. A música lá de cima abre o disco e a aqui de baixa encerra.

Eu, o Bruno e o Cirilo estaremos lá. Quem sabe esses três dias longe da rotina de São Paulo não melhoram meu humor com a vida, ne?

“Bye, bye, bye Johnny”

março 19, 2009

“E o que dizem é que foi tudo por causa de um coração partido”

E não é verdade?

De brinde, uma das minhas favoritas da Legião.

“Eu rabisco o sol que a chuva apagou”

“Por que uma coisa é chorar…

março 4, 2009

… outra coisa é ser visto chorando.”

Uma das grandes pérolas que eu descobri no Baralhinho do Momento. Vale a pena ler cada carta, com seus momentos explicativos e tudo mais.

Olha a descrição da carta “Chora”, por exemplo:
A Carta CHORA é uma carta que faz parte do mundo seleto das Cartas Maravilhosas. Tristeza, desapego, felicidade, resignação, solidariedade ou vingança são interpretações possíveis para os momentos proporcionados pela carta CHORA. Mas, acima de todas as mensagens, a carta CHORA é permissão. Permissão para CHORAR.

Porque, chorar não necessariamente inclui água. Você pode chorar seco. Chorar duro. Apertado contra o peito, contra a mente. Você pode chorar fundo, sem demonstrar o choro.

Porque uma coisa é chorar, outra coisa é ser visto chorando.

E quando tudo que podia ser feito, não foi feito, chorar é permitido. Para o bom, ou para o mau.

E assim, isso não se aplica apenas a relações afetivas, que é a mais óbvia associação com o choro. Mas, tipo, hoje a noite eu fui no jogo Palmeiras e Colo Colo, pela Libertadores. O dia não foi lá dos mais produtivos e o jogo podia salvar ele. Ai agora eu aproveito e colo a conversa que eu tive com a Helena no Gtalk aqui, já que eu expliquei direitinho pra ela o que aconteceu:
Helena: mas vc não ia no jogo?

me: entao, fui
e fui cheio da felicidade
arredores do estadio cheios de palmeirenses
clima de festa
estadio lotado
torcida gritando
12:59 AM Helena: e?
me: e ai o time jogou mal pra caralho
e tomou 3 a 1
Helena: vish
me: saiu perdendo de 2 a 0
fez 2 a 1
e ai, obvio, eu me empolguei com a massa
1:00 AM eu acreditava, naquele momento, que dava pra virar
ai fudeu de novo
e deu 3 a 1

E quando tudo que podia ser feito, não foi feito, chorar é permitido. Para o bom, ou para o mau. Chora meu filho. Chora tudo, diria o Baralhinho do Momento. E quem sou eu pra discordar?

Uma frase / verso

março 3, 2009

“Tudo é uma questão de manter
A mente quieta
A espinha ereta
E o coração tranquilo”
(Walter Franco)

“Alguma coisa acontece no meu coração”

janeiro 17, 2009

Foi um tempinho sem atualização, mas os motivos são os mais nobres possíveis – as últimas semanas foram bem corridas na lojinha, com plantão, cobertura especial, BBB começando, e no meio eu ainda tive uma mudança para fazer, as coisas ainda estão tudo meio bagunçadas mas a gente dá um jeito com o tempo. Hoje e amanhã pretendo colocar um pouco de ordem nas idéias e começar a colocar tudo que eu pensei nos últimos tempos por aqui.

Este post, no entanto, deveria ter sido escrito na segunda-feira, dia 12, dia em que eu completei um ano morando em São Paulo. Primeiro eu tinha elaborado uma super retrospectiva completa e sentimental, mas o tempo acabou me engolindo e eu nunca sentei pra escrever. Em resumo, dá pra dizer que este meu primeiro ano de vida nova – formado, trabalhando, cidade nova – foi simplesmente maravilhoso. Conheci algumas das pessoas mais legais do mundo, fiz amigos muito especiais, fui a muitos lugares que eu queria ir, arrumei um trabalho maravilhoso com pessoas que se tornaram uma espécie de família para mim (eles nem sabem, mas foram o alicerce em boa parte das minhas tristezas nesse ano, e eu consegui superar cada adversidade tão bem e rápido porque eles estavam juntos), viajei a trabalho, cobri festivais, tive reconhecimento profissional que me surpreendeu… Enfim, muita coisa, um ano super feliz. Tenho a plena certeza de que é apenas um começo, que 2009 trará mais surpresas e alegrias. Alguma coisa me diz que estou no caminho certo =)

Obrigado a todo mundo que fez e faz parte dessa jornada. Eu não estou bêbado, mas considero todos pra caralho.

“Do you realize?”

dezembro 24, 2008

Do You Realize – that you have the most beautiful face
Do You Realize – we’re floating in space –
Do You Realize – that happiness makes you cry
Do You Realize – that everyone you know someday will die

And instead of saying all of your goodbyes – let them know
You realize that life goes fast
It’s hard to make the good things last
You realize the sun don’-go down
It’s just an illusion caused by the world spinning round

Do You Realize – Oh – Oh – Oh
Do You Realize – that everyone you know
Someday will die –

And instead of saying all of your goodbyes – let them know
You realize that life goes fast
It’s hard to make the good things last
You realize the sun don’-go down
It’s just an illusion caused by the world spinning round

Do You Realize – that you have the most beautiful face

Feliz Natal a todo mundo 🙂

“Nem assim consegui, chamar a tua atenção”

dezembro 8, 2008

Eu sempre fui fã de músicas que falam de amor ou suas adjacências (sic) de uma forma diferente do que o padrão choroso/meloso. Acho que muito vai do fato de eu ser uma negação para produzir versos ou frases sobre isso que não redundem em todos os clichês famosos, então quando eu vejo algo que é realmente original ou bem sacado eu fico “puta merda, como eu nunca pensei nisso?”. Pequenas frustrações de um romântico inveterado.

Talvez seja por isso que quando o Mac me mostrou o Tubaína do Demônio eu tenha gostado mais de “Nem” do que dos maiores “clássicos” da banda. Explique-se: Tubaína do Demônio é uma banda de São Paulo surgida em 92. Eles tocam rock engraçadinho antes mesmo dos Mamonas e têm uma fixação por cidades do interior do estado, principalmente Birigui. É um fenômeno (se é que podem ser chamados disso) extremamente regional. Mais informações aqui.

“Nem”, a música, tem seu lado engraçadinho, mas que acaba sendo sentimental e fofo. Vai jogando com contrastes para explicar tudo que é menor que o amor que o rapaz sente pela moça. E é nos refrões, onde um título do Bandeirante é citado,  que isso fica mais nítido. Dizer que a festa que uma cidade inteira faria se o clube que nunca ganha nada subisse para  1ª Divisão seria menor que a festa que o rapaz faria se a menina passasse a amá-lo é extremamente significativo (ok, aqui alguém vai vir me dizer que comparações com futebol são esdrúxulas, bizarras e não devem ser válidas, mas pô, só quem gosta de futebol entende o quão importante é o clube do coração ganhar alguma coisa – mas não, eu não sou desses pra quem futebol é tudo na vida, a pessoa amada vem SEMPRE antes, em qualquer circunstância). Abaixo a música e a sua letra.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Nem no céu nem no inferno
Encontrei um amor tão malvado e tão terno
Nem me olha nem me ignora
Você é a mulher que a minha mãe quer ter como nora

Nem bem longe nem encostado
Já nem sei se agüento, vou mudar pra outro lado
Nem Birigui nem Coroados
Lá no Nem vou viver nem que eu me sinta abandonado

Nem se o Bandeirante finalmente fosse campeão
E então subisse pra primeira divisão
Haveria uma festa tão grande quanto a que eu faria
Se conquistasse o seu coração

Nem feliz nem desesperado
Passo os dias à toa te seguindo pra todo lado
Nem no altar nem na minha cama
Só consigo te encontrar lá na Praça Dr. Gama

Nem de moto nem de opalão
Nem assim consegui chamar tua atenção
Nem quando empinei nem quando me esborrachei
Você nem olhou pra mim e uns pinos na perna eu ganhei

Nem se Birigui fosse eleita cidade do ano
E Araçatuba virasse um bairro suburbano
Haveria uma festa tão grande quanto a que eu faria
Se conquistasse seu coração

P.S.: Tem outra música que eu adoro e as pessoas costumam não gostar muito que é “Sentido Anti-Horário”, dos mestres da Video Hits. Quando Diego Medina canta no refrão Irmãos, perdoem este cantor / por amar com tanto ardor / uma moça do caralho / verão que a moça em questão / transformou meu coração / em festa de aniversário dá até um arrepio, de tanta sinceridade e simplicidade que a sentença traz consigo.

“Só me interrompe no final”

dezembro 1, 2008

Esses dias eu tava conversando com uma amiga sobre o quase um ano que eu estou em São Paulo. Desde então eu tenho pensado em todo este tempo, esboçado um mini-balanço mental. A primeira coisa que eu consigo pensar e lembrar é da quantidade de shows que eu vi, tanto nacionais como internacionais. Foi muita coisa, desde shows antológicos até grandes merdas. E nessas eu me peguei pensando: “eu vi todos os shows de bandas nacionais que eu queria ver” (menos o Mopho, que tocou uma única noite aqui lá no Berlin, perto de onde Judas perdeu as botas, e eu não quis ir sozinho, então não conta).

Bem, hoje o Marco fez essa minha teoria cair por terra. Dias 27 e 28 de dezembro, no Sesc Pompéia, tem show do Pato Fu. Tudo bem, eu já vi dois shows solos da Fernanda e também um pocket show deles na Fnac do Shopping Morumbi, mas não é a mesma coisa, nem de longe – e olha que o pocket foi maravilhoso. Na verdade, a cena mais marcante minha com o Pato Fu aconteceu totalmente por acaso. Eu estava em São Paulo apurando meu TCC, hospedado na casa de um amigo na Augusta. Era uma terça-feira e lá pelas 14h eu ia na redação da Rolling Stone. Enquanto matava tempo andando pela Paulista, eu resolvi entrar na Fnac Paulista pra dar uma olhada em alguns livros e CDs – como sempre. Naquela semana o Pato Fu estava lançando seu último disco, Daqui Pro Futuro, em São Paulo, e faria uma série de pockets, sendo que na quarta-feira eu tinha entrevista marcada com eles no Shopping Morumbi. Quando eu andava pela Fnac Paulista fui seguindo um determinado barulho e me deparei com o final do pocket do Pato Fu, que eu achava que só fosse acontecer algumas horas depois. Era o começo de “Sobre O Tempo” e a letra era levada apenas pelo público que lotava o café da livraria. Foi talvez o momento mais reconfortante da minha viagem.

Na verdade eu deveria ter assistido o primeiro dos shows da banda no Sesc Vila Mariana, estava com nome na lista e tudo, mas eu tinha coisas mais importantes a fazer em Florianópolis e acabei antecipando em um dia a viagem de volta. Digamos que eu apenas adiei meu encontro com eles. Dessa vez não passa. E eu que achei que já dava pra fechar minha lista de melhores shows do ano…


Esse foi o pocket que eu vi no Shopping Morumbi


Um pouco da emoção que eu senti ouvindo “Sobre O Tempo” cantada em coro


Uma das minhas músicas favoritas da banda

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Eu não sou de bancar o tiete, mas não tinha como deixar passar essa =)