Archive for the ‘show’ Category

Leia com um sorriso no rosto

setembro 20, 2010

No último final de semana, o Pato Fu estreou o show do disco Música de Brinquedo em São Paulo com três shows lotados no teatro do Sesc Vila Mariana. Como era de se esperar, a quantidade de crianças na plateia era enorme, mesmo que a sensação fosse de que elas estavam por ali apenas acompanhando os pais fãs da banda. Esse fenômeno traz seus prós e contras: crianças são esses seres imprevisíveis e serelepes que ora não param quietos um minuto, ora tem uma sacada ingênua e sensacional – no final do show, quando Xande esmurrava um dos Joões Bobos de plástico que faz parte do cenário na introdução de “Sobre o Tempo”, uma menina que estava ao meu lado soltou em voz alta um “não vai estourar, não” para o amiguinho do lado, fazendo o teatro inteiro cair na risada.

O show serve para amplificar a alma lúdica do disco. É certo que algumas músicas mais sutis, como “Rock N’ Roll Lullaby”, perdem força ao vivo, mas é impressionante como o Pato Fu conseguiu fazer um show coeso e cheio de punch com instrumentos tão difíceis de microfonar. Salta aos olhos a perfeição da cozinha da banda, que sustenta o show inteiro perfeitamente – o baixista Ricardo Koctus, mesmo em um instrumento miniatura, não erra uma nota.

Mas a grande atração são os bonecos do Giramundo, que substituem as crianças no show. Foi uma jogada de mestre da banda: o que era o ponto de estranhamento no disco (a desafinação infantil) acaba virando brincadeira no palco. Encenando esquetes e fazendo gracinhas, os bonecos prendem a atenção e divertem até mais os adultos que as crianças. A tradicional simpatia dos Fus, com John explicando o funcionamento das traquitanas e seus ruídos, conquista ainda mais, e fazer a plateia participar das músicas em diversos momentos do setlist deixa o show intimista e pessoal.

O segredo para curtir Música de Brinquedo, como diz John, é não prestar atenção aos detalhes como um adulto e se divertir como uma criança. Este é um show para assistir com um imenso sorriso no rosto.

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Virada Cultural 2010

maio 20, 2010

Virada Cultural é geralmente aquela coisa: você faz uma programação gigantesca e no final acaba perdendo metade dos shows que queria ver pelos mais diversos motivos, entre eles a distância dos palcos e a dificuldade de se locomover com rapidez pelas ruas lotadas. Esse ano eu tinha me programado pra ver pouca coisa e, bem, vi menos ainda.

O começo da noite foi nos palcos dos independentes, vendo o Black Drawing Chalks fazer um show quente para um belo público – em todos os sentidos. Os goianos comandaram a platéia receptiva com seus riffs circulares, fazendo as primeiras filas baterem palma com os braços para cima durante quase toda a apresentação e comandando as obrigatórias rodas de pogo em qualquer show pesado. A jogar contra apenas um fator, que assombrou os dois palcos montados a um quarteirão de distância na rua Cásper Líbero: os problemas sonoros. Ora embolado, ora com o PA abafado, o som foi o grande vilão da noite.

Pontual, Tulipa Ruiz sucedeu os goianos no outro palco da rua reduzindo o nível de testosterona no ar a quase zero e apresentando as músicas de seu primeiro CD, Efêmera, a ser lançado no final do mês de maio. Mesmo com as falhas no som, as canções que concebem desde já um dos melhores discos nacionais do ano se fizeram notar, com destaque para a belíssima “Às Vezes”, que conquistou fãs à primeira ouvida. Definitivamente, há algo de mineiro no carisma dessa paulistana que arrebata naturalmente.

Ainda deu tempo de conferir a apresentação da Camarones Orquestra Guitarrística, que mistura referências díspares como surf rock e glam para fazer um rock instrumental que, apesar de bem executado, acaba não convencendo. Uma caminhadinha rápida pelo entorno iluminado da Estação da Luz e chegamos (eu e alguns amigos) à Praça Julio Prestes a tempo de assistir o começo do show da CéU. Mais uma vez, a potência do som atrapalhou , agora em um palco com proporções bem maiores. De qualquer forma, a delicadeza do repertório suingado da cantora talvez não tenha como melhor local um show ao ar livre, onde se perdem as nuances do espetáculo. Foi tudo correto, mas poderia ser melhor.

Aí, cansado e com fome, resolvi voltar para casa e nesse momento sofri as agruras de enfrentar a multidão que tomava as ruas. Estava quase na Avenida São João quando dobrei em uma rua para escapar da muvuca do Palco Rock. Quando me dei conta, estava no meio da galera que curtia o Palco Reggae, na Barão de Limeira, e não adiantava querer voltar. Foram 20 minutos de empurrões e muita clasutrofobia até conseguir me desvencilhar da horda com carteira e celular sãos e salvos. No caminho para casa ainda deu para dar uma espiada no também lotado Palco Brega, no Arouche, onde Sidney Magal regia o coro dos embriagados. Melhor dormir.

No domingo, acordei para ver o show que mais me intrigava. Às 13h30 o Raimundos entrava no palco da avenida São João para aquele deveria ser um show redentor aos olhos do agora vocalista Digão – junto com Canisso, um dos membros originais a restarem na banda candanga. E, bem, durante a hora inteira da apresentação eu não conseguia tirar o último parágrafo da matéria do Arnaldo Branco para a Bizz (reproduzido abaixo) da cabeça.

Nessa hora lembrei do que o Matias (Maxx, fotógrafo da matéria) falou assim que o show terminou: “me senti de novo com 15 anos!”. Já era bem mais velho do que isso quando eles estouraram, e estava achando graça da frase, quando chegou Alf: “Onde você estava quando a gente tocou ‘Puteiro’? Ia te chamar para fazer backing vocal!”. Traído na hora por um sentimento de frustração, percebi que sonho de adolescente não tem idade, e que provavelmente, como os Raimundos remanescentes, não abriria mão fácil de alguma coisa que conquistei só porque tem gente em torno que decidiu que a festa acabou.

Digão, de fato, logo no começo do show mandou um “eu esperei muito tempo para estar aqui”. Para uma banda que ano passado tocou no Outs, ver a avenida São João gritando Raimundos não podia deixar de ser emocionante. Mesmo que o público que ocupava o gargarejo pedisse insistentemente “Sol e Lua”, canção do álbum lançado na internet Pt qQ cOizAh e não reagisse com o vigor esperado a clássicos como “Nega Jurema”, por exemplo. Fato é que o volume do canto da platéia era bem menor do que outrora – duvido muito que minha memória me traia em relação ao show antológico que vi da banda em 2000, no auge de seu sucesso.

Reações do público à parte, é preciso dizer que a banda no palco continua afiadíssima. Digão é um bom frontmen, incitando a galera a abrir rodas de pogo pela avenida. Ignorando o repertório de Lapadas no Povo, o show fez uma mescla das músicas dos outros três álbuns de inéditas gravados com Rodolfo (sem considerar o híbrido Cesta Básica). No palco é legal recordar a força das canções dos dois primeiros álbuns e a genialidade cínica de Só No Forévis, principalmente de “A Mais Pedida”, executada com o auxílio de Pitty. Ao final, em êxtase, Digão teve que cortar músicas do repertório pelo tempo avançado mas encerrou o show com uma vibrante e indefectível “Eu Quero Ver O Oco”. Apesar do cheiro de naftalina no ar, foi uma apresentação divertidíssima.

Depois disso juro que tentei almoçar rápido e voltar assistir ao Arnaldo Antunes, mas encontrei dois grandes amigos no meio desse caminho e a conversa se estendeu. No final, Virada é meio que isso: mesmo que a programação deste ano estivesse mais fraca, o grande barato acabam não sendo os shows, e sim o clima do evento, andar pelas ruas cheias de gente e confrontar o público com o descaso do poder público em relação ao centro da cidade. Os shows são meio que coadjuvantes, você passa e vê o que dá.

Fotos de divulgação. A 1ª é da Priscila Azul e a 2ª do Antonio Brasiliano

“Eu só saio dessa cama quando você me disser decidida que me ama”

março 31, 2010

Pense numa versão 2010 para “Como 2 e 2”, do Caetano. Não precisa ir muito longe: está aí no vídeo acima. “Cama”, música que estará no disco Deus e o Diabo no Liquidificador, do Cérebro Eletrônico, é desde já, mesmo sem ser lançada, uma das grandes músicas de 2010. O álbum chega ao público no final de junho, mas você pode ir acompanhando as gravações no hotsite especial que a banda construiu.

Mais que isso, você pode conferir “Cama” ao vivo no dia 16 de abril, na segunda edição da Festa Scream & Yell. Depois do ótimo show do Charme Chulo na estreia, é hora de aumentar ainda mais as good vibes na Casa Dissenso. Sou suspeito em falar, mas ó, festão, showzão. Marca na agenda e aparece lá que a gente bate um papo e bebe uma cerveja.

“Mais que anormal, eu devo ser”

março 29, 2010

Dias 24 e 25 de abril o Pato Fu faz, no Teatro do Sesc Pompeia, aqueles que prometem ser os melhores shows nacionais a passar por São Paulo neste mês. Este textinho que eu fiz do primeiro show que vi deles, no mesmo local, dá uma boa dimensão do que deve rolar. O show ainda é da turnê do disco “Daqui Pro Futuro”, mas sabe-se que a banda entrava em estúdio em fevereiro para gravar seu décimo disco. Quem sabe já não rolam músicas inéditas?

Para entrar no clima, coloco aqui uma coleta que fiz para a Babee do lado mais “calmo” e melódico do Pato Fu. O tracklist se concentra na década 00 – que era o primeiro objeto da coletânea – mas inclui algumas coisinhas dos 90. Para ouvir no repeat e animar uma tarde cinzenta e melancólica de chuva.

1 – O Amor em Carne e Osso
2 – Nada Original
3 – Imperfeito
4 – Um Ponto Oito
5 – Vida diet
6 – 30.000 Pés
7 – Agridoce
8 – Nada Pra Mim
9 – A Verdade Sobre o Tempo
10 – Me Explica
11 – Vagalume
12 – Tribunal de Causas Realmente Pequenas
13 – Anormal
14 – A Hora da Estrela
15 – Quase
16 – Sorria, Você Está Sendo Filmado

“So if you’re lonely, you know I’m here waiting for you”

março 23, 2010

Hoje à noite o Franz Ferdinand encerra a turnê brasileira com o show de São Paulo, às 22h, no Via Funchal. Pra aquecer, republico a resenha que eu escrevi pra Rolling Stone do show na The Week no ano passado. No final, saca o vídeo insano de “This Fire” que o Matias gravou. Nem preciso dizer que é um dos shows do ano.

“Tinha tudo para ser uma noite especial. O Franz Ferdinand fazia show único em uma pequena casa de shows em São Paulo para cerca de 1300 pessoas, sendo que os 500 ingressos colocados à venda evaporaram em 15 minutos. Totalmente entregues à performance, os quatro rapazes da Escócia, capitaneados por um Alex Kapranos canastrão e um Nick McCarthy frenético, não deram margem para crítica. Do começo cadenciado com “No You Girls” eles já passaram ao dance-rock contagiante que os caracterizou com “The Dark Of The Matinée”, até chegar à catarse coletiva dos hits arrasa-quarteirões “This Fire” e “Take Me Out”, que deixaram o público extasiado. Ao voltar para o bis com “Michael” e com um Nick ensandecido que subiu no balcão do bar no meio da platéia, o Franz se deu ao luxo até de encadear uma música mais obscura, “Van Tango”, sem desagradar os presentes. A trama psicodélica infinita de “Lucid Dreams” que encerrou o show deixou no ar um gostinho de quero mais para o ano que vem, quando eles voltam para quatro shows no país. Desde já, candidatos ao melhor show de 2010.”


Jorge Ben Jor comanda micareta sofisticada em São Paulo

março 1, 2010

Jorge Ben Jor é um dos três grandes gênios da música brasileira – coloque na conta Chico Buarque e Caetano Veloso. Isso é fato. Com o lançamento, no final de 2009, da caixa Salve Jorge, com seus discos lançados entre 1963 e 1976 na Philips (hoje Universal), ele vive agora mais um de seus momentos de prestígio e boa exposição. Tem sido assim mais ou menos durante toda a carreira, momentos de esquecimento intercalados com o sucesso, até porque Jorge é um artista muito mais discreto do que boa parte dos seus companheiros de geração. Mas, como tem a mão perfeita para refrões balançantes e simples, volta e meia crava um sucesso desses que você decora a letra sem nem perceber.

É desses hits fáceis que o repertório de duas horas de show no Credicard Hall foi feito. Logo de cara, Jorge já lança mão de “Mas Que Nada” e “Chove Chuva”, em um dos muitos pout-pourris que marcam o show, sem medo de ser feliz. Com o público ganho e na mão – como se isso já não estivesse claro nos corredores antes do primeiro acorde soar – ele vai desfilando clássicos como “A Banda do Zé Pretinho”, “Os Alquimistas Estão Chegando”, “W/Brasil”, “País Tropical”, “Por Causa de Você Menina”, “Zumbi” e tantos outros. A plateia lotada pula, samba, agita, maravilhada com a apresentação da mão direita mais abençoada da música brasileira. É festa fácil. Mas parece que falta alguma coisa.

A primeira sensação que se tem no show do mestre é que Jorge merecia uma banda melhor para lhe acompanhar. A cozinha da Banda do Zé Pretinho não passa nem perto de ter o “punch” necessário e o teclado é repetitivo e sem inspiração – um midi no lugar não faria feio. Talvez se Jorge fizesse como Caetano e recrutasse jovens talentos da nova geração a apresentação ficasse mais vibrante – apesar que o homem da gravata florida não precisa se renovar ou reinventar sua carreira, como fez Caetano ao recrutar a Banda Cê. É só uma questão de sonoridade, mesmo. O balanço e o suingue de Jorge nunca saem de moda.

O segundo grande problema do show: a obsessão de Jorge por pout-pourris. Ok, o repertório é enorme, poderia render um show de três horas fácil, todo mundo quer ouvir suas músicas favoritas e fazendo a união de duas ou mais músicas você acaba agradando mais gente. Contudo, enfileirando estrofes diferentes a cada minuto, Jorge acaba tirando as particularidades de cada música, igualando todas ao mesmo patamar e arranjo, transformando o show meio que em um lugar comum. De repente, você sente que há 20 minutos está ouvindo a mesma coisa, a mesma canção, e ir até o bar pegar uma cerveja não parece algo tão ruim – afinal, o que de tão diferente você pode perder?

Então, ao final do show, Jorge liga a distorção e toca uma versão envenenada e chapante de “Umbabarauma”, emendada com “Fio Maravilha”. E, como se estivesse em um estádio lotado driblando zagueiros cheio de humildade, você sai rodopiando, abraçando as pessoas ao seu lado, o sorriso brota sorrateiro e toda a frieza da análise crítica vai por água abaixo. Se o show parece uma micareta sofisticada, qual o problema de pular e ser feliz?

Após um longo intervalo para a volta ao bis – e um longo e enfadonho solo de teclado, sempre ele -, uma versão pungente de “Jorge da Capadócia” e nosso mestre resolve chamar “todos os emos para perto do palco”. Sorriso de orelha a orelha, Ben Jor traz umas 20 meninas lindas ao palco para cantar e dançar com ele “Gostosa”, ensinando a esses meninos chorões o que importa mesmo na vida. Clima de festa no palco, é hora de emendar “Taj Mahal” com “A Banda do Zé Pretinho” numa versão quilométrica e ver, mesmo com as luzes acesas, ninguém arredar pé do salão. O baile está a toda. O homem sabe das coisas.

"É uma vez no ano, que aparece o suingue"

fevereiro 26, 2010

É por essas coisas que eu amo a música e um bom show. Você passa uma semana como uma pilha de nervos, estressado, sem saber direito o que fazer da vida, mudando de ideia e de humor a cada 5 minutos. E, do nada, em apenas uma noite, meia dúzia de acordes, uma bela melodia, duas ou três rimas baratas e fáceis você volta pra casa sorrindo como criancinha no Natal. Mais do que isso, você termina a semana sorrindo assim sem mais, só com a lembrança dos momentos da noite anterior. Agora, imagina se você viu dois shows estupendos em seguida?

Primeiro foi o Lafayette & Os Tremendões lançando o primeiro CD no Sesc Pompeia. A diversão é garantida quando você reúne um dos ícones da Jovem Guarda com vários músicos talentosos da nova geração tocando um repertório apenas de clássicos do quilate de “As Curvas da Estrada de Santos”, “Outra Vez”, “Splish Splash”, “O Portão” e “Quero Que Vá Tudo Pro Inferno”. Mas o que mais me chamou atenção foi a quantidade de “não-jovens” na plateia, reverenciando Lafayette, pedindo autógrafo e foto após o show. E, melhor do que isso, dançando como se vivéssemos os bailinhos dos anos 60 de novo. Braços pra cima, vozes saindo forte e um pouco embargadas pela emoção nos refrões que marcaram gerações.

Depois, o negócio foi correr pro CB que uma das bandas mais promissoras do ano, os cariocas do Do Amor, fazia o que prometia ser o melhor show do mês. Prestes a lançar seu primeiro disco, a banda lotou a festa Versão Brasileira e colocou todo mundo pra dançar sem vergonha lambada, axé, carimbó. Assiste ao vídeo acima e presta atenção a partir de 6’18” quando o guitarrista Benjão começa a tocar o solo de “Sultans of Swing” em ritmo de lambada. Festa pura. A noite terminou com Nervoso e Gabriel Thomaz subindo ao palco para tocar clássicos do Acabou La Tequila, lendária banda carioca da qual Nervoso fez parte, junto com o produtor Kassin.

Axé e muita alegria, que amanhã é dia de ver o primeiro show de Jorge Ben Jor. A festa continua.

Os vídeos em preto e branco são do Mac.

Novas de Rômulo Fróes – e o projeto Versão Brasileira

fevereiro 20, 2010

Rômulo Fróes tocou algumas músicas inéditas que devem fazer parte de seu próximo álbum, Um Labirinto em Cada Pé, na noite de quinta-feira, 18/02, no CB. O show já contou com a participação de Rodrigo Campos, recém incorporado à banda de Rômulo, no cavaquinho e violão. As músicas (uma no vídeo acima, outra abaixo) já mostram uma volta ao samba mais “balançado” que Rômulo pretendo com o novo disco. Vale a pena esperar.

Aliás, você pode ler mais sobre Um Labirinto em Cada Pé na próxima edição da Rolling Stone, com textinho meu. A entrevista, feita um pouco antes do carnaval, foi responsável pelo meu maior arrependimento do ano até agora. Esqueci de levar o gravador e, depois de terminar as perguntas da pauta, a conversa ainda rolou por mais de hora e meia, num bate-papo natural sobre música brasileira que mostrou que Rômulo é um dos artistas mais articulados e lúcidos dessa nova geração. Agora aprendi a lição: nunca deixar de levar gravador pra entrevista. Mas é um erro que deve ser corrigido em breve, numa parceria legal com o Scream & Yell que deve trazer ótimas entrevistas para este espaço.

O show de Rômulo no CB fez parte do projeto Versão Brasileira, idealizado pelo próprio cantor e pelas meninas da Agência Alavanca. A nova festa leva a nova geração da MPB para um dos templos de “rock de roqueiro” de São Paulo, uma iniciativa interessante e até ousada, de certa forma. O show de Curumin, no dia 04/02, inaugurou o projeto em grande estilo, com o baterista apresentando as músicas de Japan Pop Show em sua melhor forma. Semana que vem, dia 25, a festa encerra seu primeiro mês em grande estilo, com show dos cariocas do Do Amor. Imperdível.

Vídeos do Rômulo do Mac e do Curumin do Bruno =)

Rock no Carnaval

janeiro 28, 2010

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Quer fugir da comemoração tradicional e curtir shows legais no carnaval? Opções não faltam pelo Brasil. O festival Rec-Beat  completa 15 anos em Recife e já faz parte da programação oficial do carnaval da cidade, um dos mais variados e ecléticos do Brasil. Este ano, entre os dia 13 e 16 de fevereiro, o festival traz cinco bandas internacionais para tocar – Cabezas de Cera (MEX), Ojos de Brujo (ESP), Puerto Candelária (COL), Magic Slim (EUA) e Madensuyu (BEL) – junto com novos e bons nomes da cena recifense e brasileira, como Volver, Cidadão Instigado, A Banda de Joseph Tourton, Lucas Santanna e Caldo de Piaba. O evento ainda ganha uma perna paulista, com shows no Sesc Pompeia entre os dias 18 e 20 de fevereiro.

Ainda em Recife, quem quiser pode ver show da Nação Zumbi no Campo de Chão de Estrelas, no dia 14, e na Praça da Várzea, dia 15. Ou então se divertir com a dobradinha Mombojó e Jorge Ben no Pólo Nova Descoberta, no dia 14.

O Festival Grito Rock, que acontece em mais de 40 cidades pelo país é uma ótima opção. A programação de cada cidade ainda está sendo definida, mas você pode acompanhar a movimentação aqui. Em São Paulo tem show do Macaco Bong e do Porcas Borboletas, no dia 12, no Studio SP. Já em Floripa tem show do Cassim & Barbária na Célula. E também na Ilha da Magia, na segunda-feira, dia 15, a festa Devassa recebe o baixista do New Order, Peter Hook, para uma discotecagem no Confraria das Artes.

SERVIÇO

REC-BEAT RECIFE
SÁBADO – 13/02
00h30 Puerto Candelária (Colômbia)
23h10 Lucas Santtana (BA)
22h00 Renegado (MG)
21h00 Zé Manoel (PE)
20h00 Radistae (PE)

DOMINGO – 14/02
00h30 Gabi Amarantos (PA)
23h10 ** A definir **
22h00  Magic Slim (EUA)
21h00 Volver (PE)
20h00 A Banda de Joseph Tourton (PE)

SEGUNDA – 15/02
00h30 Ojos de Brujo (Espanha)
23h10  ** A definir **
22h00 Madensuyu (Bélgica)
21h00 Stela Campos (SP)
20h00 Diversitrônica (PE)
17h00 Recbitinho: Circo In Bottiglia : Il Transporto Umano

TERÇA – 16/02
00h30 Original Olinda Style – Eddie + Orquestra Contemporânea de
Olinda (PE)
23h10 Cabezas de Cera (México)
22h00 Cidadão Instigado (CE)
21h00 Caldo de Piaba (AC)
20h00 Mestre Galo Preto (PE)

Brasil ganha ferramenta online de agendamento de shows

janeiro 5, 2010

toque no brasil

O circuito brasileiro de shows ganhou nesta terça-feira, 05 de janeiro, uma importante ferramenta para facilitar o agendamento de turnês pelo país. A plataforma Toque no Brasil é uma rede social que pretende dar condições de que toda negociação para o fechamento de um show seja virtual, direto entre artista e contratante. A primeira grande experiência é o festival Grito Rock, que acontece em fevereiro em várias cidades do Brasil e terá mais de 500 vagas disponíveis para bandas no site, com inscrições aberta até o dia 15 de janeiro. Basta entrar, se cadastrar e entrar com os locais onde você queira tocar e começar a negociação.

O próximo passo é que contratantes e bandas possam se avaliar na ferramenta, mais ou menos como acontece no eBay e MercadoLivre. O modelo já é utilizado fora do Brasil, como o americano SonicBids.com, que facilita o agenciamento de cerca de 60 mil shows por ano nos Estados Unidos. Mas Fabrício Nobre, presidente da Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin), faz uma importante ressalva: “a ferramenta é apenas uma plataforma virtual de negociação. Os esforços, tanto de investimento para a circulação e outros, deverão ser feitos pelos agentes envolvidos na transação e não pelo TNB”.

O projeto surgiu de uma parceria entre a Abrafin, BM&A (Brasil Música & Artes – entidade conveniada à APEX), Circuito Fora do Eixo e Casas Associadas.